Histórico | Biologia

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Código Florestal: conseguiremos respirar?


Desenvolvimento e preservação: desafio de todos os códigos florestais.

D’Incao Instituto de Ensino

Luís Paulo Domingues

Pergunto ao leitor: o que faria um Deputado Federal brasileiro trabalhar na madrugada de terça para quarta-feira?
Resposta: a votação do novo Código Florestal Brasileiro.
Gostaria de acreditar que o meio ambiente é um assunto tão importante para nossos políticos, que conseguiu mover corações e mentes para, arduamente, conseguirem concentrar seus esforços na votação do Código, essencial para o bem estar da nação.
O novo Código Florestal foi aprovado no Congresso pelo massacrante placar de 410 votos a favor, 63 contra e 1 abstenção. Por mais que eu tente, não consigo crer em um surto de boas intenções de parlamentares repentinamente comprometidos com o desenvolvimento do país. O placar é elástico demais. Não dá para não ver que há um lobby poderoso da bancada ruralista que, sabe-se lá como, convenceu até a base aliada do governo (que é contra o Código) a votar a favor da aprovação do novo texto.
Vejamos o que disse o Deputado Federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) sobre o assunto, em seu site – lembrando que Caiado é da turma ruralista:
“-O Brasil disputa com o protecionismo internacional uma agricultura de ponta. Agricultura que preserva o meio ambiente e que, de 851 milhões de hectares, só ocupa 236 milhões de hectares. Exatamente um quarto do território. O restante é de floresta nativa”.
Bom, então vamos destruir mais um quarto? Assim a gente se equipara aos Estados Unidos e à maioria dos países europeus em poder de destruição?
É verdade que quando se analisa uma questão polêmica como esta, temos que ser cautelosos em nossos julgamentos. Temos que entender que o meio ambiente deve ser preservado, mas que também é essencial que o país promova o desenvolvimento da agricultura.
Há um grande interesse dos países do primeiro mundo nessa questão. Para eles, o ideal seria que o Brasil não expandisse sua agricultura e preservasse tudo o que resta das matas. Já houve até teorias conspiratórias nesse sentido, que diziam que a Amazônia seria internacionalizada por ser o “pulmão do mundo”. Depois, cientistas declararam que a Amazônia não é o pulmão do mundo coisa alguma e que as algas marinhas teriam um poder muito maior de fotossíntese.
Mas há uma maneira mais fácil para decidirmos de que lado ficar quanto às decisões políticas no Brasil. Quando se trata do nosso Parlamento, basta observarmos o voto de alguns Deputados e Senadores “figurinhas fáceis”, para sabermos como nos posicionar. O Ronaldo Caiado é um deles. Se ele está a favor da aprovação do Código, é porque (muito provavelmente) há alguma coisa errada nele. Funciona assim:
Se o Epitácio Cafeteira, o Almeida Lima, o Wellington Salgado, o Renan Calheiros, o Paulo Maluf, o Fernando Collor, o José Sarney e o Ronaldo Caiado (olha o time!) são a favor de seja lá o que for, o certo é sermos contra. Se eles são contra, o certo é sermos a favor. Quase nunca falha, é incrível!
No caso do Código Florestal, que vai agora para votação no Senado, a Presidente Dilma já avisou que irá usar o poder de veto, porque ele prevê a anistia a todos os proprietários que desmataram terras ilegalmente até Junho de 2008.
Está muito certo. Desmatou irregularmente, tem que pagar. Você não paga suas multas? Os fazendeiros devem pagar as suas e regularizar sua situação.
Outro modo de decidirmos como opinar sobre esse tema tão difícil é pensarmos no que é mais urgente: o desenvolvimento agrícola ou a preservação? Os dois lados devem ser abordados pela lei, mas todos estamos “carecas” de saber que (não só no Brasil, mas no mundo todo) chegamos a uma situação limite em relação à destruição do meio ambiente.
Chegou a hora de privilegiarmos a preservação em detrimento da lógica mega-empresarial do Blairo Maggi, por exemplo. O que ele faz no Mato Grosso pode movimentar a economia do Estado, empregar muita gente, impulsionar a agricultura do Brasil e nos tornar competitivos mundialmente. Mas a longo prazo, isso de nada nos servirá quando nossos netos não conseguirem respirar.

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Cultura quer foco em economia criativa


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Mortos são esquartejados e oferecidos a abutres no Himalaia


11/02/2011 – 13h18

Local utilizado para cerimônias fúnebres por aldeões do Himalaia: os abutres devoram os corpos.

DA BBC BRASIL
Folha de São Paulo

Nas comunidades instaladas em altitudes elevadas no Himalaia, a destinação de corpos de pessoas mortas pode ser algo complicado –o chão rochoso e congelado dificulta enterros e a cremação seria cara e difícil, principalmente pela ausência de árvores que poderiam servir como combustível.
Ao longo dos séculos, povos da região desenvolveram rituais religiosos que resolvem a questão, com o chamado ‘funeral nos céus’ – os corpos são retalhados e os pedaços são comidos por abutres, evitando a disseminação de doenças.
O ritual em uma comunidade tibetana localizada a 4.000 metros de altitude no Nepal foi filmado por uma equipe da BBC para o programa sobre montanhas da série Human Planet, que foi ao ar nesta quinta-feira no Reino Unido.
A população local vive praticamente isolada do resto do mundo. O documentário mostra os preparativos dos líderes religiosos locais após a morte de Nombe-La, de 70 anos, para o funeral seguindo as tradições budistas.
DOENÇAS
O lama Nam-Ga é o responsável pelo funeral de Nombe-La. “Nombe-La era um homem muito bom. Ele trabalhava duro e criou cinco filhos”, afirma o lama.
Ele sabe que precisa dispor do corpo rapidamente para evitar a disseminação de doenças.
Mesmo após vários funerais, especialista ainda precisa de uísque
Além das dificuldades práticas para um eventual enterro, em uma altitude em que as árvores não crescem, também não há lenha para uma possível cremação, a opção preferencial dos budistas.
A solução, o “funeral nos céus”, é um ritual sagrado cuja origem é anterior ao próprio budismo.
Para seguir o ritual, o lama Nam-Ga conta com a ajuda de um especialista, uma espécie de agente funerário local, cuja condição de não budista o torna indicado para a função que precisa executar.
ABUTRES
Após uma caminhada de uma hora e meia, a procissão do funeral chega ao local indicado para o ritual.
A grande quantidade de abutres torna o local indicado para o procedimento. Os animais são capazes de comer o corpo inteiro antes que o processo de decomposição comece a favorecer a disseminação das doenças.
Os budistas veem isso como um ato sagrado, que sustentará a vida de outro ser vivo.
Para eles, o corpo de Nombe-La é apenas um invólucro vazio e sua alma já migrou para outro domínio.
Para facilitar o trabalho das aves e tornar o consumo mais rápido, o especialista usa instrumentos afiados para cortar o corpo em pedaços e jogá-los aos urubus.
“Os lamas não podem fazer o que eu faço. Eu já fiz vários funerais nos céus, mas ainda preciso de uísque para fazer isso”, afirma o especialista.

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Uma inquilina importante no D’Incao


Miguel José Minhoto

Professor de Biologia/D’Incao

Em uma palmeira ornamental, na área comum de uma escola (o D’Incao Vestibulares, em Bauru-SP), uma visitante resolveu ali ter seus filhos. Uma avoante fez seu ninho ali, no meio de jovens que buscam conhecimento e conteúdo, ela choca impassível seu ovos. Esse presente da natureza foi dado aos alunos do D’Incao Vestibulares.

A avoante ou pomba-de-bando (Zenaida auriculata), representante de ordem Columbiformes, é uma ave de grande distribuição nas Américas: aparece desde a Terra do Fogo e vai até as Antilhas. No Brasil, distribui-se por todas as regiões. No Nordeste, forma grandes bandos e são muito usadas na alimentação dos povos da Caatinga.

Características da Avoante

Com o dorso pardo, cabeça com duas faixas negras laterais, e manchas negras nas asas. Apresentam pequeno porte e a característica que facilita a sua identificação é a presença de duas listras negras e pequenas atrás dos olhos, formando como se fossem orelhas (daí o nome da espécie: auriculata = com orelhas). Os olhos são envoltos por uma pele azulada. Nas asas, as bolas negras também são marcantes. Voa muito rápido, com modificações de altura e em ziguezagues, diferente das demais pombas. Essa espécie de pomba chega a medir até 25 cm de comprimento. Seu tamanho é intermediário entre uma rolinha e um pombo, são de hábitos estritamente campestres, entretanto muitos espécimes estão bem adaptados a grandes centros.

Sua alimentação básica é feita de grãos silvestres, entretanto, dependendo do tamanho do bando, podem tornarem-se uma praga, dizimando plantações inteiras.

Reprodução e nidação.

É  uma espécie muito prolífica. Em alguns locais pode construir seu ninho diretamente no chão, mas é mais comum que o construa um arbustos, palmeiras ou até mesmo no forro de telhados. O ninho é um amontoado de gravetos tão ralo que muitas vezes podemos ver os ovos através dele. É comum a queda de ovos e filhotes ocorrerem por ação do vento ou pela chuva. Via de regra, 2 a 3 filhotes são criados por ninhada. Estes são alimentados por ambos os pais e deixam o ninho dentro de duas semanas.

Classificação Biológica

Reino: Animal

Filo: Chordata

Super-classe Tetrápoda

Classe: Aves

Ordem: Columbiformes

Família: Columbidae

Gênero: Zenaida

Espécie: Z. auriculata

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‘Terrível mosca peluda’ é encontrada no Quênia


Cientistas toparam com a mosca de pelos amarelos pela primeira vez em 1933, e então novamente em 1948
08 de dezembro de 2010

Foto da Terrível Mosca Peluda, encontrada novamente no Quênia, 62 anos depois.

REUTERS
Publicado em O Estado De São Paulo

Cientistas no Quênia localizaram uma das moscas mais raras e de aparência mais estranha no mundo, após uma longa busca pelo inseto apelidado de “terrível mosca peluda”, anunciaram especialistas nesta quarta-feira, 8.
Cientistas toparam com a mosca de pelos amarelos pela primeira vez em 1933, e então novamente em 1948. Desde então, pelo menos meia dúzia de expedições científicas visitaram um local entre as cidades de Thika e Garissa na tentativa de encontrar a mosca novamente.
Com cerca de um centímetro de comprimento, e encontrada até agora apenas sobre uma única pedra de 20 metros de altura, a mosca “Mormotomyia hirsuta” tem aparência mais semelhante a uma aranha que a uma mosca, devido a suas pernas peludas, disseram cientistas.
Incapaz de voar, a mosca se reproduz em fezes de morcegos, e acredita-se que ela viva apenas em uma fenda úmida, repleta de morcegos, em uma rocha isolada nos Montes Ukazi. Ela possui olhos minúsculos e asas não funcionais que lembram alças de cinto.
O pesquisador. Robert Copeland, do Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos, sediado em Nairóbi, disse que a aparência física da mosca deixou os cientistas perplexos quanto ao lugar que ela ocupa na ordem das Dipteras, ou “moscas verdadeiras”.
“Coletamos espécimes novos para submetê-los a análise molecular, para ver onde exatamente a ‘terrível mosca peluda’ se encaixa no processo evolutivo”, disse Copeland à Reuters pelo telefone.
“Ela não possui adaptações óbvias para agarrar-se a outros animais, para se deslocar de um lugar a outro. Com suas pernas compridas, talvez consiga se agarrar a um morcego para pegar carona. Ela nunca foi encontrada em nenhum outro lugar.”
A Mormotomyia hirsuta é o único membro de sua família biológica, e alguns especialistas em moscas acham que ela acabará provando ser a única família de moscas inteiramente restrita à África.
(Reportagem de Richard Lough)

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Cientistas encontram bactéria que é quase uma alienígena


Publicada em 02/12/2010 às 15h55m

É apenas uma bactéria: aficcionados por ET's esperavam por algo maior na revelação da NASA.

Cesar Baima
Publicado em O Globo

Cientistas encontraram em um lago na Califórnia uma espécie de bactéria que contraria tudo que se conhecia sobre a química dos seres vivos. O anúncio da descoberta, que será objeto de uma conferência na NASA na tarde desta quinta-feira, foi adiantado devido a uma onda de boatos que invadiu a internet nos últimos dias , depois que a agência espacial americana convocou a reunião com a imprensa. Muitos acreditavam que a NASA iria anunciar ter encontrado sinais de vida em Titã, uma das luas de Saturno.
Embora mais prosaica que a confirmação do primeiro ET, a notícia ainda representa um grande avanço para a astrobiologia, ciência que visa investigar o possível desenvolvimento de vida fora da Terra. A bactéria em questão pode se alimentar e até incluir em seu DNA o venenoso arsênico como substituto do fósforo. Até a descoberta deste microorganismo, todos os seres vivos conhecidos tinham como base os mesmos seis elementos – carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Com isso, amplia-se muito a gama de ambientes em que os cientistas podem encontrar vida, seja na Terra ou no espaço.

- Nossas descobertas são uma lembrança de que a vida como conhecemos pode ser muito mais flexível do que presumimos ou podemos imaginar – diz Felisa Wolfe-Simon, bioquímica, integrante do Instituto de Astrobiologia da Nasa e principal autora do estudo, publicado na edição desta semana da revista “Science”. – Se algo aqui na Terra pode realizar uma coisa tão inesperada, o que mais a vida pode fazer em locais que ainda não conhecemos? É hora de descobrirmos – completa.

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Crianças leais ao McDonald’s


Mc Donald's usa estratégia para criar lealdade das crianças com relação à marca.

por Marcos Guterman
O Estado de São Paulo

10.novembro.2010 00:15:19
Uma grande pesquisa do Rudd Center for Food Policy & Obesity, da Universidade Yale, mapeou a dedicação midiática e de marketing da indústria do fast food para atingir as crianças. Os resultados são devastadores.
O estudo investigou as 12 principais cadeias de lanchonetes dos EUA e também o cardápio infantil – mais de 3.000 combinações e 2.781 itens. O esforço para atingir as crianças é evidente e crescente, dizem os pesquisadores. “Hoje, crianças de 3 a 5 anos de idade vêem 21% mais anúncios de fast food na TV do que em 2003, e as mais velhas vêem 34% mais”, disse Jennifer Harris, que participou do estudo.
A pesquisa concluiu que, das mais de 3.000 combinações do cardápio infantil, somente 12 respeitam os critérios nutricionais para crianças de 3 a 5 anos. Os adolescentes consomem até 1.100 calorias, em média, numa única refeição de fast food, cerca de metade do recomendado para o dia todo. Também numa única refeição, os jovens consomem metade do sódio recomendado para o dia. Do total de calorias consumidas pelas crianças nesse cardápio, 30% são açúcar e gordura saturada. Além disso, as lanchonetes raramente oferecem de modo claro suas opções mais saudáveis, quando as têm. O McDonald’s e o Burger King, por exemplo, anunciam ter opções saudáveis para crianças, mas servem largamente batatas fritas (86% das vezes) e refrigerantes (55%).
A pesquisa mostra também que 42% das crianças entre 2 e 11 anos de idade pedem para ir ao McDonald’s pelo menos uma vez por semana. Dos pais entrevistados, 84% se lembraram de ter levado seus filhos a um fast food pelo menos uma vez na semana anterior.
Quanto à publicidade, os números são impressionantes: as crianças de 3 a 5 anos de idade assistem quase três anúncios de fast food diariamente; crianças entre 6 e 11 anos, três anúncios e meio; e adolescentes de 12 a 17 anos, quase cinco anúncios por dia.
Os anúncios visam a criar uma relação de lealdade da criança em relação às redes de lanchonetes. Um dos sites do McDonald’s, o Ronald.com, é feito para crianças em idade pré-escolar.

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Autoridades iniciam retirada de moradores de “cidade do câncer” na Turquia


10/11/2010 – 08h41

Vista parcial de Tuzkoy: governo turco vai transferir população para evitar incidência alta de câncer.

JONATHAN HEAD
BBC NEWS, TUZKOY

As autoridades turcas iniciaram a construção de moradias para abrigar a população de vilarejos declarados zonas de desastre por conta de altos índices de câncer entre os moradores.
A região da Capadócia, no centro da Turquia, é tida como uma verdadeira maravilha geológica, conhecida por suas paisagens fantásticas, com rochas porosas talhadas pelo tempo e ruínas históricas que atraem 2 milhões de turistas por ano.
As rochas características da região, escavadas para a construção de igrejas-cavernas e cidades subterrâneas, foram depositadas no local milhões de anos atrás pela erupção de vulcões que cercam a planície.
A riqueza trazida pelo turismo tem sido uma benção para muitos na região. Mas em alguns pontos isolados, o que os vulcões deixaram foi uma maldição.
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
À primeira vista, o vilarejo de Tuzkoy não parece muito diferente das outras cidadezinhas da vizinhança. A maioria das construções é feita com a rocha amarelada, porosa, típica da região.
Historicamente, os moradores de Tuzkoy apresentam altos índices de doenças respiratórias, que são responsáveis por cerca de metade de todas as mortes no vilarejo. Até recentemente, ninguém sabia por que.
A causa foi descoberta pelo médico Izzettin Baris, que, em meados da década de 70, começou a estudar pacientes de Tuzkoy e de duas outras cidadezinhas afetadas pelo problema –Karaiun e Sarahidir.
“Na época, os médicos estavam diagnosticando esses pacientes com tuberculose, que era muito comum no período”, diz Baris. “Mas eles não entendiam por que o tratamento habitual para tuberculose não estava funcionando.”
Baris descobriu que os pacientes estavam na verdade sofrendo de mesotelioma, uma forma violenta de câncer causada por exposição a amianto, também conhecido como asbesto, uma fibra natural que pertence ao grupo dos silicatos cristalinos hidratados.
MINERAL RARO
Os índices da doença na área eram centenas de vezes mais altos do que em qualquer outro lugar na Turquia. Mas não havia amianto na região.
Mais pesquisas demonstraram que a causa era um mineral raro, chamado erionita, que tem propriedades similares a do amianto e é muito presente nas rochas nos arredores de Tuzkoy.
Como a rocha é macia e porosa, é muito fácil inalar os fragmentos de erionita, ele explicou. “As mulheres com frequência iam aos celeiros e escovavam a poeira das paredes. Então inalavam os fragmentos. Mesmo se uma criança nascida no vilarejo se muda durante a infância, ela não pode escapar do mesotelioma. É uma doença horrível e causa muita dor”, disse Baris.
NOVA CIDADE
Outros estudos mostraram que pessoas de Tuzkoy que haviam se mudado para lugares como Istambul ou Suécia também apresentavam altos índices de mesotelioma. A única solução, disse Baris, seria transferir a cidadezinha para outro local.
Mais de 30 anos após a descoberta inicial do médico, a transferência está prestes a acontecer. Uma nova cidade está sendo construída na montanha nos arredores de Tuzkoy, uma área livre de erionita.
O governo central liberou recursos para a obra após partes do vilarejo terem sido declaradas zonas de desastre. Existe hoje um comitê especial no Parlamento turco para decidir o que fazer com a cidadezinha.
Mas ainda há pessoas vivendo na zona de perigo. Alguns se recusam a acreditar no vínculo entre a rocha de que as casas são feitas e o câncer.
RÓTULO
Baris diz que não é mais bem-vindo em Karain, uma das três cidadezinhas afetadas, porque os moradores o acusam de ter rotulado o lugar de “cidade do câncer”.
Outros moradores, por uma razão ou outra, não se qualificam para receber uma nova habitação.
Dondu Guler e seus filhos, por exemplo, continuam vivendo em uma casa emprestada por parentes em Tuzkoy. Como ela não é dona da propriedade, não tem direito a se mudar para uma das casas novas.
Muitos dos parentes de Guler morreram de mesotelioma, mas seus filhos continuam a brincar entre os prédios cujas paredes quase certamente possuem os fragmentos letais de erionita.
Outros moradores dizem que pessoas que saíram do vilarejo há anos, mas ainda possuem propriedades na zona de perigo, receberam novas casas e as estão alugando.
Apenas 250 casas foram construídas, mais de mil moradores permanecem na cidadezinha.
NOVA GERAÇÃO
O prefeito, Umit Balak, disse estar ciente das reclamações. Ele elogia o governo atual por ser o primeiro a lidar com o problema extraordinário de saúde que afeta Tuzkoy, mas diz que precisa de mais ajuda.
“Planejo voltar para Ancara, para falar com o primeiro-ministro em pessoa, se necessário, e explicar que o vilarejo inteiro de Tuzkoy deveria ser declarado uma zona de desastre, para que mais fundos sejam liberados e todos possam se mudar”.
“Isto é urgente, para que podemos salvar a nova geração.”
O prefeito gostaria de demolir o vilarejo, cobrir a área com terra e plantar árvores no local. Mas Baris se opõe à ideia.
“emolir as casas é inútil e perigoso. Imagine toda a poeira. E quem iria fazer o serviço?”, ele pergunta.
Ele propõe que a cidade seja cercada e que se deixe a natureza tomar conta do lugar.
Baris disse que o mineral erionita está presente em outras áreas da Turquia, mas em camadas mais profundas do solo. Apenas nesses três vilarejos o mineral é encontrado na superfície.
O médico explica que as cidades vizinhas da Capadócia, onde turistas com frequência se hospedam em hotéis escavados na rocha, são perfeitamente seguras.

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Governo da Índia paga para casais não terem filhos


03/11/2010 – 09h58

Governo tenta controlar natalidade pagando para casais não terem filhos.

DA EFE
Publicado na Folha de São Paulo

O governo indiano optou por pagar US$ 110 aos casais que atrasarem a decisão de ter filhos. O objetivo é frear a alta taxa de natalidade naquele país –segundo mais povoado do mundo– que já chega aos 17%.
Trata-se do plano “lua-de-mel”, que já tem 2.400 casais inscritos. Adeptos do programa, Sheetal Jadhav e o marido prometeram não ter filhos, por enquanto. Se mantiverem a decisão por dois anos, o governo pagará o valor que, na Índia rural, representa uma boa soma.
O plano, aprovado por Jadhav –que afirma que “atrasar a gravidez faz sentido”– está encontrando resistência na cultura local.
“Há uma enorme pressão sobre nós. Sabemos que o sistema é bom, mas minha mãe está convencida que temos que ter um filho imediatamente,” explicou Sushil Bapar, um recém-casado. “Se não tiverem filhos, meus vizinhos vão começar a duvidar da virilidade do meu filho. Qual é o benefício de ter US$ 100 se não tem o respeito social?”, assinalou Kalpana Bapar, mãe do recém-casado.

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Virou jardim


Morador do Jardim Pagani transforma viela com mato em verdadeiras obras paisagísticas, inclusive usando material reciclável.

Jardim construído com material reciclado: iniciativa pessoal é lição para poder público.

João Rosan
Jornal da Cidade – Bauru – SP

Por iniciativa de um morador, o Jardim Pagani acaba de ganhar um novo jardim. Cansado de ver as vielas do bairro tomadas pelo mato alto, especialmente a que fica a poucos metros de sua casa, o aposentado Osmar Antônio Godoy, 67 anos, decidiu pôr a mão na massa – e no bolso – para transformar o local em um espaço de rara beleza.
Ainda faltam alguns acabamentos, como a pintura de toda a calçada, dos muros e das muretas que ficam nos dois extremos da viela, mas o principal, que é o jardim, já está pronto.

Osmar diz ter começado o trabalho na metade deste ano. Num esforço solitário, solicitou ajuda de empresas para limpar o terreno, recorreu à prefeitura para conseguir mudas de plantas e placas de gramas. O morador pagou do próprio bolso praticamente tudo o que tem no jardim. A mão de obra também é dele. Desde o plantio das mudas até o serviço de encanamento, já que parte da água de algumas residências vizinhas da viela eram despejadas no local.

Apesar do trabalho, do gasto e do prejuízo (parte do material utilizado foi furtada ou danificada por vândalos durante a montagem do jardim), Osmar não desistiu de sua empreitada. Hoje, ele olha com orgulho para o resultado de sua persistência. “Não fiz isso para me aparecer, mas para que sirva de exemplo para todos que é possível deixar o bairro mais bonito. Se precisarem da minha ajuda, estarei à disposição”, declara. Segundo ele, existem em torno de 15 vielas no bairro.

O morador usou cerca de 1.200 garrafas pet para dar um toque especial à sua obra. Ele encheu uma a uma com água e colocou corante para deixá-las coloridas. Osmar conta que comprou as garrafas de catadores de recicláveis. Ele comprou também cerca de 75 mudas de árvores ornamentais para paisagismo, que se somaram às 40 que ele ganhou da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Segundo ele, as chuvas dos últimos dias ajudaram a melhorar a cor do jardim. O verde, agora, está mais vivo, e em algumas plantas começam a brotar as primeiras flores, tornando o ambiente ainda mais colorido e belo.

Apesar das chuvas, que começam a cair com mais frequência, Osmar não descuida do jardim. Pelo menos uma vez por dia ele rega as plantas e a grama com o uso de uma mangueira. Quando não é possível contar com a ajuda dos vizinhos que ficam ao lado da viela, ele coloca a mangueira na torneira da casa dele e atravessa a rua com ela, mesmo correndo o risco de um veículo pesado, como um caminhão, por exemplo, danificá-la. Para não correr mais esse risco e não precisar ficar contando com a boa vontade dos vizinhos, o aposentado vai solicitar que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) instale um bico de água na viela.

O morador Rafael Norato, 29 anos, acompanhou todo o trabalho do vizinho. Vendo a transformação pela qual passou a viela, ele elogiou a iniciativa e o esforço de Osmar. “Ficou muito bonito. Mudou totalmente o visual, ficou mais agradável. Ao invés de mato alto, agora temos um jardim muito bem cuidado e bem feito”, observa.

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