1 0 Archive | fevereiro, 2010
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Jobs, consumidores e cidadãos

A tecnologia avançada é um benefício, mas também um fetiche para a humanidade.

por Luís Paulo Domingues

steve-jobs-3g-iphone

Steve Jobs: perfeição para criar novas necessidades tecnológicas

O escritor argentino Néstor Canclini é um dos maiores estudiosos de comunicação, cultura e sociologia do quotidiano na América do Sul. Em seu livro “Consumidores e cidadãos”, Canclini investiga a cultura moderna no sentido de sua desterritorialização – face à realidade da globalização – e no da transformação da cidadania em consumo, ou seja, de cidadãos em consumidores.
Por que estamos nos transformando em consumidores ao invés de cidadãos? Porque o lugar do consumo foi tomando o lugar da cidadania no quotidiano do mundo atual. Isso aconteceu a partir dos anos 1950 com a “American Way of Life” e todas as suas promessas de felicidade através da compra e da posse de produtos inovadores e cada vez mais facilitadores do dia-a-dia – o que também mostrava que os americanos eram melhores que os outros (leia comunistas e seu modo de vida). Assim, todos os que seguissem o estilo de vida americano estariam no topo da pirâmide da felicidade e do bem estar.
A globalização só fez exacerbar esse sentimento de se precisar de algo que não se precisava antes, de não mais se conseguir viver sem a posse de certas coisas que a indústria e a mídia criam – novas necessidades que não existiam e que infestam as propagandas e os corações das pessoas.
No lugar, portanto, do homem cidadão, que deveria lutar para exercer sua cidadania e garantir seus direitos fundamentais, surge o homem consumidor, que luta para adquirir os produtos que estão em voga no dia de hoje e que amanhã já serão substituídos por outros melhores e tornar-se-ão completamente obsoletos.
Quarta-feira foi aniversário do Steve Jobs, dono da Apple e grande mestre em criar demandas. Seu último lançamento, o IPad, causou um alvoroço insano no mundo todo na semana passada, com multidões sonhando – simultaneamente ao anúncio do produto – em adquiri-lo o mais rápido possível, talvez mesmo sem saber para que serve exatamente a engenhoca.
Por que será que somos todos tomados por esse frenesi? Por que temos que ter a posse do novo produto no momento do lançamento, se é sabido que pouco tempo depois ele estará mais barato? Se sabemos que não vai acabar, que se todos os seis bilhões de habitantes quiserem e tiverem dinheiro para comprar, a indústria irá produzir seis ou mais bilhões de unidades?
Foi assim quando o Windows Vista foi lançado. Por que formaram-se filas enormes em frente às lojas para adquirir o produto no primeiro dia, se ele estaria lá no segundo dia, uma semana depois, três meses depois? E tudo isso para se descobrir mais tarde que o produto era muito ruim. Ninguém mais quer.
Não se engane, caro leitor. Aqui não fala nenhum apocalíptico da tecnologia, que acha que devamos voltar ao modo de produção pré industrial para sermos melhores. Eu sei que a tecnologia eletrônica, cibernética, robótica e sei lá mais quantas são grandes facilitadoras de nossas vidas. O que incomoda é o auê, é ter que ler o novo Harry Porter na madrugada do lançamento, só para sair dizendo: eu já li.
No caso do IPad de Jobs, trata-se de um computador portátil de diversas funções: é computador, é livro, é televisão… é tudo. E é bom.
O que se discute aqui, na verdade, é o fetiche pela novidade tecnológica. É aquilo que faz o mundo dos Jetsons (o desenho animado) ser o que é: um mundo regido pelo mito da dualidade entre o animal e o humano, o natural e o artificial, o primitivo e o avançado. Através das mensagens que a propaganda espalha, o homem pós-moderno só se sente humano nessas segundas opções. É um modo até legítimo de pensar, mas que tem lá suas muitas consequências.

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22. fev, 2010
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12. fev, 2010
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D’Incao aprova 1º lugar em Engenharia na USP

A aluna Denise Capasso da Silva, do D’Incao Instituto de Ensino, foi aprovada em 1º lugar no curso de Engenharia Civil da USP de São Carlos.  Denise recebeu os parabéns dos professores, parentes e colegas na sede da escola por esta conquista de extrema expressão.
O vestibular da USP para Engenharia é um dos mais concorridos e difíceis do país. A primeira colocação de Denise nesse concurso é um feito sonhado e perseguido por milhares e milhares de jovens em todo o Brasil, e vem honrar o D’Incao Instituto de Ensino, confirmando o seu já conhecido padrão de excelência.
Parabéns Denise!

primeiro

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12. fev, 2010
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Critérios de avaliação dos laboratórios de Ciências Naturais

Parâmetros de correção do relatório de Bioquimíca (peso 5,0)
Título
Identificação do Aluno (Nome, no. de matrícula)
Resumo (0,5)
Introdução (1,0)
Objetivo (0,5)
Materiais (0,5)
Procedimentos (0,5)
Resultados (2,0)
Conclusão (3,0)
Aprofundamento Multidisciplinar (1,5)
Bibliografia, de acordo com a  ABNT (0,5)

Parâmetros de correção do relatório de Física (peso 5,0)
Título
Identificação do Aluno (Nome, no. de matrícula)
Resumo (0,5)
Introdução (1,0)
Objetivo (0,5)
Materiais e arranjo experimental (0,5)
Procedimentos (0,5)
Resultados experimentais e cálculos realizados  (2,0)
Análise/ Discussão/ Conclusão (4,5)
Bibliografia, de acordo com a ABNT (0,5).Para a elaboração correta de referências bibliográficas, ver:
Disponível em: <http://www.cdcc.usp.br/cda/sessao-astronomia/sessao-astronomia-padrao/referencia-bibliografica-ufrgs.htm> Acesso em: 29/01/2010.
Disponível: <http://www.ufrgs.br/faced/setores/biblioteca/referencias.html> Acesso em: 29/01/2010.

Nota do Relatório
A nota do relatório, corrigido pelo professor, será multiplicada pelo número de participantes e o total de pontos será distribuído entre os componentes do grupo de acordo com a participação na construção do relatório. A nota de cada aluno deverá ser definida pelo grupo e todos integrantes, obrigatoriamente, deverão estar de acordo com a decisão final. A nota de cada participante ficará registrada no próprio relatório.
As notas máximas, que os participantes de cada um dos grupos podem obter, seguirão o critério abaixo:

Se a nota do relatório estiver no intervalo desde 0,0 até 3,3 (incluindo os extremos), NÃO HAVERÁ DIVISÃO. A NOTA DO ALUNO SERÁ  A NOTA DO RELATÓRIO.
Se a nota do relatório estiver no intervalo desde 3,4 até 6,9 (incluindo os extremos) o valor da nota máxima para um ou mais componentes do grupo não pode exceder a soma da nota do relatório mais dois (2,0) pontos.
Se a nota do relatório estiver no intervalo desde 7,0 até 10,0 (incluindo os extremos), a divisão das notas pode ser feita livremente pelo grupo.

Falta
O aluno que faltar terá nota Zero (0,0) na participação daquele relatório. Caso o experimento associado ao relatório seja composto de várias aulas, o aluno terá nota zero na participação daquela aula específica.

Participação
Durante a aula o aluno será avaliado de acordo com a sua participação (peso 5,0), considerando os seguintes itens:
Material do aluno (2,5) – computador e carregador, jaleco, caderno quadriculado (para física), equipamento de segurança individual (bioquímica). O descumprimento de quaisquer elementos implica a perda total da nota correspondente ao item.
Disciplina (2,5)
Envolvimento (5,0)

Recuperação
O aluno fará uma nova prática no horário estabelecido pela Escola.

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12. fev, 2010
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08. fev, 2010
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08. fev, 2010
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Um Mundo Cheio de Diferenças

Luís Paulo Domingues

mansão

Mansão de Lily Safra, que agora pertence a bilionário russo.

Dependendo do modo como lemos a frase acima, podemos pensar que o mundo é ótimo ou é uma porcaria. Um mundo cheio de diferenças pode ser um ambiente de troca, de cooperação, de aprendizado entre as pessoas e as culturas. Do mesmo modo, pode ser um mundo de intolerância, de exploração e de humilhação de alguns para com outros.
Veja o caso das Copas do Mundo. É sempre na época dos jogos (como neste ano) que as nações se encontram para disputar, segundo regras claras e iguais para todos, quem é o melhor neste ou naquele esporte. É como se a humanidade, de quatro em quatro anos, pudesse se enxergar melhor do que ela realmente é.
As Olimpíadas e as Copas nos sugerem (se é que não nos provam) que as guerras são obras das pessoas que estão no poder e querem continuar a exercer esse poder ou ampliá-lo, dentro ou fora de seu território. E, também, que os povos dos países e das regiões em conflito pouco ou nada têm a ver, a ganhar ou a querer com essas disputas.
Uma vez eu conheci dois amigos: um paquistanês e um indiano que trabalhavam juntos na Ericsson. Eu perguntei a eles como ficava a disputa de décadas entre os dois países, que os havia levado, inclusive, à corrida nuclear. Eles disseram: “-Isso é coisa do governo, nós queremos que a Caxemira se exploda.
Sim, é capaz que existam exceções, em que o povo teve que partir para a porrada depois de tanto ser explorado. Mas mesmo nesses casos, é probabilíssimo que os “gaviões” de plantão não deixaram de colocar idéias de ordem na população, com o claro desejo de controlá-la e de ter acesso às maiores fatias resultantes do bolo pós-conflito.
Voltando aos jogos, lá é o território em que os povos valorizam as diferenças como bens culturais a serem trocados e cultivados. Lembram do caso daquela Copa do Mundo em que os Estados Unidos jogaram contra o Irã? Todos ficaram especulando, dizendo que iria acontecer briga dentro do campo e… os jogadores iranianos presentearam os americanos com flores e os americanos presentearam os iranianos com flâmulas.
Quando, então, as diferenças são maléficas? Quando são usadas para apontar o outro com soberba, prepotência e exclusão. É o caso da mansão que a Lily Safra vendeu ano passado por 1 Bilhão e 200 milhões de Reais para um bilionário russo. A casa foi do rei Leopoldo II, da Bélgica, que a comprou em 1902, e fica na costa francesa do Mar Mediterrâneo. Com 82 quilômetros quadrados de área, representa 2,1% do território da Ossétia do Sul, o estrupiado país que foi bombardeado pela Geórgia e pela Rússia há alguns meses e tem 70 mil habitantes. É uma diferença que incomoda e humilha. Os ossetianos, é claro.
Na guerra da Ossétia havia outras diferenças estarrecedoras: enquanto os russos possuiam 1.027.000 soldados, os georgianos dispunham de apenas 21.150. Os russos tinham 1.736 aviões de guerra, enquanto os georgianos, 9. Eram 23.000 tanques russos contra apenas 128 georgianos.
Mas não precisamos ir longe. Aqui em Bauru, no Bar do Francês, conversei com o seu Jaques, que acabava de voltar da França e da Eslovênia. Ele mostrou uma foto da capital, Ljubliana, a cidade onde cresceu. Parece uma pintura, de tão linda. Fala francês (língua natal), esloveno (cresceu ouvindo), servo-croata (língua oficial da Iugoslávia, ensinada nas escolas eslovenas) e russo (o equivalente ao inglês de lá, naquela época). Tudo fluente.
No mesmo momento, ao meu lado, oferecem um jornal para um rapaz que está tomando um trago. E o rapaz diz: “-Eu não sei ler.”
É uma diferença gritante, apesar de o seu Jaques e eu não termos nada a ver com isso. Ou será que temos?

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04. fev, 2010
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Grupo descobre como mosquito da malária escolhe alvos

04/02/2010 – 08h53

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S. Paulo
Uma equipe de pesquisadores identificou as proteínas que o mosquito da malária usa para localizar suas vítimas pelo cheiro. O achado abre a possibilidade de criar melhores repelentes ou armadilhas para o inseto transmissor da moléstia.

Outros dois grupos de cientistas acharam uma enzima essencial para penetração das células sanguíneas pelo parasita, que poderá servir de alvo para medicamentos semelhantes usados com sucesso contra o vírus da Aids, o HIV, as drogas inibidoras de protease.

Anopheles_albimanus_mosquito

Anopheles Albimanus pica humano: para ele, uns são mais atraentes que outros

Juntas, as pesquisas oferecem novas estratégias contra a doença, que atinge centenas de milhões de pessoas, tem metade da população do planeta em áreas de risco e causa quase 1 milhão de mortes a cada ano.

Insetos detectam cheiros através de neurônios receptores olfativos. A equipe de John Carlson, da Universidade Yale, EUA, inseriu os genes desses receptores presentes em mosquitos em moscas-das-frutas transgênicas da espécie Drosophila melanogaster com “neurônios vazios”, isto é, um neurônio olfativo mutante que não tem o seu receptor próprio.

Dissecação

A pesquisa envolveu um trabalho paciente e delicado, desde a dissecação dos mosquitos para extrair seu DNA até a inserção dos genes nas moscas e a medição dos impulsos elétricos causados pelos odores.

Foram inseridos 72 genes diferentes de mosquitos da espécie Anopheles gambiae, principal transmissor da doença na África, dos quais 50 tornaram-se funcionais.

E cada um deles foi testado com 110 diferentes substâncias odoríferas –gerando um banco de dados de 5.500 combinações de receptores-odores. Também foram feitas comparações com os receptores das moscas-das-frutas.

“Nós identificamos vários compostos que ativam fortemente muitos desses receptores. Estamos também buscando compostos que os inibam”, declarou Carlson à Folha.

“Alguns desses compostos ativadores e inibidores podem ser muito úteis para atrair mosquitos a armadilhas, repeli-los ou confundi-los”, completou ele, que ressalta: “Desenvolver um produto efetivo vai provavelmente levar vários anos.”

No Brasil, o principal transmissor da malária é de outra espécie, o A. darlingi. “É possível que alguns dos resultados do nosso trabalho sejam aplicáveis a outros mosquitos vetores de doenças”, diz Carlson.

Sangue doce

Uma das substâncias que provocaram forte ativação foi o indol, presente no suor humano. Já os ésteres e aldeídos não obtiveram muito sucesso com os receptores do mosquito, mas ativaram fortemente os das moscas -algo que se explica pela sua forte presença nos odores exalados por frutas.

“Algumas pessoas parecem ser muito mais atraentes para os mosquitos do que outras, e a base olfativa disso é um foco de estudo empolgante e atual”, acrescenta Carlson. Ou seja, para o mosquito, há gente que é “cheiro bom” ou “sangue bom”, e há quem é menos.

O estudo de Carlson e mais quatro colegas vai ser publicado em edição futura da revista científica britânica “Nature”, mas já está disponível no site da publicação para os assinantes.

Inspiração na Aids

A mesma revista publicou dois artigos de duas equipes distintas de pesquisadores com a descoberta da enzima envolvida na infecção das células vermelhas do sangue pelo parasita da malária.

Uma das equipes é liderada por Alan Cowman, do Instituto de Pesquisa Médica Walter & Eliza Hall (Austrália), e a outra é comandada por Daniel Goldberg, da Universidade Washington em Saint Louis, EUA.

Quando infecta um glóbulo vermelho, o parasita da malária injeta nele centenas de proteínas que ajudam a enganar o sistema de defesa do organismo e modelam a célula humana para suas necessidades.

As duas equipes agora identificaram uma protease –enzima que quebra proteínas– fundamental para a viabilidade do parasita, a chamada plasmepsina 5.

“Sua identificação como uma enzima crítica para a exportação de proteína provê um importante alvo para o desenvolvimento de novos antimaláricos”, escreveram Cowman e colegas.

Eles completam que “inibidores de protease do HIV-1 têm sido tratamentos bem sucedidos no combate ao HIV e, por isso, esses inibidores podem prover uma plataforma para o design de novos compostos antimaláricos.”

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04. fev, 2010