O Criacionismo no Mundo Islâmico
O criacionismo emerge no mundo Islâmico entre a discussão da evolução e da Terra nova
Artigo de Kennet Chang
New York Times 02/11/09
Tradução de Luís Paulo Domingues

A criação divina é um grande obstáculo para a aceitação do evolucionismo
O criacionismo está crescendo no mundo muçulmano. Pesquisadores islâmicos de várias partes do mundo se encontraram em Amherst, no estado americano de Massachussets, para discutir a questão.
Porém, os muçulmanos não acreditam na teoria criacionista da Terra Jovem – uma corrente que está ganhando muita força entre os evangélicos e que afirma que Deus criou o Universo, a Terra e a vida a poucos milhares de anos atrás. Uma razão para isso é que, apesar de o Corão (o livro sagrado islâmico) dizer que Deus criou a Terra em seis dias, o próprio Corão diz que o dia, nesse caso, está descrito em estado metafórico: “-mil anos da maneira que você calcula”, diz o texto.
Por outro lado, alguns cristãos criacionistas (os adeptos da Terra Jovem) afirmam que a Terra tem 6.000 anos. Isso elimina a possibilidade da ocorrência da evolução e também desmente muito do que diz a geologia moderna e a cosmologia – que calculam que a Terra tenha bilhões de anos.
“-Essas novas teorias são claramente influenciadas pelas bases das crenças religiosas”, diz Salman Hameed, que organizou dois dias de conferência sobre o tema no Hampshire College, onde é professor de ciências integradas e humanidades. “-Não existe essa verdade do criacionismo da Terra Nova”, afirma.
Mas isso não significa que a evolução seja aceita pelo islamismo, ou que todo muçulmano aceite de bom grado as descobertas da biologia moderna. Cada vez mais parece claro que os muçulmanos estão aderindo ao chamado “criacionismo da velha Terra”. Eles não são contra as teorias astronômicas ou geológicas, apenas refutam a biologia, pois insistem que a vida é criação de Deus e não a consequência de ocorrências aleatórias.
O debate sobre a evolução só agora ganha proeminência nos países islâmicos, pois com a melhora da educação, muitos estudantes são expostos às ideias da moderna biologia.
Mas o grau de aceitação da evolução varia entre os países islâmicos.
Pesquisas coordenadas pelo Evolution Education Research Center, na Universidade McGill, em Montreal, descobriu que textos de biologia do segundo grau nas escolas do Paquistão abordaram a teoria da evolução. Porém, partes do Corão no início dos capítulos sugerem que a religião e a teoria da evolução coexistem harmoniosamente.
Em um levantamento feito entre 2527 estudantes secundaristas paquistaneses, conduzido pelos pesquisadores da McGill University e seus colaboradores internacionais, 28% dos estudantes concordaram com o criacionismo. Porém, mais de 60% discordaram e o restante não soube opinar.
86% concordaram com a declaração: “milhões de fósseis nos mostram que a vida existe há bilhões de anos e muda a todo tempo”.
A situação na Turquia é diferente e mudou apenas nas últimas duas décadas. Um dos participantes da conferência, Taner Edis, declarou que nunca encontrou criacionistas na Turquia enquanto cresceu, na década de 1970. “-A primeira vez que eu tive notícias do criacionismo foi quando eu vim para a América para estudar na faculdade”, disse Edis, agora professor de física da Truman State University, no Missouri.
Alguns anos mais tarde, em uma livraria, durante uma visita à Turquia, o Dr. Edis achou livros criacionistas nas prateleiras de ciências. “-Aquilo realmente me pegou de surpresa”, disse.
Na Turquia, oficialmente um regime secular, mas não governado por um partido islâmico, o ensino da evolução desapareceu substancialmente nos últimos anos, ao menos abaixo do nível universitário, e nas escolas públicas o currículo de ciências é escrito em deferência ao credo religioso.
Harun Yahya, um criacionista turco da variedade da Terra Antiga, ganhou proeminência na Turquia e em outros lugares. A maioria dos professores de biologia da Indonésia usa o livro criacionista do Sr. Yahya nas classes.
Apesar disso, pela pesquisa da McGill University, os estudantes da Indonésia aceitaram mais a evolução do que os do Paquistão. 85% dos indonésios entrevistados acreditam que os fósseis mostram que a vida têm existido há bilhões de anos e muda a todo tempo.
“-No mundo muçulmano, a qualidade da educação em biologia varia extremamente dependendo de qual país você está e de qual escola você está”, disse Jason R. Wiles, um professor de biologia da Syracuse University e diretor associado da McGill.
Além disso, a situação em países de maioria xiita pode ser bem diferente de lugares onde os sunitas são mais numerosos. Isso porque não há um único líder, como o Papa na Igreja Católica, que pode ditar uma visão oficial para todos os muçulmanos.
Guerra e desequilíbrio ecológico
A relação entre as guerras e os desastres ambientais revelam-se na história dos pântanos do Iraque
Por Luís Paulo C. Domingues
O Iraque é um erro histórico e político. Criado por iniciativa de Winston Churchil durante o congresso do Cairo, no final da Primeira Guerra Mundial, o novo pais tinha o objetivo de baratear os gastos da Coroa inglesa com o controle das colónias e com a política externa. Arrancado do mapa do Império Turco-Otomano, que fora derrotado na guerra junto com os alemães, a criação do Iraque visava ao bloqueio de uma reorganização futura do antigo território turco, sem falar no controle do petróleo abundante existente no subsolo.
A água era outra preciosidade na região, repleta de desertos, mas cortadas pelos imensos e históricos rios Tigre e Eufrates. Havia, portanto, água para armazenas e sustentar populações e culturas agrícolas, além dos pântanos do sul do pais, reconhecidos como o lugar dos lendários jardins suspensos da Babilónia.
Toda essa riqueza foi posta à prova depois de sucessivos fracassos políticos, ditaduras desastrosas e substituições de grupos no poder. As guerras foram as ações mais devastadoras para a natureza do território.
No fim da primeira Guerra do Golfo, Sadam Hussein mandou drenar completamente os pântanos do sul do Iraque para acabar com possíveis esconderijos para os dissidentes do regime e futuros invasores. Trata-se de uma área imensa, de 20 mil quilómetros quadrados, que constitui um verdadeiro oásis de lagos, restingas e pântanos interligados. O povo que habita os pântanos é chamado de Shiahs ou Mad’dans. Possui uma cultura própria e um estilo de vida completamente integrados àquele ambiente, sem os quais não conseguiria sobreviver histórica ou fisicamente.
Alem disso, um imenso número de espécies de vegetais e animais também só têm os pântanos como habitat e se extinguiriam completamente se toda a área fosse drenada.
Sadam quase conseguiu seu intuito. Apenas 10% da área existente nos registros dos anos 1960 e 1970 resistiram. Depois da queda do regime do ditador iraquiano, esforços começaram a ser feitos por entidades internacionais e diversos países para a recuperação dos pântanos. De fato, a partir de 2003, a atividade de reestruturação do antigo ecossistema foi levada a sério pelos ecologistas e pelas autoridades americanas, que passaram a ocupar militarmente o pais.
Estudos realizados pelos pesquisadores Curtis Richardson e Najah Hussain, das universidades de Duke (EUA) e Basrah (Iraque), respectivamente, mostram que em dois anos de trabalho ambiental, o ecossistema da região já mostrou sinais de recuperação. Várias espécies de invertebrados, plantas, pássaros e peixes já retornaram ao local. A revista BioScience publicou todos os resultados em sua edição de Junho de 2006. O estudo também mostra que, até Setembro de 2005, 39% dos três grandes pântanos tiveram o fluxo de água reestabelecido.
As obras de drenagem apagaram a economia árabe dos mangues e reduziram a população local de 250 mil para 40 mil pessoas. Ironicamente, os bombardeios dos Estados Unidos sobre as represas iraquianas que abasteciam as grandes cidades liberou a água para escoar, pelo menos parcialmente, até os pântanos.
Segundo o Ministério dos Recursos Hídricos do Iraque, cerca de 4 milhões de pessoas serão beneficiadas com a reestruturação dos mangues, lagos e pântanos. Pesca, agricultura e turismo (a população local vive em ilhas artificiais feitas de barro e cana) serão as atividades económicas mais privilegiadas com a recuperação dos mangues.
O desastre poderia ser evitado, se Sadam não tivesse conseguido acesso aos planos do Império Inglês para fazer a mesma drenagem catastrófica no passado.
O lixo caro dos novaiorquinos
Dor de cabeça: o alto padrão de vida acumula uma quantidade recorde de lixo
Por Luís Paulo C. Domingues

Engarrafamento nas grandes cidades: como fazer o lixo sair daqui?
Nova York produz 11 mil toneladas de lixo por dia, graças ao progresso econômico. Mas o que poderia ser um índice de conforto e de excelência no padrão de vida pode se tornar um inferno para os nova-iorquinos.
O único aterro sanitário da cidade foi desativado em 2001, pois já havia atingido seu limite máximo de absorção. O lixo, então, começou a ser levado para locais distantes, em New Jersey, Pensilvânia e Virgínia, chegando a percorrer 500 quilômetros.
Obviamente, essa não é uma solução barata. Além disso, os governos dessas localidades começaram a reclamar pelo fato de Nova York estar transformando suas cidades em depósitos de lixo e passaram a impor barreiras.
Segundo artigo de Lester Brown, fundador do World Watch Institute, o problema do lixo nova-iorquino tem três vertentes: econômica, ambiental e de relações públicas.
É muito caro, para um país que não tem a reciclagem e a preservação ambiental arraigadas em sua cultura, tomar o primeiro passo. Construir usinas de reciclagem, educar o povo, estabelecer parcerias, criar leis nem sempre populares parecem projetos ambiciosos demais aos governantes norte americanos. A mentalidade de consumo exacerbado é outro agravante. O norte americano é louco por produtos descartáveis e a indústria investe pesado em produtos one way. Ou seja, vai tudo, mesmo, para o lixo. E ainda há o problema das outras cidades e de seu relacionamento com a prefeitura de Nova York, desde a época do prefeito Ralf Giuliani.
O governador da Virgínia propôs, em 2001, um imposto de 5 dólares para cada tonelada de lixo despejada no Estado. Isso geraria uma grande receita para os cofres públicos, mas, para Nova York, só aumentaria seus problemas econômicos. Além disso, a população das cidades “contempladas” com o lixo reclamou dos transtornos que a medida geraria. O comboio de reboques de lixo formaria uma fila de 14 quilômetros, todos os dias, nas estradas e ruas da região, gerando mais poluição, engarrafamentos e barulhos.
A única saída parece ser a educação. Do povo, das indústrias e da prefeitura. Veja alguns dados obtidos através do site da WWI:
-Nova York: 18% do lixo reciclado.
-Los Angeles: 44% do lixo reciclado.
-Chicago: 47% do lixo reciclado.
Todas essas cidades estão muito longe das taxas européias, que chegam a 72%, em alguns países.
Há soluções interessantes para o lixo em todo o mundo. Uma delas (ainda de acordo com o artigo de Lester Brown) é proibir o uso de recipientes one way. Na Dinamarca e na Finlândia, a proibição já vigora, sendo que os dinamarqueses convivem com essa realidade desde 1977.
Os benefícios de se utilizar garrafas retornáveis não se restringem apenas ao lixo. Como os caminhões que entregam as garrafas cheias são os mesmos que levam de volta as vazias, economiza-se combustível, diminui-se a poluição e minimizam-se os engarrafamentos. Isso, em uma cidade como Nova York, deve contar muito.
Mar de Aral: uma tragédia irreversível
Como a má gerência ambiental provocará o desaparecimento de um imenso lago de água salgada
Por Luís Paulo Domingues

Navio abandonado: paisagem comum no Mar de Aral de hoje
Nunca se discutiu com tanto afinco as questões ambientais do nosso planeta. Pudera. A natureza também não havia dado demonstrações tão claras de que os desastres e as transformações dos ecossistemas da Terra eram fruto incondicional da atividade humana danosa e sem critérios.
O Mar de Aral era um extenso mar interior formado pelas águas dos rios Amur Daria e Sir Daria, que cortam grandes regiões da Rússia e da extinta União Soviética. É chamado de mar interior porque não possui saída para os oceanos, apesar de ter água salgada, e localiza-se entre as atuais repúblicas do Cazaquistão e Uzbequistão.
A água e todo o ecossistema do Aral estão desaparecendo numa velocidade assustadora. Até 1960, quando foram implantados os projetos de desvio das águas dos rios Sir Daria e Amur Daria, para o abastecimento das plantações de algodão na União Soviética, o Mar de Aral tinha 66.100 quilómetros quadrados e era importante via de transporte de pessoas e mercadorias para uma vasta região. Além disso, como qualquer lugar abundante em água, fazia parte importantíssima da economia, sustentando milhares de famílias de pescadores. Sua importância era complementada pelo turismo, pois, junto como o Mar Cáspio, o Aral recebia o maior fluxo de soviéticos em férias no verão.
Hoje, o Mar de Aral já perdeu 90% de suas águas, e as regiões secas são difíceis de serem habitadas por causa da extrema salinidade da terra e do acumulo de areia. Diariamente, o vento joga 75 milhões de toneladas de poeira, areia e sal nas terras antes encobertas pelo mar, a ponto de existir uma nova denominação para a região: deserto de Aralkum.
Além do pó, areia e sal, os dois grandes rios que desembocam no Aral trazem produtos químicos oriundos das plantações, esgoto dos seis países por onde passa e (o pior) cada vez menos quantidade de água, pois esta é usada sem controle pela população e governo desses seis países.
Um dos resultado desse desastre ambiental causado pela exploração inconseqüente das águas é uma população com índices elevadíssimos de câncer. As pessoas que habitam a região em torno do mar e as áreas agora desérticas respiram a poeira, o sal e os elementos químicos dioturnamente, o que eleva a incidência de diversas doenças, principalmente o câncer na garganta e no pulmão.
Outra consequência desastrosa é a económica. A pesca não existe mais, o solo é impraticável para a agricultura e inviabiliza a existência de pastagens para o gado. Diversos países já ofereceram ajuda para tentar salvar o Mar de Aral, mas os cientistas que estudam a região não são nada otimistas, e garantem que a situação é irreversível. Os governos do Cazaquistão e Uzbequistão também temem que essa ajuda tenha alguma contrapartida para os doadores, que podem ter interesses na exploração futura da região.
A paisagem mais comum na região do Mar de Aral moderno são os grandes navios e barcos encalhados, apodrecendo sobre a areia e o sal, onde não se vê sinal de água. Portos e vilas construídas sobre palafitas estão abandonados, compondo uma atmosfera fantasma. Os depoimentos à imprensa por parte de moradores que habitam o local desde 1960, quando a atividade de desvio das águas tomou grande vulto, é impressionante e mostra como as pessoas viam o mar “encolhendo” com o passar dos meses.
É curioso que, assim como em inúmeros outros locais devastados da Terra, a riqueza e a abundância do passado foram as ferramentas que mais contribuíram para tornar o Mar de Aral uma região estéril e fadada a desaparecer. E, com ele, a cultura e as tradições de toda uma vasta área do centro da Ásia também deixarão de existir.
Golpe Branco é Democracia
Por que a revista Veja é a única a acreditar que os golpistas estão certo em Honduras?
Por Luís Paulo Domingues

Golpe em Honduras: por que será que eles não querem que filmem?
Em Honduras está acontecendo o mais novo golpe militar do planeta e que, se formos muuuittooo otimistas, pode ser o último.
Para quem ainda não está por dentro da briga, o exército de Honduras, apoiado pelo parlamento e pelo judiciário do país, tirou o presidente Manuel Zelaya do poder. Invadiram o palácio presidencial e levaram Zelaya teatralmente de pijama até o aeroporto, com destino ao exílio na Costa Rica. O motivo da deposição foi a possível aprovação da reeleição presidencial em um plebiscito.
Estou falando que pode ser o último golpe militar da história porque não deu lá muito certo. Pela primeira vez, pelo menos que eu me lembre, o mundo inteiro se manifestou contrário a um golpe militar. Até os Estados Unidos, que num passado não tão distante apoiaram inúmeros golpes por lá (e também por aqui) se manifestaram contra, inclusive com discurso do presidente Obama e tudo.
“-O mundo não pode tolerar mais golpes militares”, disse Barack.
O argumento dos golpistas é o de que a reeleição não está na constituição do país e então o presidente estaria ferindo a carta magna. Bobagem. Tirando a revista Veja, ninguém, nenhuma instituição e nenhum país do mundo acreditou nessa lorota.
O argumento dos golpistas e dos editorialistas da Veja também esbarra em uma contradição muito simples: a constituição de um país serve para atender aos anseios do povo que nele vive. A partir de então é que o povo que nele vive deve segui-la.
Segundo um dos editorialistas da revista, está em curso na América Latina um monte de golpes brancos, em que os presidentes usariam a boa fé da população para aprovar, em plebiscitos e referendos, pautas que interessassem a eles. Citaram como exemplo o presidente do Equador, o da Bolívia e o da Venezuela. Esqueceram de citar o Fernando Henrique Cardoso – a quem a revista apoiou declaradamente durante os oito anos de mandato -, que usou o mesmo golpe branco para aprovar às pressas a sua própria reeleição. E o Fernando Henrique nem chamou a população para debater, foi no tapetão mesmo.
(obs: para refrescar a memória, em 1997, o então deputado Ronivon Santiago, flagrado em conversa telefônica, disse que ele e mais quatro deputados receberam 200 mil reais para votar a favor da emenda da reeleição.)
Os golpistas “bem intencionados” de Honduras, que dizem estar defendendo a constituição do país – mesmo depondo o presidente que a população escolheu -, não se constrangem por usar as mesmas táticas de todo golpista tradicional: polícia e exército na rua e pancada na população.
Cooptar o exército para tarefas dessa natureza usando promessas e favores (e às vezes dinheiro) para os comandantes é o único modo que qualquer golpista tem para tomar o poder. “Usar” a população, como diz a Veja, não é golpe, é democracia.
O fato de existir gente no mundo que tenha lábia de sobra para convencer a população a votar nisto ou naquilo (mesmo que isto ou aquilo não seja o melhor) pode ser considerado uma contradição da democracia. Mas é melhor do que a ditadura, pois pelo menos o povo vai às urnas, há o debate – no caso de Zelaya, duas vezes, pois ele foi eleito presidente democraticamente e teria a reeleição aprovada democraticamente.
Este golpe não deu certo. Resta ao exército invadir a embaixada brasileira e matar Zelaya – e aguentar consequências vindas do mundo todo -, ou reconhecer que não deu certo.
Dizer que este será o último golpe de estado da história é otimismo demasiado. Mas a resposta que o mundo deu para Honduras fará com que os candidatos a golpistas pensem duas vezes antes de agir.







