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Presidente do Afeganistão admite receber “bolsas de dinheiro” do Irã


25/10/2010 – 08h23

Hamid Karzai, presidente do Afeganistão, diz que recebe ajuda "transparente" do Irã.

DA FRANCE PRESSE

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, admitiu nesta segunda-feira que um de seus assessores recebeu “bolsas de dinheiro” do Irã, mas afirmou que os pagamentos são “transparentes” e uma forma de ajuda de um país amigo.
“O governo iraniano nos ajuda uma ou duas vezes ao ano com 500 mil, 600 mil ou 700 mil euros por vez”, disse Karzai em uma entrevista coletiva.
“É tudo transparente. [...] O dinheiro chega em bolsas”, completou.
Segundo o jornal americano “The New York Times”, o assessor presidencial afegão Umar Daudzai recebeu regularmente dinheiro do Irã.
“É basicamente um fundo para subornos”, afirmou uma fonte ocidental citada pelo “New York Times”.
“A missão de Daudzai é promover os interesses iranianos”, completou.
“É ajuda oficial, Daudzai recebe o dinheiro do governo iraniano sob minhas instruções”, declarou Karzai.
A embaixada do Irã em Cabul qualificou de “ridículas e ofensivas” as afirmações do New York Times.

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Em vídeo obtido pela CNN, soldado americano conta que matou civis afegãos por “esporte”


http://veja.abril.com.br/assets/pictures/13988/Afeganistao-Guerra-Soldado-size-598.jpg?1280150051

27/09/2010 – 18h01

FOLHA DE SÃO PAULO

Um soldado americano conta como participou do assassinato de um civil afegão a sangue frio e sem motivo, por “esporte”, e sob influência de drogas ilegais, em um vídeo de interrogatório militar divulgado pela rede CNN.
O caso envolve membros da 5ª brigada de combate da 2ª divisão de infantaria do Exército americano posicionada no Afeganistão. Cinco são acusados de assassinato, e outros sete são acusados de acobertar os crimes. Membros do pelotão também foram acusados de desmembrar suas vítimas e fotografar os corpos, além de exibir crânios e outros ossos humanos como se fossem troféus.
No vídeo divulgado pela rede americana, um investigador militar questiona Jeremy Morlock, um dos cinco soldados americanos acusados de assassinato premeditado de três civis afegãos. Morlock conta como, em patrulha no começo deste ano, e sob comando do sargento Calvin R. Gibbs, ele e outros soldados tiraram um afegão de sua casa, colocaram-no de pé e o mataram.
Em resposta ao investigador, o soldado diz que o afegão estava cooperando, não estava armado e não representava uma ameaça em absoluto.
“Então, ele estava cooperando?”, pergunta o investigador, segundo a gravação exibida pela CNN.
“Sim”, responde Morlock.
“Ele estava armado?”
“Não, não que nós soubéssemos.”
(…)
“Você viu ele apresentar alguma arma? Ele foi agressivo com vocês em algum momento?”
“Não, em absoluto. Nada, ele não era uma ameaça.”
O advogado civil de Morlock, Michael Waddington, não negou que seu cliente tenha matado por esporte. “Soa como isso”, disse ele em entrevista à CNN.
Waddington disse que seu cliente, de 22 anos, apresentava danos cerebrais por ataques anteriores de explosivos improvisados, usava remédios prescritos e fumava haxixe, e estava sob influência e com medo de seu comandante, que também é acusado, informa a CNN.
O CASO
A brincadeira macabra dos soldados teria começado no último inverno, quando um afegão se aproximou de um soldado na localidade de La Mohammed Kalay.
À medida que o homem se aproximava, o soldado criou tumulto para dar a impressão que estava sob ataque. Seus companheiros abriram fogo e mataram o afegão.
De acordo com a reportagem do jornal “The Washington Post”, o ataque não provocado aconteceu em 15 de janeiro passado e foi o início de uma série de fatos parecidos, que constituem uma das piores acusações já feitas contra o soldados americanos desde a invasão do país em 2001.
O pai de um soldado afirma que tentou repetidamente alertar o exército depois que seu filho lhe contou sobre o primeira assassinato, mas que as autoridades não quiseram dar atenção.
Os documentos militares, no entanto, afirmam que os cinco membros da unidade protagonizaram no total três matanças na província de Kandahar entre janeiro e maio.
Sete outros soldados foram acusados com crimes relacionados ao caso, incluindo tentativas de impedir a investigação e atos de retaliação contra os colegas contrários aos fatos.
Os oficiais do Exército não proporcionaram um motivo para as mortes, segundo o relatório.
Mas entrevistas com pessoas ligadas à investigação sugerem que as mortes foram cometidas puramente por esporte por parte de soldados alcoolizados e drogados.
Os soldados envolvidos negam todas as acusações, acrescenta o jornal.

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Material não revelado pelo Wikileaks é ‘ainda mais explosivo’, diz Pentágono


Documentos não divulgados pelo WikiLeaks são a parte mais sensível dos segredos militares
12 de agosto de 2010
O Estado de São Paulo

Americanos combatendo no Afeganistão: mais de 91.000 documentos secretos na rede.

WASHINGTON – Funcionários do Pentágono acreditam ter identificado os 15 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão que ainda não foram publicados pelo site WikiLeaks, informa o jornal americano Washington Post nesta quinta-feira, 12. Os militares estariam agora pesquisando detalhes nestes documentos que possam representar ameaças paras tropas ou para os civis no país asiático.

O material em questão é “mais explosivo, mais sensível”, que as informações dos 77 mil documentos já divulgados pelo WikiLeaks em julho, disse o porta-voz do Pentágono, o general Geoff Morrell.
Uma força-tarefa de mais de cem analistas de inteligência pesquisaram os 91 mil documentos incessantemente, procurando palavras-chave como nomes de mesquitas, pessoas e locais para avaliar qual o perigo ao qual tais nomes teriam sido expostos com a divulgação dos documentos. “Encontramos vários exemplos nos quais aliados ou nossas forças são mencionadas”, disse o general.
“Ainda não vimos nenhum fator prejudicial às operações no Afeganistão que possa ser diretamente ligado ao vazamento de documentos, mas há uma atraso entre a exposição do material e o que pode ser realizado com base nas informações deles”, completou Morrell.
Um porta-voz do WikiLeaks, Daniel Shmitt, disse a um blog na semana passada que o site gostaria que o Pentágono ajudasse a equipe da página a revisar os documentos para preservar aqueles que possam ser prejudiciais a civis. Em resposta a isso, Morrell disse que o Pentágono “é tão fácil ser encontrado como qualquer outra instituição” e que se o WikiLeaks quer realmente trabalhar em conjunto, “deve fazer o convite pessoalmente”.
O material vazado pelo cobre o período de janeiro de 2004, durante administração de George W. Bush, até dezembro de 2009, quando o atual presidente americano, Barack Obama, iniciou o envio de mais 30 mil soldados ao país asiático.
Os documentos, publicados pelos jornais New York Times e The Guardian e pela revista Der Spiegel, revelam detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consistem em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

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EUA financiam grupos armados afegãos de forma indireta, diz Câmara


DA REUTERS, EM WASHINGTON

Publicado na Folha de S. Paulo

Senhores da guerra: chefes tribais espalhados por todo o Afeganistão cobram "caixinha" de americanos.

Os Estados Unidos pagam indiretamente dezenas de milhões de dólares a grupos armados afegãos e talvez até ao Taleban, em troca de proteção aos comboios que levam mantimentos a tropas norte-americanas no país, segundo investigadores ligados à Câmara dos Deputados dos EUA.
A prática do Pentágono de terceirizar o deslocamento de bens no Afeganistão, deixando as próprias empresas encarregadas da sua segurança, libera tropas para o combate à insurgência.
Mas os “efeitos colaterais” dessa atitude podem prejudicar o combate à corrupção e o fortalecimento das instituições, segundo o relatório, a ser examinado numa audiência parlamentar na terça-feira.
“Este arranjo tem alimentado um vasto esquema de proteção mantido por uma rede obscura de senhores da guerra, homens fortes, comandantes, autoridades afegãs corruptas e talvez outros”, disse em nota o deputado democrata John Tierney, presidente de uma subcomissão de segurança nacional da Câmara.
O relatório, preparado por assessores democratas da subcomissão, diz que os pagamentos em troca de proteção representam “uma fonte potencialmente significativa de financiamento para o Taleban”. O texto cita vários documentos, incidentes e emails que mencionam tentativas de extorsões do Taleban.
Contrato
O contrato, conhecido pela sigla HNT (de “Transporte por Caminhões na Nação Anfitriã”, na sigla em inglês), e envolve uma cifra de 2,16 bilhões de dólares e abrange 70% do transporte de combustível, alimentos, munições e outros itens para as tropas dos EUA. A investigação começou em novembro de 2009.
Segundo o relatório, as empresas de transporte e suas subcontratadas “pagam dezenas de milhões de dólares anualmente a senhores da guerra locais em todo o Afeganistão, em troca de “proteção” para os comboios de abastecimento do HNT que apoiam tropas dos EUA”.
“Os contratados do HNT frequentemente se referiam a tais pagamentos como ‘extorsão’, ‘subornos’, ‘segurança especial’ e/ou ‘pagamentos por proteção’”, acrescenta o documento.
Os investigadores disseram que várias empresas já se queixaram ao Pentágono, mas que não houve providências adequadas.
O relatório sugere que o Departamento de Defesa acompanhe mais de perto o transporte das suas cargas e assuma a responsabilidade direta pelas ações das empresas contratadas.
O texto recomenda também uma avaliação detalhada dos efeitos secundários do contrato HNT, inclusive a respeito da corrupção gerada e do impacto sobre a política afegã.

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Homem em vídeo pode não ser suspeito de ataque frustrado em NY, diz prefeito


03/05/2010 – 11h20


Associated Press, em Nova York (EUA)

Folha On Line

Câmera de segurança de NY mostra van que transportava os explosivos trafegando.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, alertou nesta segunda-feira que o homem filmado por câmeras de segurança deixando o local onde um carro-bomba foi abandonado, no sábado passado (1º), na Times Square, pode não ser suspeito do ataque frustrado, reivindicado pelo grupo islâmico radical Taleban. O homem, branco e com cerca de 40 anos, é alvo de uma operação de busca da polícia de Nova York, que afirmou ver nele uma “pessoa de interesse” para o caso.

“Há milhões de pessoas que passam pela Times Square”, disse Bloomberg, em entrevista à rede ABC. “Esta pessoa estava em uma posição na qual a câmera conseguiu uma boa imagem e pode ser que tenha algo a ver com o ataque, mas há uma grande chance de que ele não tenha. Estamos explorando várias vertentes”.

No vídeo, o homem aparece caminhando para longe da rua West 45th, onde o Nissan foi estacionado. Ele olha por cima do ombro em direção ao local e retira uma camiseta preta, revelando uma blusa de cor vermelha. Ele então colocou a camiseta preta em uma mochila.

As autoridades suspeitam que ele foi quem abandonou o Nissan Pathfinder repleto de explosivos.

Segundo Raymond W. Kelly, o comissário de polícia de Nova York, o carro tinha gasolina, propano, fogos de artifício, relógios despertadores simples e oito sacos de fertilizante, tudo dentro de um armário de metal.

O dispositivo causou pânico na cidade. As autoridades consideraram o plano de atentado mais grave com carro-bomba desde o primeiro ataque ao World Trade Center, em 1993, no qual seis morreram e mais de mil ficaram feridos.

“É evidente que foi a intenção de quem fez isso para provocar confusão, criar vítimas”, disse Kelly, alertando que a bomba “teria causado vítimas, uma bola de fogo significativa” em um dos pontos turísticos mais famosos do mundo.

Paul J. Browne, porta-voz do Departamento de Polícia, disse que a explosão teria deixado vítimas e vidros quebrados, mas ressaltou que não havia risco de desmoronamento dos prédios.

Terrorismo

As autoridades tratam a tentativa de ataque como um ato terrorista, mas dizem que não há evidência alguma que possa sustentar a autoria dos talebans paquistaneses.

Bloomberg reiterou na entrevista que não há “evidência legítima” de que terroristas estrangeiros estão conectados ao ataque.

Em um vídeo divulgado na internet, o grupo taleban assume a responsabilidade pelo carro-bomba estacionado na Times Square, segundo o serviço SITE de monitoramento das redes extremistas na Web.

O vídeo afirma que o atentado foi realizado em represália à morte recente de dois líderes da rede terrorista Al Qaeda no Iraque e aos ataques de aviões não tripulados no Paquistão.

Kelly afirmou ainda que não há risco para a cidade, embora patrulhas adicionais tenham sido deslocadas para Midtown.

Suspeito

Agentes do FBI (Polícia Federal americana) identificaram e buscam também o dono do carro, cujo nome não foi divulgado. O carro foi rastreado a Connecticut.

O dono do carro foi encontrado pelo número de identificação do Nissan, que foi retirado do painel, mas estava estampado em outras partes, como o motor.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo em visita à Louisiana que o país fará justiça com quem “está por trás” da tentativa de atentado e garantiu que o governo e os serviços de inteligência já estão trabalhando para encontrar os responsáveis.


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