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Mísseis atingem palácio presidencial e ferem ditador do Iêmen


Folha de São Paulo

O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, ficou levemente ferido nesta sexta-feira em um ataque de mísseis que atingiu a mesquita do palácio presidencial, na capital Sanaa.
Segundo as agências de notícias e a TV Al Arabiya, o ataque deixou ao menos quatro seguranças mortos. Os mísseis também feriram gravemente o presidente do Parlamento, Yahya Ali al-Raee, e o primeiro-ministro, Ali Muhammad Mujawar.
Uma TV de oposição chegou a anunciar a morte de Saleh no ataque, mas a informação não foi confirmada por nenhuma outra fonte.
“O primeiro-ministro e o presidente do Parlamento, assim como várias personalidades políticas, que assistiam a oração de sexta-feira na mesquita do palácio presidencial, foram feridos pelos disparos de obuses”, declarou o porta-voz do governista Congresso Popular Geral (CPG), Tarek Shami.
O palácio presidencial foi atingido por mísseis nesta sexta-feira, na esteira dos confrontos entre as forças de Saleh e militantes do clã tribal Hashid, que transformaram Sanaa em um campo de batalha desde 23 de maio.
Shami acusou o chefe da Hashid de ter “superado todos os limites toleráveis” com o ataque.
Testemunhas citadas pela agência de notícias Efe disseram que mais de dez explosões atingiram nesta sexta-feira em um bairro habitado por diplomatas no sul de Sanaa. Não há, contudo, relatos de vítimas.
Fontes da Hashid disseram que as explosões tinham como alvo a casa do filho mais novo do líder da tribo, Hamid, empresário e destacado opositor do regime de Saleh.
Após quatro meses de protestos populares violentamente reprimidos pelo regime de Saleh, que se nega a deixar o poder, a revolta adquiriu outra magnitude com o início de combates intensos em Sanaa entre forças leais ao presidente e partidários do influente líder dos Hashid, o xeque Sadek al Ahmar.
Os confrontos começaram quando forças de segurança tentaram invadir a residência de Ahmar em Sanaa, no último dia 23. Desde então, forças de segurança do governo e guardas tribais trocam disparos de armas pesadas e mísseis pelas ruas da capital. Mais de 150 pessoas morreram e a população de Sanaa foge em pânico, com temor de uma guerra civil.
Saleh pertence à Hashid, mas o xeque Ahmar anunciou em março passado que apoiaria a revolta popular contra o ditador. O xeque apelou a alianças históricas para trazer outras influentes tribos iemenitas, donas de milícias bem armadas, para o confronto.

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Família palestina terá que compartilhar sua casa com colonos judeus


10/03/2011 – 06h20

Soldado israelense aponta arma para criança palestina: a foto fala por si.

DA EFE
Publicado na Folha de São Paulo

A família árabe Hamdallah terá que compartilhar sua casa no território palestino ocupado de Jerusalém Oriental com colonos judeus que reivindicam a propriedade, informou nesta quinta-feira o jornal israelense “Ha’aretz”.

Um tribunal outorgou aos colonos o direito de utilizar um dos quartos e o espaço na frente da casa, localizada em Maaleh Zeitim, no bairro árabe de Ras al Amud, onde moram em torno de 100 colonos judeus.

Os Hamdallah mantiveram uma batalha judicial durante os últimos 11 anos com colonos financiados pelo milionário americano Irving Moskowitz, que defendem que compraram a casa de duas organizações judaicas que eram proprietárias do imóvel antes da guerra de 1948, quando o leste de Jerusalém ficou sob soberania jordaniana.

Os tribunais israelenses não permitem a recuperação por parte dos palestinos das propriedades que ocupavam no lado oeste da cidade ou em outras partes do país antes da criação de Israel, em 1948.

Dezesseis palestinos moram atualmente na casa dos Hamdallah, três deles no quarto que em breve será ocupado pelos colonos, que terão proteção de soldados do Exército israelense.

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ONG denuncia 24 manifestantes mortos em protestos na Líbia


18/02/2011 – 07h56

A bela e histórica Trípoli é o mais novo foco das revoltas árabes.

Folha de São Paulo
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A organização Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, afirmou nesta sexta-feira que as forças de segurança da Líbia já mataram pelo menos 24 manifestantes e feriram dezenas deles desde terça-feira, ao disparar diretamente contra a multidão que participa dos protestos pacíficos contra o regime do ditador Muammar Gaddafi.

“As autoridades deveriam parar de utilizar a força, a menos que seja absolutamente necessário, para proteger vidas, e abrir uma investigação independente sobre as mortes”, indicou a HRW em um comunicado.
A nota acrescenta ainda que, “segundo várias testemunhas, as forças de segurança líbias dispararam e mataram manifestantes para dispersar as passeatas de protesto”.
Na quinta-feira, centenas de manifestantes marcharam nas cidades de Benghazi, Al Bayda, Zentan, Rijban e Darnah. A agência de notícias Associated Press, baseando-se em informações fornecidas por sites da oposição, ativistas líbios residentes no exterior e ONGs de direitos humanos, afirmou que 20 pessoas morreram em 48 horas.
Um veículo de informação líbio e fontes médicas mantêm o balanço informado na quinta-feira: nove mortos.
A Irmandade Muçulmana da Líbia denuncia que as forças de segurança estão usando munição real contra os manifestantes.
Em meio aos protestos, o Ministério do Interior líbio destituiu um alto responsável pela segurança local após a morte de duas pessoas em manifestações contrárias ao governo em Al Bayda, cidade localizada 1.200 km a leste da capital do país, Trípoli.
Segundo o jornal “Quryna”, que cita “fontes de segurança bem informadas”, o ministério destituiu o coronel Hasan Kardaui, diretor da segurança de Al Jabal al Akhdar, capital da região, após a “morte de dois jovens” na noite da quarta-feira.
Gaddafi governa a Líbia desde 1969 e é o mais veterano líder africano. Agora o país começa a sentir os efeitos das revoltas que recentemente derrubaram ditaduras nos vizinhos Egito e Tunísia.
Na Líbia, o golpe militar que levou o coronel ao poder em 1969 é chamado de revolução.
Em Trípoli, não havia sinais de protestos contra o governo. Na rua Omar al Mokhtar, principal artéria da capital, o tráfego era normal. Bancos e lojas estavam abertos, e não havia reforço policial.
Sem citar os distúrbios, Gaddafi declarou numa entrevista divulgada na quarta-feira que “os revolucionários” –seus partidários– irão prevalecer. “Abaixo os inimigos, abaixo em todo lugar; abaixo os fantoches em todo lugar, os fantoches estão caindo, as folhas do outono estão caindo”, afirmou ele, segundo a BBC. “Os fantoches dos EUA, os fantoches do sionismo estão caindo.”
EUA
Nesta quarta-feira, os Estados Unidos pediram que o regime do ditador Gaddafi, há 42 anos no poder, assim como os de outros países atingidos por protestos, atendam às demandas sociais.
“Os países da região têm o mesmo tipo de objetivos em termos demográficos, aspirações do povo e necessidade de reformas”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley.

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Bahrein usa tanques para dispersar manifestantes; 4 morreram


17/02/2011 – 09h02

Início da ocupação da praça Pearl, em Manama: a revolta árabe chega aos países ricos.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Folha de São Paulo

Nota do D’Incao

Luís Paulo Domingues

A revolta das populações árabes que começou com a deposição do ditador da Tunísia, no início do ano, se espalhou pelo norte da África e Oriente Médio. Marrocos, Líbia, Egito, Iêmen, Jordânia, Irã, Iraque e até a ultra policiada Síria estão enfrentando problemas com protestos da população por diferentes demandas. Todos esses países são nações com grande população, onde uma porcentagem significativa das massas se encontra nas estatísticas da pobreza e da exclusão social e cultural.

A novidade no Bahrein é que, pela primeira vez nesta onda de protestos, um dos “paraísos” árabes do Golfo Pérsico foi atingido. Devido à extrema riqueza e às ótimas condições de vida de seu povo, países como o Bahrein, Kwait, Qatar, União dos Emirados Árabes e Omã não apareciam nas previsões dos analistas que monitoram as recentes revoltas no mundo árabe. Porém, a monarquia sunita do Bahrein, que governa uma população majoritariamente xiita há mais de 200 anos, acabou caindo na esteira dos protestos islâmico.

Os líderes xiitas do Bahrein dizem que não querem a queda da monarquia, mas sim uma maior participação da população xiita no parlamento e nas decisões do Estado.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Folha de São Paulo

Forças de segurança do Bahrein, apoiadas por dezenas de tanques blindados, invadiram sem aviso prévio a praça Pearl, no centro da capital, Manama, para expulsar, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, milhares de manifestantes antigoverno. Ao menos quatro pessoas morreram e cem ficaram feridas, elevando a seis o número de mortos durante quatro dias de protestos.
Milhares de manifestantes xiitas saíram às ruas do país nesta semana pedindo reformas políticas e melhorias econômicas no país, onde uma família de muçulmanos sunitas governa uma população que é majoritariamente xiita.
Centenas de pessoas acamparam na praça Pearl, um cruzamento na capital que eles pretendiam transformar em base dos protestos como aconteceu com a praça Tahrir, no Cairo, que levou à renúncia do ditador egípcio, Hosni Mubarak, na última sexta-feira.
Mas a praça bareinita estava praticamente vazia no início desta manhã, depois de a polícia ter invadido o local, que estava cheio de barracas abandonas, cobertores e lixo, O cheiro de gás lacrimogêneo pairava no ar.
“Eu estava lá. Os homens estavam correndo, mas as mulheres e as crianças não podiam correr tão facilmente”, disse Ibrahim Mattar, um parlamentar do principal bloco de oposição xiita, o Wefaq, que abandonou o Parlamento do país.
Mahmoud Mansouri, um manifestante, disse que a polícia cercou a praça e então, rapidamente, a invadiu. “Gritamos ‘estamos em paz! Paz!”. Mulheres e crianças foram atacadas como o resto de nós”, contou. “Eles moveram assim que a imprensa nos deixou. Eles sabiam o que estavam fazendo.”
O médico Sadek Akikri, 44, disse que estava atendendo manifestantes em uma tenda improvisada quando a polícia a invadiu. Ele contou ter sido amarrado e espancado.
“Eles estavam me espancando tão forte que eu não podia mais ver. Tinha muito sangue escorrendo da minha cabeça”, contou.
Os manifestantes começaram a acampar no local na última terça-feira, debaixo de um monumento de 90 metros representando uma pérola gigante (pearl, em inglês, significa pérola), fazendo da praça o centro nervoso dos primeiros protestos antigoverno que atingiram o golfo Pérsico desde as revoltas populares na Tunísia e no Egito.
O Parlamento do Bahrein se reuniu em uma sessão de emergência. Um membro pró-governo, Jamila Salman, derramou lágrimas.
Muitas famílias foram separadas no caos. Um fotógrafo da Associated Press viu policiais reunindo crianças perdidas e as levando para veículos.
O correspondente da rede americana ABC News, Miguel Marquez, foi apanhado no meio da multidão e espancado por homens que levavam cassetetes. No entanto, ele não teve ferimentos graves.
Funcionários de hospitais, falando sob condição de anonimato porque não estavam autorizados a conversar com a imprensa, afirmaram que quatro pessoas foram mortas nesta terça-feira. O número de feridos chega a dezenas –o espanhol “El País” cita 300.
Choques esporádicos entre policiais e manifestantes continuaram pela manhã, com antigovernistas jogando pedras e depois recuando. Um grupo de jovens homens quebrou o pavimento para conseguir mais pedras.
Um corpo coberto com um lençol branco estava em meio a uma poça de sangue em uma rua localizada a 20 metros da praça.
Tanques e veículos blindados eram vistos em algumas ruas –o primeiro sinal de envolvimento militar na crise– e autoridades enviaram uma mensagem de texto para telefones celulares que dizia: “O Ministério do Interior alerta todos os cidadãos e residentes para não saírem de casa devido a conflito potencial em todas as áreas do Bahrein”.
PROTESTOS
Os protestos no Bahrein começaram na última segunda-feira como um pedido para que a monarquia sunita que comanda o país afrouxe o controle, incluindo não indicar mais pessoas para os cargos governamentais mais altos e abrir mais oportunidades para a população xiita, que é maioria no país e há muito reclama de ser excluída do processo de tomada de decisões.
Mas as demandas rapidamente ficaram maiores. Muitos manifestantes pedem que o governo ofereça mais empregos, melhores moradias e liberte todos os prisioneiros políticos. Eles também gritam frases contra a monarquia que tem liderado o Bahrein por mais de 200 anos.
Chamados feitos por meio de redes sociais na internet pressionam para que a população leve adiante os protestos, além de estarem cheias de insultos por parte de supostos partidários do governo que chamam os manifestantes de traidores e de agentes do xiita Irã.
O líder do maior bloco político xiita, xeque Ali Salman, afirmou que não há pedidos por um papel do islã na política. “Não estamos buscando um governo religioso como o do Irã, mas queremos um governo civil que represente xiitas e sunitas”, afirmou em uma entrevista coletiva.
O grupo, o Al Wefaq, tem 18 cadeiras em um Parlamento composto por 40, mas boicotou a Casa em protesto pela violência contra os manifestantes.

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O Brasil e os árabes


Como se comportará a diplomacia brasileira diante do clamor recente dos povos árabes?

Igor Gielow
Folha de São Paulo

BRASÍLIA – O mundo árabe está em polvorosa com a rápida e relativamente indolor queda do regime na Tunísia. Apressados já veem até o fim iminente das autocracias.
Menos, menos. Primeiro, porque os processos são diferentes. O Egito enfrenta uma sucessão complicada, o resto do Norte da África corre riscos tunisianos, o Líbano está a se desintegrar como sempre. Nem vale citar o imbróglio Israel-Palestina, no qual o Brasil tem lado definido contra Tel Aviv, ou o inexpugnável mamute saudita.
Segundo, não interessa ao Ocidente que as ditaduras ditas benignas que apoia sejam levadas de roldão. Já pensou se a massa resolve colocar no lugar dos “sinhôs” algo parecido com o Hamas em Gaza? Isso sem contar extremismos inspirados pela Al Qaeda. Um pepino.
E o Brasil com isso? O Itamaraty terá oportunidade de colocar em prática um instrumento dos triunfais anos de conquista mundial de Lula, o fórum América do Sul-países árabes, e testar a declarada nova prioridade aos direitos humanos.
O campo de provas será a reunião do fórum em fevereiro, no Peru. Desde sua criação, em 2005, estamos no zero a zero. O Brasil adulou várias ditaduras em busca de votos para seus pleitos, mas não ganhou nada. Até passou o constrangimento de apoiar um egípcio incendiário de livros para a Unesco no lugar de um brasileiro íntegro.
Do ponto de vista dos mascates, há um sucesso relativo. O país saiu de um superavit de US$ 308 milhões com os 22 países da Liga Árabe, em 2002, para US$ 5,6 bilhões, em 2010. Só que o fluxo comercial árabe-brasileiro significa apenas 4,8% do nosso total.
País com mais de 12 milhões de descendentes árabes, o Brasil tem uma chance de ouro de buscar influenciar algo além de sua esfera natural de atuação. A melhor opção de ação certamente repousa em algum lugar entre os ditadores de plantão e a rua -e seus riscos.

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Liga Árabe e Vaticano condenam evangélico dos EUA que planeja queimar Alcorão


08/09/2010 – 10h12

Jones: o polêmico pastor conclama fiéis para queima de corões em 11/09.


Folha de São Paulo

O Vaticano e a Liga Árabe juntaram-se nesta quarta-feira às diversas autoridades mundiais que criticaram os planos do pastor evangélico americano Terry Jones de queimar cópias do Alcorão –o livro sagrado do Islã– durante um protesto aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
O plano seria uma “grave ofensa contra um livro considerado sagrado por uma comunidade religiosa”, advertiu o Vaticano. Já para o chefe do grupo das nações árabes, Amr Musa, o líder deve ser classificado como um “fanático”.
O Conselho Pontifício do Vaticano para o Diálogo Interreligioso, o equivalente a um ministério, expressou “intensa preocupação com o projeto de um “Koran Burning Day” ["Dia de Queimar o Alcorão", em tradução livre] no dia 11 de setembro”, aniversário dos atentados de 2001 nos Estados Unidos.
“Cada religião, com seus livros sagrados, seus locais de culto e símbolos, merece respeito e proteção”, afirma um comunicado do conselho.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, qualificou como um “fanático” o pastor evangélico americano. “Há uma crescente maioria nos Estados Unidos contra este fanático”, disse.
“Nós queremos ver a reação das pessoas educadas nos Estados Unidos contra o enfoque destruidor deste fanático”, completou Musa.

ADVERTÊNCIAS
Apesar das advertências e apelos da Casa Branca, Vaticano, Irã e do comandante das tropas internacionais no Afeganistão, o pastor anunciou na terça-feira que queimará o Alcorão no 9º aniversário dos atentados de 11/9, e defendeu um dia internacional de queima do livro sagrado dos muçulmanos.
Os planos causaram reação em vários nomes de alto escalão –incluindo o comandante das tropas americanas no Afeganistão, David Petraeus, e o chefe da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen.
A Casa Branca afirmou em comunicado que o projeto coloca em risco as tropas americanas no Afeganistão –mesmo tom das críticas de Petraeus. O chefe das tropas americanas no Afeganistão advertiu que a queima do livro sagrado “pode causar problemas significativos” para as forças americanas em países muçulmanos e com certeza será utilizada pelos militantes para alimentar o ódio aos americanos.
Petraeus disse ainda que se a queima for realizada, “a segurança de nossos soldados e civis estarão em um perigo maior e nossa missão se tornará mais difícil”.

PROTESTOS
Ainda na segunda-feira (6) centenas de pessoas fizeram uma manifestação em Cabul, capital afegã, em um protesto contra os planos de Jones. Os protestos levaram ainda milhares de pessoas a se manifestarem em torno da Embaixada dos EUA em Jacarta, na Indonésia.
A Associação Nacional de Evangélicos organizou uma “congregação para a paz” entre cristãos, muçulmanos, judeus e hindus para uma vigília na véspera do 11 de setembro.
Jones disse entender os protestos, mas ratificou seus planos e afirmou que os EUA “enfrentam um inimigo com o qual não se pode dialogar e ao qual deve se mostrar força”.
O pastor afirma ter recebido mais de cem ameaças de morte desde que anunciou, em julho passado, seus planos de queimar o livro sagrado do islamismo e que começou a usar uma pistola calibre 40 na cintura.
“Nós pensamos que é hora de virar a mesa e, em vez de possivelmente nos culpar pelo que aconteceria, colocarmos a culpa onde pertence –nas pessoas que fariam”, defende Jones. “E talvez em vez de falar de nós, devêssemos falar do islamismo radical e enviar um alerta bem claro que que não devemos ser retaliados de forma alguma”.

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