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Vestibulares: temas de redação são recorrentes


Obra da exposição "Os Trabalhadores", de Sebastião Salgado: uma visão ao mesmo tempo crua, real e poética dos trabalhos mais árduos realizados pelo homem.

Luís Paulo Domingues

Sugestão da Professora Roberta (D’Incao)

Para os alunos que vão prestar vestibular este ano, é importante prestar atenção aos temas das redações que já caíram nos principais concursos do país. Os temas costumam ser recorrentes.
O tema da redação do ENEM deste ano, por exemplo, que focalizou o trabalho, já havia sido utilizado nos vestibulares da UFSCAR, em 2009, da FUVEST, em 2006, e da UNICAMP, em 2002.
É importante, portanto, estar sempre por dentro dos assuntos que envolvem os temas que já caíram. Para isso, vale conferir nos sites das principais universidades, na área destinada aos vestibulares, quais foram os temas trabalhados nos últimos anos.

obs: no site do colégio Elite, de Campinas, há um estudo que pode aprofundar mais este assunto. http://www.elitecampinas.com.br/gabaritos/ufscar/2010/resonline/RED.jpg

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Vargas Llosa diz que Nobel não mudará sua escrita nem seu estilo


07/10/2010 – 15h16

Mario Vargas Llosa achou que era um trote quando foi informado que ganhara o Nobel.

CRISTINA FIBE
DE NOVA YORK
FOLHA DE SÃO PAULO

Para o escritor peruano Mario Vargas Llosa, a Academia Sueca premia, com o Nobel, não só “um escritor, mas o que rodeia o escritor. No caso, a língua, a maravilhosa língua espanhola”.
“Uma língua que une pessoas de países, crenças e costumes diferentes. Uma das línguas mais enérgicas e criativas do mundo.”
Em entrevista coletiva no início da tarde de hoje, em Nova York, Vargas Llosa disse que a crescente importância da literatura latino-americana “deve ter interferido” na decisão da academia.
“É interessante como a literatura latino-americana, quando comecei, era praticamente ignorada pelo resto do mundo. [Hoje,] Abriram-se portas, ela está sendo reconhecida aos poucos.”
Vargas Llosa disse que, quando esteve pela primeira vez na Europa e nos EUA, “a imagem da América Latina era muito estereotipada. E hoje sabemos que a América Latina pode produzir também pensadores, artistas e Nobels”.
Ele afirmou ainda estar “surpreso” com a ligação que recebeu pouco depois das 5h30 da manhã, no horário local. “Há muitos anos tinha certeza de que não era candidato. A surpresa foi total, tanto que achei que poderia ser um trote.”
Ele contou que estava lendo um livro quando a sua mulher se aproximou com o telefone. “A primeira reação foi angústia”, disse, por causa do horário do telefonema, que poderia indicar má notícia. E então ele foi informado que “dentro de 14 minutos será anunciado” o Prêmio Nobel.
“A partir daquele momento começou essa loucura, não tive tempo de pensar o que significa esse prêmio.”
Vargas Llosa garantiu, apenas, que o Nobel “não mudará a minha escrita, o meu estilo”. “O que mudará é a minha vida diária. Não esperava hoje estar cercado de tantos jornalistas, pensei que esses meses que passaria aqui nos EUA [dando aulas em Princeton] seriam muito tranquilos. E, veja, por causa da academia, tudo mudou.”

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Uso de meios digitais na educação pode melhorar aprendizagem


Ana Carolina Athanásio
Da Agência USP
publicado na revista sociologia – UOL

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A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. “Os alunos praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para melhorar o aproveitamento da disciplina”, afirma a professora Lina Maria Braga Mendes.

O pouco uso de meios digitais na educação foi um dos motivos que fizeram com que Lina iniciasse sua pesquisa de mestrado na Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), “Experiências de fronteira: os meios digitais em sala de aula”, sob orientação da professora Mary Julia Martins Dietzsch. “A utilização de mídias digitais poderia começar a partir do primeiro ano do ensino fundamental. Desde muito cedo as crianças têm contato com computadores em casa”, ressalta a pesquisadora.

Suas experiências começaram por meio da implementação de blogs em projetos desenvolvidos com turmas de ensino fundamental de um colégio particular de São Paulo. “Há vários tipos de trabalho que o professor pode desenvolver com blogs. Podemos criar um blog de disciplina, em que o professor e alguns alunos teriam acesso à edição, há também o blog do professor, no qual só ele entra para publicar textos interessantes relacionados ao assunto da aula, além de manter contato com o aluno fora da sala, e ainda o blog de aluno, em que os estudantes publicam os trabalhos que realizam e o professor entra com comentários”, explica Lina.

Entre os principais benefícios dos meios digitais nas escolas estão o aumento do diálogo entre professores e alunos e a ampliação do espaço da sala de aula, já que o contato passa a ser também fora do horário escolar. Além disso, os recursos disponíveis nos computadores e na internet fazem com que os estudantes tenham mais prazer em assistir às aulas e interajam de modo mais efetivo.

“Quando saímos da sala de aula, que muitas vezes conta apenas com o giz e a lousa, e vamos para o computador já temos inicialmente o recurso da imagem e do movimento. É possível usar vídeo, áudio, fotografia e outros recursos para mostrar mais detalhes e curiosidades sobre o assunto estudado. Isso faz com que os alunos prestem mais atenção nas aulas e saiam do espaço imaginário, intangível, representado por um mapa de um livro, e adentrem o espaço real, visível no Google Earth, por exemplo”, explica a pesquisadora.

Barreira da linguagem

Apesar de os alunos terem crescido em frente aos computadores, Lina afirma que muitos têm dificuldades com a linguagem do mundo digital. “A experiência que tivemos com a leitura de adaptações literárias para a internet, por exemplo, foi um pouco complicada, pois os alunos – apesar de passarem horas a fio todos os dias na rede – não conhecem a linguagem do meio em que navegam e alguns acabaram não compreendendo sequer o enredo da obra”, diz.

Um ponto positivo do uso de meios digitais nas salas de aulas é mostrar aos estudantes as diferenças existentes em cada uma das linguagens que utilizamos. Segundo a pesquisadora, “a linguagem de um livro impresso é diferente daquela usada em um vídeo, por exemplo. Do mesmo modo, não podemos confundir o que é feito para o meio digital com o que se destina à publicação em papel. Muitas pessoas afirmam categoricamente que a linguagem de internet, com suas abreviações e símbolos, atrapalha a escrita, mas é preciso perceber que ela é apenas uma outra linguagem, destinada, portanto, a outras situações de uso que não as que acontecem na sala de aula. O aluno deve entender isso e utilizá-la apenas naquele meio.”

Dificuldades para professores

A iniciativa de usar blogs e outros recursos dos meios digitais na educação também tem seus entraves. Um deles é a dificuldade que o professor tem tanto em sua atualização quanto na disponibilidade de tempo. “Muitos professores ainda têm dificuldades em usar recursos básicos do computador, como Word e o Power Point. São recursos que poderiam ajudá-lo a criar uma aula diferente e a trazer novas informações”, garante Lina.

Tendo como pressuposto que todo o professor tem acesso a um computador, a pesquisadora salienta que outro problema para a implementação de aulas que utilizam os recursos digitais é a falta de remuneração para desenvolver projetos como esses. “Por mais que o professor queira levar meios digitais para as salas de aula, ele esbarra no problema do tempo gasto fora do horário escolar. A manutenção de um blog, por exemplo, demanda tempo de pesquisa, produção e criação de atividades, e não há incentivo financeiro ou um horário remunerado para essa prática”, explica.

Para a pesquisadora, mesmo sendo difícil a utilização dos meios digitais na educação é necessário que os professores fiquem atentos a esses novos recursos e aos benefícios que trazem ao aprendizado dos alunos. “O professor que dá aulas do mesmo jeito que teve aulas quando criança ou adolescente comete o erro grave de esquecer que é de outra geração”, alerta.

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