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Inglaterra vai proibir castigos físicos nas escolas

Inglaterra vai acabar com punição física em escolas religiosas

TER, 30/03/10
PUBLICADA NA REVISTA ÉPOCA
EDUCAÇÃO

Ao contrário da Inglaterra, como a foto acima mostra, em alguns lugares da Índia, as punições foram até modernizadas.

O governo inglês vai acabar com uma brecha na lei que ainda permite a professores e tutores em escolas religiosas usar punições físicas em seus alunos. Em entrevista ao jornal The Guardian, o chefe do conselho de segurança das crianças, Sir Roger Singleton, afirmou que algumas escolas e madrasas (instituições educacionais árabes) evocavam imagens sagradas de punição física para castigar as crianças.
Professores de escolas públicas são proibidos de bater em crianças desde 1987. A lei contra a punição em escolas privadas só entrou em vigor em 1993.
Singleton disse que a lei será mudada o mais rápido possível. Ele afirma que apenas os pais têm direito de optar pelo castigo físico na educação de seus filhos.

Enxergue:
Estamos em tempos de construtivismo global nas escolas do mundo, que é disseminado pelos governos (é muito mais fácil governar) e pelos abastados (é muito mais fácil mandar e se manter abastado). O construtivismo esvazia toda a autoridade e a importância do professor na sala de aula, conferindo ao aluno o poder para (até) escolher o que quer aprender.
A escola tradicional, por outro lado (que é a escola a que o texto acima se refere), é aquele clássico modelo educacional, no qual o professor tem o poder, a capacidade, a autoridade e formação bastante para transmitir os conteúdos fundamentais produzidos pela humanidade e que serão condicionais para que o aluno tenha uma boa formação.
Mas a escola tradicional também é voltada para a classe dominante (hegemônica) e os castigos físicos (resquício medievalesco) não se justificam no século XXI, mesmo que sejam pelo louvável propósito de manter a autoridade do professor .
obs: Ao contrário da Inglaterra, como a foto acima mostra, em alguns lugares da Índia, as punições foram até modernizadas.

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Nós pagamos pelos maus hábitos dos outros

Nós pagamos pelos maus hábitos dos outros

Publicado no New York Times de 29 de Março de 2010
por Sandeep Jauhar (Cardiologista)
traduzido por Luís Paulo Domingues

Aumento de impostos fecha o cerco contra fumantes e comilões nos EUA.

Aumento nos impostos de saúde acendem a luz vermelha nos EUA: quem leva uma vida desregrada deve pagar a conta?

“-Eu estou cansado de pagar pela estupidez dos outros”, é um comentário que eu li na internet semana passada depois que a conta da reforma da saúde foi aprovada no Congresso americano. Esse pensamento veio somar com a visão de muitos americanos preocupados por terem que contribuir com taxas mais altas para cobrir os não segurados. Por que nós deveríamos pagar a conta quando tantas doenças em nosso país originam-se do mau comportamento com a saúde, como o fumo e comer em excesso?

Qual é o papel do Governo ao ajudar as pessoas a fazer uma escolha de vida saudável?

De fato, a maioria dos americanos diz que é justo exigir que as pessoas que mantém um estilo de vida prejudicial paguem mais pelo seguro de saúde. Nós americanos acreditamos no conceito de responsabilidade pessoal. Você ouve isso consultórios médicos, nos cafés, entre os operários e trabalhadores do comércio, e entre os executivos. Até o Presidente Obama disse “Nós temos que conseguir que o povo americano faça algo de bom pela própria saúde”.
Mas a responsabilidade pessoal sempre é um assunto complexo, especialmente quando o tema é saúde. Escolhas pessoais sempre envolvem conceitos amplos e complicados. Quando as pessoas pleiteiam a necessidade de cada um assumir sua responsabilidade pela conta da saúde, elas pressupõem mais controle sobre a saúde e a doença do que realmente podemos ter.
Hábitos prejudiciais são um fator que provocam doenças, mas muitos outros fatores são sociais, envolvem a renda ou a dinâmica das famílias, a genética e a educação. Os pacientes que não se submetem às recomendações médicas, sem dúvida, contribuem para uma saúde pobre, mas isso reflete muitos mais problemas como comunicação deficiente entre paciente e o profissional da saúde, os custos dos remédios, algumas barreiras culturais e recursos inadequados do que o desejo de desconsiderar um conselho do médico.
Poucos anos atrás, médicos do sistema público de Melbourne, na Austrália, estavam se recusando a fazer cirurgias de coração e pulmão em fumantes, mesmo que o paciente precisasse da operação para manter-se vivo. “-Por que os contribuintes deveriam pagar por isso?”, disse um dos cirurgiões entrevistados pela reportagem na época. “-Isso está consumindo recursos para uma pessoa que está contribuindo para seu próprio fim”.
Embora muitos australianos tenham ficado ultrajados com esse posicionamento – A Associação Médica da Austrália chamou de “inadmissível” taxar serviços médicos baseado em hábitos pessoais -, muitos médicos concordaram com o procedimento. Como a maioria dos americanos, eles não viram nada de errado no fato de os pacientes pagarem pela consequência de seus atos.
O problema é que medidas punitivas para forçar comportamentos saudáveis não costumam funcionar muito bem. Em 2006, o Estado da Virgínia do Oeste começou a recompensar os paciente que assinassem um compromisso para se inscrever em um plano de bem estar (e que se comprometessem a seguir as ordens de seus médicos), com benefícios que incluíam a cobertura completa de medicação, programas de ajuda ao abandono do fumo e acompanhamento nutricional. Aqueles que não assinassem eram inscritos em um plano mais restritivo que, entre outras coisas, limitava a cobertura de medicamentos a apenas 4 receitas por mês.
O programa da Virgínia está falhando, por muitos motivos. Em Agosto de 2009, apenas 15 por cento dos 160 mil pacientes escolhidos para o programa tinham aceitado assinar o documento. Pacientes com opções limitadas de transporte estavam encontrando problemas para se comprometer a gastar tanto tempo nas visitas periódicas obrigatórias aos consultórios de seus médicos. Além disso, dizem os especialistas, não há evidências de que a restrição aos benefícios dos que não assinam o programa promoveria comportamentos saudáveis nos pacientes.
A vida saudável deve ser incentivada, mas a punição a pacientes que escolhem o contrário é uma simplificação extrema de um assunto complexo.
Eu devo admitir que frequentemente me sinto como meus colegas, que se queixam de passar o dia todo tratando pacientes que não parecem cuidar da própria saúde e ainda exigem uma cura rápida. Isso porque eu eu tento sempre comer de modo certo e fazer exercícios o bastante. Mas aí eu me lembro que às vezes eu também envio mensagens de texto enquanto dirijo.
O ponto principal deste debate é a redução de riscos. Quando as pessoas investem contra a falta de responsabilidade no cuidado com a saúde, estão realmente exigindo um modelo diferente para a saúde, não apenas dividindo os custos por toda a sociedade. As pessoas doentes – os que exigem mudanças estão claramente dizendo isso – devem pagar mais.
Qual modelo nós eventualmente adotaremos neste país? Isso dirá muito sobre qual é o tipo de sociedade em que nós queremos viver.

Sandeep Jauhar é cardiologista e autor do livro “Intern: a Doctor’s Initiation.”

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30. mar, 2010
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Resolução: Simulado 2

Confiram a resolução do Simulado 2:

SIMULADO 2

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30. mar, 2010
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Resolução: Simulado 1

Segue a resolução completa do Simulado 1:

SIMU1_1.oS_2010_Resolução

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27. mar, 2010
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Experimento de Física na Av. Getúlio Vargas

O  1º ano do Ensino Médio realizou um experimento de Física sobre o movimento retilíneo. Os alunos determinaram velocidades médias dos veículos por meio de sofisticados equipamentos acoplados aos MacBooks. Será feita, posteriormente, uma análise estatística das velocidades encontradas com o objetivo de verificar o respeito ao limite máximo de velocidade da Av.  Getúlio Vargas.

Confiram o vídeo:


MUV GV

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26. mar, 2010
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A distopia dos Nardoni

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A alegria das TV's: reconstituição do crime exibida exaustivamente para um público sedento por imagens fortes.

Por Luís Paulo Domingues

Acho que a grande maioria dos brasileiros não sabe que D. Pedro IV, rei de Portugal, e D. Pedro I, imperador do Brasil, foram a mesma pessoa, mas todo mundo sabe quem é Isabella Nardoni.
Com o trágico episódio do arremesso da criança pela janela, a mídia e o público acharam, mais uma vez, oportunidade para desconstruir uma notícia e transformá-la em algo muito mais próximo da ficção e do espetáculo do que do jornalismo. É um processo insistente esse da espetacularização. Envolve links e chamadas a todo momento, toma as manchetes e as escaladas dos jornais, mobiliza recursos humanos e financeiros das empresas, mas sempre dá certo.
Depois de um tempo ouvindo insistentemente Nardoni, Nardoni, Nardoni, Nardoni, Nardoni… Eloá, Eloá, Eloá, Eloá, Eloá (a menina que o namorado matou, só para dar outro exemplo)… seu cérebro estará condicionado para querer saber qual será o final do filme em que a (antes) notícia se tornou. Talvez você queira até participar dele. Li na Folha de São Paulo que Aldires Tocantins e Belonice Pinheiro vieram de São Luís, no Maranhão, para ficar clamando justiça em frente ao fórum. Ou seja, o caso Nardoni já está gerando empregos, visto que está movimentando o turismo.
Não se trata de brincadeira, não. Tem um vídeo, na mesma edição eletrônica supracitada da Folha, em que os funcionários do cemitério em que Isabella Nardoni está enterrada dizem que seu túmulo virou ponto de romaria, atraindo muitos pagadores de promessa e excursões. Agora o cidadão de Recife compra um pacote turístico para conhecer São Paulo e está incluído, além do MASP, do Museu do Ipiranga, do Ibirapuera e do zoológico, uma visita ao túmulo de Isabela Nardoni.
O frenesi é tamanho que as pessoas e a imprensa se esqueceram do mais importante. Por enquanto, ainda, até que o juiz bata o martelo, o pai e a madrasta são inocentes. Mas o filme criado em cima do caso já foi escrito para ter final certo. Eles têm que ser condenados. Do contrário perde a graça, o público sedento de vingança se decepciona e não dá Ibope.

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22. mar, 2010
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D’Incao adquire gerador Van de Graff

Instrumento que auxiliou a física nuclear está disponível para alunos do colégio

O gerador de Van de Graff é uma máquina eletrostática inventada pelo engenheiro norte-americano Robert Jemison van de Graff, em 1929. O aparelho foi usado em pesquisas de física nuclear para produzir tensões muito elevadas, necessárias em aceleradores de partículas.
Versões pequenas do gerador são frequentemente vistas em demonstrações sobre eletricidade, produzindo o efeito de arrepiar os cabelos de quem tocar na cúpula, isolado da terra, pois o cabelo fica eletrizado com cargas da mesma polaridade, que conseqüentemente se repelem.
O terminal pode atingir um potencial de vários milhões de Volts, no caso dos grandes geradores utilizados para experiências de física atômica, ou até centenas de milhares de Volts nos pequenos geradores utilizados para demonstrações nos laboratórios de ensino.
O gerador Van de Graff comprado pelo D’Incao Instituto de Ensino foi importado da Alemanha e será essencial para os alunos da instituição na tarefa de compreender os mistérios da eletrostática, um dos ramos fundamentais da física.

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16. mar, 2010
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11. mar, 2010
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Slim e o mendigo chique

Por Luís Paulo Domingues

CarlosSlim

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A foto de cima é a do homem mais rico do mundo; as outras são do mendigo fashion: os dois podem ditar estilos

O mexicano Carlos Slim Helu passou, segundo a revista Forbes, para o primeiro lugar na lista dos homens mais ricos do mundo. Desbancou o Bill Gates e o dono do Wall Mart (Warren Buffett). Sua fortuna, que é agora de US$ 53,5 bilhões, cresceu US$18,5 bilhões em 12 meses – durante a gravíssima crise econômica que atravessamos.
Isso prova que toda vez que tem um monte de gente perdendo, tem alguém que está ganhando. É a lógica não muito lógica do capitalismo: alguém precisa perder para o outro ganhar.
É meio óbvio: o glamour que persegue os afortunados e é perseguido pelos destituídos de dinheiro através dessas revistas de fofocas sobre ricos e famosos necessita dessa divisão. Para você ter uma mansão com muitos empregados, é preciso ter alguém que construa a mansão e alguém para servir os canapés. E alguém para cuidar do jardim e outro alguém para limpar sua privada. E eles terão que estar abaixo de você na pirâmide social – não pense que o Slim ou o Warren Buffett vão limpar sua privada.
Já o brasileiro Eike Batista tornou-se o oitavo colocado do planeta. É outro que lucrou com a desgraça alheia (não que isso seja culpa dele, mas é um fato): no ano passado ele ocupava o reles 61o lugar entre os mais ricos, com “apenas” US$ 7,5 bilhões. Agora tem US$ 27 bilhões.
Tem gente que tem talento para ganhar dinheiro. A Marilia Gabriela perguntou ao apresentador Ratinho em seu programa: “-É difícil ganhar dinheiro?” E ele respondeu: “-É, mas só até o primeiro milhão, depois o dinheiro vem fácil.”
Ele está certo. Dinheiro chama dinheiro. Mas acontece que quando uma pessoa lucra em um ano (de crise, eu repito) 18 bilhões de dólares, só pode haver alguma coisa de errado. Não necessariamente de escuso, mas de errado. É muita concentração, muita acumulação nas mãos de um só. Vai faltar para outros. Ninguém precisa de tanta grana.
Tem um filme alemão excepcional chamado “Edukators”. No filme, dois amigos costumam invadir mansões quando estão vazias. Não roubam nada. Apenas trocam os móveis de lugar, empilham enfeites pelos cantos e picham as paredes em vermelho com as frases: “-Seus dias de riqueza estão contados. Você tem grana demais.” Levam, assim, a insegurança para dentro das seguras vidas dos milionários. Quando se veem descobertos por um morador e obrigados a raptá-lo, descobrem que aquele rico senhor fora também um revolucionário quando era jovem como eles. E que o revolucionário de hoje pode ser o conservador de amanhã.
Mas entre o revolucionário e o conservador, prefiro a revolução possível (a tal do Padre Beto) ao invés de cultivar o acúmulo de dinheiro, prestígio e regalias nas mãos de uns poucos. É isso que causa essa catarse de bobagens e desimportâncias que a gente vê hoje nas novelas e nos programas sobre a vida dos “famosos”.
Os dados acima sobre as fortunas de Slim e Batista eu tirei do site da Yahoo. Exatamente ao lado, havia uma outra notícia diametricalmente oposta sobre o mendigo mais fashion do mundo. Trata-se de um chinês de Ningbo, que costuma desfilar pelas ruas com um look mais ousado que o outro – eu vi as fotos e acho que ele teria chance no mundo da moda, como estilista.
Entre as realidades de Slim e do mendigo chique existe um fosso que é a causa de quase todos os problemas do mundo. Talvez a culpa seja mesmo do mendigo. Por que ele não conseguiu amealhar uma fortuna como a de Eike (que começou como vendedor de seguros)? Mas talvez o poder que muito dinheiro junto dá a uma pessoa impeça que muitas outras tenham a oportunidade de ascender, pelo menos um pouco.
Talvez esteja tudo certo.

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