Você está convidado a comparecer à festa denominada “Arraiá do D’Incao”, dia 26/06, a partir da 17 horas, na sede do D’Incao Instituto de Ensino.
Trata-se de uma festa popular de inverno, que ocorre em todo Brasil – mas tem importância significante no Nordeste e no interior do estado de São Paulo-, originariamente celebrada para comemorar as datas festivas referentes ao santos João, Antônio e Pedro, da Igreja Católica Apostólica Romana.
Ao longo dos séculos, a tradição definiu que nessas festas dançaria-se a quadrilha – dança de origem holandesa popularizada pelos franceses e introduzida na nobresa brasileira durante a regência – e venderia-se ou ofereceria-se comidas e bebidas típicas, como pipoca, quentão, paçoca e bolo de fubá, entre outros.
Além disso, é de comum comportamento que as pessoas venham ao “arraiá” fantasiadas de camponeses de baixa renda, chamados corriqueiramente de “caipiras”, e também que tragam e atirem bombas e fogos de artifícios caseiros uns nos outros.
Arraiá é no Dincar
Palestra Belo Monte (audio)
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D’Incao exibe filme Persepolis

D’Incao exibe o filme Persepoilis, hoje (17/10) – 20h:00.
Persepolis conta a história, na visão de uma criança, do Irã e sua revolução, bem como sua guerra contra o Iraque. É nesse plano de fundo que acompanhamos o crescimento de uma engraçada e curiosa menina iraniana, Marjane, que sonha em ser uma profetisa do futuro, para assim salvar o mundo.
Querida pelos pais cultos e modernos e adorada pela avó, ela acompanha avidamente os acontecimentos que conduzem à queda do xá e de seu regime brutal. A entrada da nova República Islâmica inaugura a era dos “Guardiões da Revolução”, que controlam como as pessoas devem agir e se vestir. Marjane, que agora deve usar véu, deseja se transformar numa revolucionária. Mas, para tentar protegê-la, seus pais a enviam para a Áustria.
Local: D’Incao Instituto de Ensino: Rua Dr. Fuas de Mattos Sabino, 15-65.
D’Incao Instituto de Ensino exibe “O Processo”

O Cine&Arte, projeto de cinema do D’Incao Instituto de Ensino, exibe neste Sábado a obra prima “O Processo”, de Orson Welles. Inspirado no romance homônimo do escritor Tcheco Franz Kafka, “O Processo” traz um instigante e sempre atual questionamento sobre a eficiência do Estado.
Joseph K. (Anthony Perkins) é um homem reservado, que vive na pensão da senhora Grubach (Madeleine Robinson) e se dá bem com todos os demais moradores do local. Um dia ele é acordado por um inspetor de polícia (Arnoldo Foà), que lhe informa que está preso, mas não o leva sob custódia. Durante o processo, Joseph segue com suas atividades normais, tendo apenas que ficar à disposição das autoridades a qualquer hora do dia. Incomodado por não saber do que está sendo acusado, ele decide investigar em busca de uma resposta.
O que ele encontra é um Estado inchado pela burocracia, onde um indivíduo comum está tão longe do poder, que nunca consegue se comunicar com o governo ou com a justiça. Nesse complicado labirinto burocrático, a maioria das pessoas e dos departamentos é inútil e só está ali para sustentar a existência e a reverência a um Estado gigantesco.
Buscar uma resposta para seu processo e para essa incompreensível e absurda burocracia é o que o leva à morte. Ele questionou demais.
O Cine&Arte acontece quinzenalmente, sempre aos Sábados, na sede do D’Incao Instituto de Ensino, às 20 horas. A apresentação é dos professores Luís Paulo Domingues e Pedro D’Incao.
Cine&Arte: Edukators
Cine&Arte do D’Incao exibe “Edukators”


 
 
Dando continuidade ao seu projeto quinzenal de cinema, o D’Incao Instituto de Ensino exibe neste Sábado (19) o premiado filme alemão Edukators.
Jan (Daniel Brühl) e Peter (Stipe Erceg) se intitulam “Os Educadores”. Eles costumam invadir mansões de magnatas alemães como forma de protesto pelo acúmulo de riqueza e contra a exploração capitalista. Não roubam coisa alguma, apenas mudam os móveis de lugar e escrevem mensagens para assustar os donos da casa, como “seus anos de fartura estão contados (título original do filme), você tem grana demais”. Com isso, pretendem causar uma onda de insegurança na alta classe alemã, que irá abalar a ordem e a paz dos detentores da economia e do poder.
Julie (Julia Jenscht), a namorada de Jan, está com sérios problemas financeiros, pois bateu seu carro popular em uma Mercedes de luxo e agora deve 100 mil Euros para seu proprietário milionário. Eles invadem a casa do credor, mas ela esquece seu celular lá. Quando voltam para buscá-lo, dão de cara com o proprietário, que reconhece Julie. Decidem, então, sequestrar o magnata, até que resolvam o que fazer com ele.
Edukators é uma inusitada reflexão sobre a identidade e o propósito das ideologias revolucionárias – e do próprio capitalismo. O filme percorre os motivos e as justificativas dos dois fenômenos, mas não lança um veredito definitivo sobre um nem outro. Nem mesmo quando o espectador é levado a ler esta mensagem presente no enredo do filme: “O revolucionário de hoje é o conservador de amanhã”. Não, decididamente não é este o mote central desta obra. Edukators nos propõe um exercício mais profundo.
Edukators
Sábado (19/09)
20horas
D’Incao Instituto de Ensino
Rua Dr. Fuas de Mattos Sabino 15-65
Entrada gratuita e aberta a toda comunidade.
Comentado pelo Prof. Luís Paulo Domingues.
Abertura para debates ente os presentes.
Cine&Arte: novo projeto cultural do D’Incao
Projeto Cine&Arte: mais uma inovação do D’Incao Instituto de Ensino
A partir do próximo Sábado (dia 22), o D’Incao Instituto de Ensino apresenta o Cine&Arte, um projeto de cinema que pretende introduzir a arte cinematográfica alternativa e de vanguarda para os alunos da instituição e para toda a comunidade.
Segundo o diretor do colégio, Pedro D’Incao, a idéia é projetar obras que fujam dos triviais filmes de bilheteria e que tragam uma discussão real dentro do universo do cinema. “-Nossa proposta é suscitar uma reflexão sobre o mundo através dos filmes. Por isso, todos os filmes serão acompanhados de uma explanação de um professor da instituição, ou de algum especialista convidado, e de debates entre os participantes”, explica Pedro.
Neste Sábado será exibido o filme “O Anjo Exterminador”, de Luís Buñuel (veja texto abaixo), com comentários do professor Luís Paulo Domingues, um dos coordenadores do projeto.
As exibições acontecerão sempre aos sábados, às 20 horas, de 15 em 15 dias, na sede do D’Incao Instituto de Ensino. A entrada é gratuita e aberta a toda comunidade.
Para o Sábado do dia 5 de Setembro está prevista a projeção de “O Processo”, de Orson Welles.
D’Incao Instituto de Ensino:
Rua Dr. Fuas de Mattos Sabino, 15-65
Tel: 32273524
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O Anjo Exterminador: a quebra do charme burguês

Quase cinquenta anos após, filme de Buñuel ainda vira a burguesia do avesso
Luís Paulo Domingues
O filme “O Anjo Exterminador” foi rodado na cidade do México, no início da década de 1960. Naquela época, o diretor Luis Buñuel ainda usava fortes influências do surrealismo em suas obras, mas já demonstrava a força corrosiva de sua fase posterior, em que a crítica aos valores morais e à burguesia se tornou constante.
Se em “A Bela da Tarde” ele usou uma maneira refinada de fazer isso, em “O Anjo Exterminador” essa ridicularização dos valores burgueses aparece de modo muito mais violento e humilhante.
É quase meia-noite e todos os grandes milionários da cidade saem pomposamente da ópera. O embaixador convida um grande grupo para ir até sua casa e tomar um café, esticando a noite com um pequeno sarau na sala de música. Telefona, então, para o mordomo e avisa que os empregados não devem ir embora, pois precisam preparar os canapés e os comes e bebes para os convidados. Os empregados ficam furiosos e se negam a ficar, pois já trabalharam o dia todo e estão cansados. Com a partida deles, apenas o mordomo, visto como uma espécie de feitor de escravos, fica para servir os barões. Depois da ceia, todos se encaminham para a sala de música, onde as senhoras tocam piano e os homens conversam distintamente sobre seus negócios e sobre futilidades. Como a pequena festa nunca se acaba, até o mordomo se vai e deixa os aristocratas à sua própria sorte. E é aí que se iniciam os problemas.
A Inutilidade da aristocracia
Inexplicavelmente, ninguém consegue se despedir. Os anfitriões se entreolham, inquirindo-se sobre o motivo de os convidados demorarem tanto para partir. O tempo avança e o dia amanhece. Logo, o clima festivo, pomposo e charmoso se esvai e entra em cena o desespero.
“-O que é que está acontecendo? Por que não vamos embora? Isto já passou dos limites!”, dizem alguns para o embaixador. As pessoas começam a fazer uma espécie de força mental, tentam atravessar correndo, passar pela cerca imaginária que existe entre a sala de música e o resto da casa, mas é inútil. Eles não conseguem ultrapassar o pórtico que leva aos outros cômodos e à saída.
É claro que Buñuel está usando uma metáfora muito cômica para dizer que, sem os empregados, o charme da aristocracia não é nada; sem eles, os nobres senhores não conseguem nem mesmo passar de uma sala para outra. Não há telefone para pedir ajuda na sala, não há mais comida e nem água. As socialites entram em desespero e as trocas de acusações acabam em brigas, xingamentos e o que nós chamamos de “lavar roupa suja”. Todos os ressentimentos vêm à tona e aquelas amizades construídas sobre vidas abastadas se quebram repentinamente.
Muito interessante também é o comportamento dos empregados, que chegam para trabalhar de manhã e não conseguem entrar pelo portão da mansão. O portão está aberto, mas, do mesmo modo que dentro da casa, há uma grande força que os impede de entrar. É a crítica social se condensando, pois os empregados, sempre tão solícitos, respeitosos e orgulhosos de seus patrões, na verdade não têm a mínima vontade de servi-los. Muito menos de salvá-los.
O exército é chamado e também, como classe pertencente às massas, não consegue entrar pelo portão aberto para salvar o embaixador e os ilustres convidados. “-É incrível, mas há uma estranha e extrema falta de vontade de entrar”, diz o sargento.
Lá dentro, os homens já se transformaram em seres comuns, capazes de promover qualquer “barraco”, sem seus fraques e comodidades. Brigam para ver quem come a última coxa de galinha que sobrara num prato, estouram a parede com um machado para chegar ao encanamento e matar a sede, as mulheres discutem entre elas, trocam ofensas contra as manias umas das outras.
Como já se passam vários dias, a população lá fora consegue “tocar” um pequeno rebanho de ovelhas, que milagrosamente sobe as escadas e entra na sala de música. A cena seguinte é gutural: os homens arrancaram as finas decorações de madeira das paredes para servir de lenha para a fogueira acesa no meio da sala, e comem como macacos a ovelha que conseguiram matar a pauladas e assar.
Luís Buñuel continua narrando seu filme sempre de forma explícita, até um final inesperado. Quase 50 anos após o seu lançamento, “O Anjo Exterminador” continua atual, e é uma das maiores críticas aos costumes e à moralidade da burguesia. Costumes e moralidade que, diga-se de passagem, são adotados até pelos que não fazem parte dela.
Agenda Cultural – Semana de Sociologia
Data: 24 de agosto de 2009
Horário: 19h30
Filme: Cafundó
João de Camargo (Lázaro Ramos) viveu nas senzalas em pleno século XIX. Após deixar de ser escravo ele fica deslumbrado com o mundo em transformação ao seu redor e desesperado para viver nele. O choque é tanto que faz com que João tenha alucinações, acreditando ser capaz de ver Deus. Misturando suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã, João passa a acreditar que seja capaz de curar e realmente acaba curando. Ele torna-se então uma das lendas brasileiras, se popularizando como o Preto Velho.
Elenco: Lázaro Ramos, Milhem Cortaz, Leona Cavalli, Ernani Moraes
Direção: Paulo Betti / Clóvis Bueno
Duração: 102 min
Inscrições na Secretaria – 40 vagas
Turmas: 2.o e 3.o Colegiais
Coordenação: Prof.a Maysa Leal
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Data: 25 de agosto de 2009
Horário: 19h30
Filme: Gaijin – Caminhos da Liberdade
Japão, 1908. Em virtude de haver muita miséria no país e poucas perspectivas de trabalho, muitos japoneses emigravam em busca de oportunidades. Como a companhia de emigração só aceitava grupos familiares que tivesse pelo menos um casal, assim Yamada (Jiro Kawarazaki) e Kobayashi (Keniti Kaneko), que eram irmãos, vêem como solução que Yamada se casasse com Titoe (Kyoko Tsukamoto), que tinha apenas 16 anos. Yamada e Titoe tinham acabado de se conhecer e, juntamente com um primo, partem para o Brasil. Após 52 dias de viagem chegam ao Brasil e vão trabalhar na Fazenda Santa Rosa, em São Paulo, pois a expansão cafeeira era intensa. Porém eles se deparam com um capataz que trata os colonos hostilmente, exigindo sempre que trabalhem até a exaustão. Além disso são roubados pelos donos da fazenda, apenas sendo tratados com respeito por outros colonos e por Tonho (Antônio Fagundes), o contador da fazenda.
Direção: Tizuka Yamasaki
Duração: 104 minutos
Inscrições na Secretaria – 40 vagas
Turmas: 2.o e 3.o Colegiais
Coordenação: Prof.a Maysa Leal
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Data: 26 de agosto de 2009
Horário: 19h30
Filme: São Paulo Sociedade Anônima
Em São Paulo, entre 1957 e 1961, é mostrada a trajetória de Carlos (Walmor Chagas), que pertence à classe média. Guiando-se pelas chances imediatas que lhe são dadas pela sociedade, ele ingressa numa grande empresa. Depois aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente. A certa altura se vê na pele de um chefe de família, que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Sem projeto de vida ou perspectivas de se opor à condição que rejeita, só lhe resta fugir.
Direção: Luis Sérgio Person
Duração: 107 min
Inscrições na Secretaria – 40 vagas
Turmas: 2.o e 3.o Colegial
Coordenação: Prof.a Maysa Leal
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Data: 27 de agosto de 2009
Horário: 19h30
Filme: Quanto vale ou é por quilo?
Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.
Direção: Sérgio Bianchi
Duração: 95 min
Inscrições na Secretaria – 30 vagas
Turmas: 2.o e 3.o Colegial
Coordenação: Prof.a Maysa Leal









