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Rússia critica extradição de “mercador da morte” para EUA


16/11/2010 – 10h44

Viktor Bout: acusado de ser o maior traficante de armas, será extraditado para os Estados Unidos.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Folha de São Paulo

O ministério russo das Relações Exteriores afirmou, nesta terça-feira, que a extradição da Tailândia para os Estados Unidos do traficante de armas Viktor Bout, o “mercador da morte”, é “ilegal”.
Nas palavras do governo russo, a transferência seria “carente de explicação racional” e determinada por uma “pressão sem precedentes” dos Estados Unidos.
Nesta terça-feira, Bout segue em viagem da Tailândia aos Estados Unidos, onde será julgado por crimes de terrorismo e de venda de armas à guerrilha colombiana.
“Não há dúvida alguma que a extradição ilegal de Bout é produto da pressão política sem precedentes exercida pelos Estados Unidos sobre o governo e a justiça da Tailândia”, diz o comunicado ministerial.
“Do ponto de vista do direito, o que acontece é carente de explicação e de justificativa racional”, define o anúncio oficial.
Desde 2008, estava pendente uma decisão final da corte tailandesa sobre a extradição de Bout para os Estados Unidos. Americanos e russos travavam uma discussão diplomática, pois Moscou queria a inocência do acusado e seu retorno à Rússia enquanto Washington pretendia condená-lo por supostamente tramar assassinatos de cidadãos americanos.
EMPRESÁRIO
Bout afirma ser um honrado empresário, fala seis idiomas e é conhecido por oito nomes diferentes. Ele nega envolvimento no tráfico ilegal de armas e diz que transporta cargas. Segundo os serviços de inteligência ocidentais, o suposto traficante aproveitou o fim da União Soviética para comprar –de generais corruptos e a baixo preços– arsenais inteiros na Bulgária, Moldova e Ucrânia. As armas eram vendidas então em regiões de conflito.
A Anistia Internacional afirma que ele chegou a operar uma frota de mais de 50 aviões que transportavam armas por todo o continente africano, onde conseguiu até mesmo evitar um embargo internacional para fazer negócios com Charles Taylor, ex-presidente da Libéria que atualmente está sendo julgado em Haia por crimes de guerra.
Segundo o FBI (Polícia Federal americana), Bout também tentou adquirir uma bateria antiaérea e conspirou para assassinar cidadãos americanos ao fornecer armas para a rede terrorista Al Qaeda.
Sua fama inspirou o filme de Hollywood “O Senhor das Armas”, protagonizado por Nicolas Cage em 2005.

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Tribunal tailandês paralisa extradição do Mercador da Morte para os EUA


04/10/2010 – 07h52

Viktor Bout, considerado o maior traficante de armas do mundo, no momento em que foi preso em Bankog.


Folha de S. Paulo

Um tribunal de Justiça de Bancoc, na Tailândia, decidiu não retirar as acusações adicionais contra o suposto traficante de armas russo Viktor Bout, conhecido como Mercador da Morte, e paralisou assim sua extradição para os Estados Unidos.
Bout, ex-piloto e agente da KGB (o serviço secreto soviético), foi detido em março de 2008, no luxuoso hotel Sofitel de Bancoc, por membros da agência antidroga dos EUA que se faziam passar por compradores de armas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
As autoridades tailandesas se disponibilizaram em princípio a processá-lo por um delito de apoio ao terrorismo, mas desistiram perante a falta de provas. A extradição aos EUA havia sido decidida em 20 de agosto passado, sob duras críticas da Rússia que chamou o veredicto de politico.
A magistratura rejeitou agora o pedido dos EUA, feito em fevereiro passado, para retirar as novas acusações de fraude e lavagem de dinheiro. Os EUA queriam que a Tailândia desistisse das acusações para acelerar a extradição de Bout ao país, onde enfrentará acusações de terrorismo.
Bout apelou da decisão de agosto de extraditá-lo, argumentando que sua vida correria risco nos EUA. Ele chegou à corte nesta segunda-feira em uma van blindada, sob forte segurança e com colete a prova de balas.
PERFIL
Bout afirma ser um honrado empresário, fala seis idiomas e é conhecido por oito nomes diferentes. Ele nega envolvimento no tráfico ilegal de armas e alega que estava envolvido apenas no transporte das cargas. Segundo os serviços de inteligência ocidentais, o suposto traficante aproveitou o fim da União Soviética para comprar de generais corruptos e a baixo preços, arsenais inteiros na Bulgária, Moldova ou Ucrânia, para vendê-los a regiões de conflito, principalmente à África.
O Mercador da Morte se transformou no principal provedor de armas para as guerras em Serra Leoa, Angola e República Democrática do Congo. Bout teria fornecido ao menos 800 mísseis, 5.000 fuzis AK-47, minas e explosivos C-4 às Farc.
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional afirma que ele chegou a operar uma frota de mais de 50 aviões que transportavam armas por todo o continente africano, onde conseguiu até mesmo evitar um embargo internacional para fazer negócios com Charles Taylor, ex-presidente da Libéria e notório “senhor da guerra”, que atualmente está sendo julgado em Haia por crimes de guerra.
Sua fama inspirou o filme de Hollywood “O Senhor das Armas”, cujo protagonista, interpretado por Nicolas Cage, relata orgulhoso que aproveitou a queda da União Soviética para ganhar muito dinheiro com os arsenais que adquiriu mediante subornos a generais corruptos.
Segundo o FBI (Polícia federal americana), Bout também tentou adquirir uma bateria antiaérea e conspirou para assassinar cidadãos americanos ao fornecer armas para a rede terrorista Al Qaeda.

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Rússia poderá vender US$5 bi em armas à Venezuela, diz Putin


Seg, 05 Abr, 01h27
MOSCOU (Reuters)

Hugo Chávez e Evo Morales: armas contra o Tio Sam

- As vendas de armamentos russos para a Venezuela poderão chegar a um total de 5 bilhões de dólares, disse o primeiro-ministro Vladimir Putin nesta segunda-feira, depois de retornar de uma visita à nação sul-americana.
Putin encontrou-se na sexta-feira com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Caracas, para discutir uma cooperação nos setores de petróleo, defesa e energia nuclear, mas nenhum novo acordo para venda de armas foi firmado.
Os Estados Unidos frequentemente demonstram preocupação com a venda de armas russas para a Venezuela, um dos maiores críticos de Washington na América Latina.
Chávez diz que o aumento de seu arsenal tem como objetivo conter um planejado crescimento militar norte-americano na Colômbia, principal aliado dos EUA na região e vizinha da Venezuela.
“Nossa delegação acaba de voltar da Venezuela e o volume total de pedidos pode superar os 5 bilhões de dólares”, disse Putin, segundo agências de notícias russas, numa reunião com empresários do setor bélico.
Putin afirmou que o valor inclui uma linha de crédito de 2,2 bilhões de dólares para a compra de armas russas concedida pelo governo de Moscou a Chávez durante visita do presidente venezuelano em setembro.
Com esse montante serão adquiridos tanques T-72 e um avançado sistema anti-aéreo S-300, segundo a agência de notícias RIA. As reportagens não continham mais detalhes.
Nos últimos anos a Venezuela comprou mais de 4 bilhões de dólares em armas da Rússia, desde caças de combate Sukhoi até fuzis Kalashnikov.

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Bolívia pedirá US$ 100 milhões à Rússia para comprar equipamento militar


Publicado no site da Yahoo pela Agência EFE

Sex, 02 Abr, 02h40

Militares bolivianos: a defesa do país diante de um possível aumento de bases americanas no continente.

La Paz, 2 abr (EFE).- A Bolívia quer conseguir junto à Rússia um crédito superior a US$ 100 milhões para a compra de equipamento militar de logística, com o objetivo de também adquirir helicópteros para tarefas de defesa civil.

O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, disse à imprensa que o presidente do país, Evo Morales, retomará o assunto na reunião que terá hoje com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, em Caracas.

Linera lembrou que a Bolívia tenta obter desde 2009 um empréstimo de até US$ 100 milhões para “repor material” das Forças Armadas e para a compra de veículos militares.

O Governo de Evo Morales esclareceu que o plano de equipamento e modernização das Forças Armadas não é para provocar seus vizinhos, mas para defender a unidade do país e seus recursos naturais.

Uma parte do empréstimo russo servirá também para financiar a compra de um novo avião presidencial que será fabricado pela empresa estatal russa Ilyushin Finance Co.

Morales também se reunirá com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para conversar sobre temas bilaterais de caráter comercial.

Nota do D’Incao: com um efetivo de apenas 31.000 soldados, contando com apenas forças terrestres, o exército boliviano sente a necessidade de se aparelhar diante da nova polarização esquerda-direita que toma grande vulto na América Latina. A Rússia, tentando manter influência na política mundial, ajuda de bom grado.

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