1 0 Archive | julho, 2009
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Volta às aulas adiada para 10/08

Caros pais e alunos,

Por meio da imprensa nacional e internacional, além de comunicados oficiais emitidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde), temos informações suficientes para afirmar que a gripe ocasionada pelo vírus A (H1N1) é de baixíssima letalidade e apresenta riscos e sintomas análogos à gripe comum. Mais de 99% dos casos foram e são tratados com medicamentos usuais no tratamento da gripe comum, sem a necessidade de qualquer internação ou uso de antivirais.

Sabemos, contudo, que um forte apelo da comunidade escolar para o adiamento do retorno às aulas se avolumou após o Governo do Estado de São Paulo, junto à Secretaria Estadual de Saúde, adiar por duas semanas o início do segundo semestre. Orientação estendida inclusive às Universidades Estaduais (USP, Unicamp e UNESP). Essa medida, de caráter supostamente preventivo, foi acionada sem qualquer consideração aos dados objetivos dessa doença e, em nossa opinião, veio a  colaborar com a criação de um ambiente de pânico; e não, propriamente, evitar a propagação da gripe que, segundo unanimidade da comunidade científica, é inevitável.

Entretanto, ao se posicionar de forma supostamente zelosa, o Governo do Estado de São Paulo coloca, indiretamente, aqueles que questionam tal ação como insensíveis diante do “clamor público” e do “grande perigo” da doença. Conhecemos bem esse tipo de discurso. Portanto, é importante frisar: historicamente, a disseminação do medo foi sempre uma arma poderosa para o controle dos cidadãos e, da mesma forma, a propagação rotineira do temor tem sido uma ferramenta tradicional das forças reacionárias.

Nós, do D’Incao Instituto de Ensino,  colocamo-nos ao lado da razão e da ciência, instrumentos inimigos do conservadorismo e proporcionadores da democracia e do avanço da humanidade rumo ao progresso e à superação dos desafios de nossa sociedade. Dessa forma, não podemos deixar de questionar a validade e a intenção do Governo do Estado de São Paulo ao adotar uma medida descabida de  fundamentos científicos e lógicos, justamente em uma administração sob o mandato de um ex-Ministro da Saúde.

Como efeito prático de suas ações, observamos que, infelizmente, o Governo do Estado de São Paulo favoreceu com sucesso a disseminação do pânico através da imprensa. Assim, diante da notícia de que a maioria dos pais de nossos alunos encontravam-se muito temerosos ou já anunciavam a ausência de seus filhos na próxima semana de aula e entendendo que não haveria propósito em lecionar para salas vazias ou com menos de 20% de presença, decidimos adiar o início das aulas para o dia 10 de agosto.

Por fim, gostaríamos de  nos solidarizar  com a preocupação  dos pais em  proporcionar sempre a maior segurança possível para seus filhos. Orientamos a todos os responsáveis  sobre a necessidade de manterem a calma e  buscarem informações de fontes seguras e não , sensacionalistas. Asseguramos, ainda,  que não haverá qualquer perda pedagógica nesse adiamento de início das aulas e, mais uma vez, lamentamos o andamento da divulgação dessa nova gripe pela imprensa e pelas autoridades públicas que parecem ser movidas por outros interesses, que não os de informar e conscientizar a população.
Atenciosamente,

A Direção

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30. jul, 2009
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Será que agora o Sarney morre?

Uma reflexão sobre a eterna sina do povo brasileiro na sua relação de 59 anos com Sarney e sua dinastia de apaniguados

Por Luís Paulo Domingues

Sarney

Se não for agora, ele não morre nunca mais. Estou me referindo, obviamente, à morte política de José Sarney. Quem sempre fala da morte de Sarney é o colunista José Simão. Quando Sarney conseguiu, recentemente, passar por cima de tudo e de todos e ser eleito Presidente do Senado no lugar de Tião Viana, Simão perguntou:
“-Na hipótese remota de um dia Sarney vir a morrer, o Maranhão volta para o Brasil ou fica pra família dele?”
Isso que pode parecer engraçado representa, na verdade, a tragédia do Brasil e, principalmente, a do Maranhão. Seu legado político mais evidente, depois de longos 59 anos de carreira política, foi ter levado o Maranhão a ultrapassar o Piauí como Estado mais miserável do país. Para sua família e para seus apaniguados, contudo, todas estas décadas representaram um fértil acúmulo de patrimônio – que inclui uma ilha com uma mansão luxuosa em frente à praia mais chique de São Luís.
Sarney começou sua vida pública em 1950. Cinco ano depois, já era Deputado Federal. É o político mais antigo em atividade no Congresso Nacional. Segundo a Wikipédia: “…Ao longo de sua carreira política, foi diversas vezes deputado, foi governador do Maranhão entre 1966 e 1971, senador pelo Maranhão entre 1971 e 1985 e Presidente da República de 1985 a 1990. Já integrou a UDN, foi líder do governo Jânio Quadros na Câmara dos Deputados, foi presidente da ARENA e do PDS, e posteriormente filiou-se ao PMDB”.
Como presidente da ARENA – o partido dos militares nos anos de chumbo -, Sarney apoiou com unhas e dentes a ditadura. A Presidência lhe caiu no colo quando ele, sábio como uma raposa, trocou o PDS ( nome adotado pela ARENA a partir de 1980) pelo PMDB e saiu como vice na eleição indireta que escolheu Tancredo.
Naquela época, o PMDB já estava se tornando esse cadinho deplorável que abraça qualquer tipo de gente que esteja a fim de participar da grande festa que é fazer parte do governo federal. De qualquer governo federal. Com a morte de Tancredo, portanto, Sarney se tornou mais um Presidente brasileiro que governou sem ter sido escolhido pelo povo.
No início de sua carreira, contudo, suas promessas encantaram não só o povo maranhense, como intelectuais do naipe de Glauber Rocha, Luis Carlos Barreto, Ferreira Goulart e Eduardo Scorel. Tanto que Rocha, Scorel e Barreto produziram um documentário sobre sua posse como Governador do Maranhão, em 1966. Sarney, então com 36 anos, é retratado no filme como um idealista, um transformador, uma promessa de desenvolvimento para o Maranhão.
Passado tanto tempo – e depois de tantas lambanças -, ainda como Presidente do Senado, eis que surge mais uma pancada na “moral” do Senador, quando se descobre que nomeia-se assessores por “atos secretos”. Pelas linhas do jornal Zero Hora, de Porto Alegre – para citar um de grande circulação -, ele próprio nomeou pelo menos meia dúzia de parentes e afiliados políticos através desses “atos secretos” – que nada mais são do que o jeitinho brasileiro para fazer por baixo dos panos o que por cima seria impossível, pois a lei proíbe.
Com sua prosopopéia de boteco, Sarney se defendeu dizendo que a crise política (gerada pela descoberta dos “atos secretos”) não é dele, é do Senado. Ou seja, “eu faço isto sim, mas todo mundo faz, e não dá pra tirar todo mundo”.
Sarney tem pretensões artísticas. Quando jovem, fundou a revista “Ilha”, que inaugurou o pós-modernismo no Maranhão. Escreveu dezenas de livros, de gosto bem duvidoso. Mas seria uma dádiva para o povo brasileiro se ele tivesse ficado apenas com a literatura.

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Morte on line

Uma leitura crítica sobre a histeria causada pela imprensa

Michael

Por Luís Paulo Domingues

Eu vivo dizendo (e escrevendo) que a imprensa explora um assunto até que ele se torne insuportável e perca toda e qualquer dimensão da realidade. Ou seja, é tanta gente falando da mesma coisa, que a coisa vira outra coisa.

É o que acontece com o Michael Jackson. Mas com ele é muito absurdo ao mesmo tempo. A gente se sente obrigado a falar dele e a continuar com esse círculo vicioso da imprensa.

Uma das primeiras teorias que se aprende em um curso de comunicação é a de redundância e ruído. Resumidamente, redundância seria algo que se repetiria incessantemente, na mesma velocidade, cadência, intervalo… de tal modo que desaparecesse. Ou melhor, desaparecesse de nossa capacidade de percepção. Por exemplo: quando nós estamos dentro de um trem, tendemos a parar de prestar atenção no (e mesmo perceber o) barulho dos trilhos depois de um certo tempo.

Ruído seria o contrário, a quebra imediata e repentina de qualquer redundância. Se, de repente, todo o barulho do trem cessasse, os passageiros perceberiam aquele silêncio como um ruído – no sentido de um bloqueio no padrão normal (o redundante barulho dos trilhos).

A morte pode ser uma redundância, se pensarmos que nossa consciência entende que todos, invariavelmente, iremos morrer um dia. A morte, portanto, seria um padrão: se está vivo é porque vai morrer. E ponto! Ninguém discute.

Obs: ponto, do modo que eu coloquei acima, é um ruído, pois tem o poder de cessar repentinamente a discussão sobre a morte.

Mas a morte – se pensarmos individualmente, ou no seio das convivências familiares e dos círculos de amizade – também pode ser um ruído poderosos e assustador. Não há quem não trema diante da morte de um parente, de um conhecido, ou mesmo de alguém que esteja próximo. A imagem de um cadáver estendido no meio da rua quebra qualquer redundância do dia-a-dia – a não ser para quem mora no Sudão, no Iraque, ou em qualquer lugar onde ver uma pessoa morta ao seu lado (aí sim) já tenha se tornado uma redundância.

No caso do Michael, o ruído de sua morte desapareceu. Virou uma redundância total. Não existe luto, de modo algum. A imprensa e a debilidade histérica do povo transformaram a morte de Michael Jackson em outra coisa – ou melhor, em qualquer coisa que não seja morte.

Tudo bem. Vai ser mesmo difícil para Jackson morrer – morrer no sentido de desaparecer, de “não ser”, de privar-se do convívio dos outros, de não mais estar no campo de visão de alguém. Michael Jackson, assim como muitas outras personalidades históricas, continuará por aí, inclusive produzindo muito mais (grana) do que quando estava vivo. E é difícil morrer quando se continua lucrando mesmo morto. Ou melhor, será difícil que a coletividade – principalmente a turba histérica e anônima que se hipnotiza com a vida dos famosos – apreenda que o que aconteceu dia 25 de Junho foi a morte de alguém.

A imagem dos “sorteados” para ir ao velório do astro foi emblemática: eles exibiam os ingressos como tesouros, sorrindo freneticamente, extasiados porque iriam participar da “festa”, do “espetáculo” que a morte se tornou. Cheguei ao ponto de ouvir de um fã: “-O velório de Michael Jackson será o momento mais sensacional da minha vida!”

Chegamos também ao ponto em que o sentido de morrer foi tão drasticamente invertido pela vacuidade do público e pela lógica financeira da mídia, que não seria estranho assistir alguém quase tendo uma síncope na porta do velório: “-Eu adooooreeei esta festa. Estou realmente muito feliz! Que velório legal! Que morte excepcional!! Graças a Deus que Michael morreu!”

Bizarro, exatamente como ele.

obs: O único momento verdadeiro foi quando a filha de onze anos chorou. De verdade.

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27. jul, 2009
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24. jul, 2009
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Curso de Matemática Básica – 20 a 24/07

Curso de Matemática Básica - 20 a 24/07
Prof. Nelson Matono e Prof. Rômulo

2ª à 6ª feira

Horário: 8h:45 às 13h:00

Plantão: 4ª e 6º feira das 14h:30 às 16h:45

Inscrições na Secretaria

Taxa: R$100,00

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16. jul, 2009
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07. jul, 2009