Tag Histórico | "atentado"

Tags: ,

Atentados em santuário sufista matam ao menos sete no Paquistão


07/10/2010 – 15h12

Os sufistas seguem uma linha mais moderada e mística do islamismo.


Folha de São Paulo

Um duplo atentado num santuário em Karachi, a cidade mais populosa do Paquistão, com 15 milhões de habitantes, deixou ao menos sete mortos e vários feridos, informou a emissora Express TV.
Um oficial da polícia, Mohammad Nasim, confirmou o balanço de mortos e contou que “mais de dez pessoas ficaram feridas. Estamos recebendo informações e tememos haver mais vítimas”.
Após os ataques, gangues queimaram pneus e ônibus no centro da cidade.
As explosões no santuário de Abdullah Shah Ghazi acontecerem na noite desta quinta-feira no horário local, uma das horas de maior movimento para santuários sufistas em todo o país.
Os sufistas paquistaneses têm sido alvo de militantes islâmicos, cujas interpretações do islã são muito mais ortodoxas e não toleram os aspectos místicos praticados pelos sufistas.
REJEIÇÃO
O duplo atentado chega no mesmo dia em que o Paquistão disse não pretende reabrir uma importante rota de suprimento às forças internacionais no Afeganistão, apesar do pedido de desculpas dos EUA pela morte de dois soldados paquistaneses em incursões na semana passada.
Segundo o porta-voz da Chancelaria paquistanesa, Abdul Basit, Islamabad ainda está avaliando a situação e tomará uma decisão “no seu devido tempo”.
No último dia 30, a passagem de Torkham, rota mais importante para o abastecimento das tropas da Otan (aliança militar ocidental) no vizinho, foi fechada pelo Paquistão em protesto contra as mortes, ocorridas no mesmo dia em um ataque de helicóptero.
Ontem, a embaixadora dos EUA em Islamabad, Anne Patterson, se desculpou pelas mortes e disse que os soldados foram confundidos com insurgentes que as forças da Otan perseguiam. Na segunda, o secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, também já havia feito um mea-culpa.
As desculpas não foram, no entanto, consideradas suficientes pelo Paquistão, que voltou a criticar as incursões em seu território e os ataques de aviões-robô contra insurgentes, que frequentemente vitimam civis, minando o apoio ao combate ao Taleban.
“Achamos que [os ataques de aviões-robô] são contraproducentes e uma violação da nossa soberania e não servem aos interesses estratégicos mais amplos, sobretudo aos nossos esforços por ganhar corações e mentes”, disse Basit. “Esperamos que os EUA revejam sua conduta.”
ATAQUES
O fechamento da passagem deixou comboios inteiros parados ou obrigados a buscar rota alternativa mais ao sul –de mais difícil acesso–, tornando-os alvo de ataques de insurgentes abrigados na região.
Apenas ontem, cerca de 70 caminhões caminhões de abastecimento da Otan foram incendiados em ataques.
Trata-se do quinto ataque em uma semana em território paquistanês contra caminhões de reabastecimento das forças da Otan no Afeganistão, informou.
Cerca de 6.000 veículos com abastecimento para a Otan se encontram atualmente parados em diferentes áreas do Paquistão por causa do bloqueio, segundo fontes do setor citadas pela Express.

Popularity: 4% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , , ,

Atentado de separatistas curdos mata ao menos cinco pessoas na Turquia


Folha de São Paulo

Investigador turco analisa ônibus atingido próximo a Ancara, capital da Turquia.

Uma bomba escondida em uma estrada na capital da Turquia matou ao menos cinco pessoas que estavam em um ônibus militar nesta segunda-feira.
A autoria do ataque — o pior ocorrido em Istambul desde 2008, quando duas bombas mataram 17 pessoas — foi assumido por separatistas curdos, que lutam por um Estado independente no sul do país.
O artefato explosivo foi detonado perto de um complexo de alojamentos militares no distrito de Halkali. Entre os mortos estão três sargentos, um soldado e uma garota de 17 anos. Cerca de 14 pessoas ficaram feridas.
“Isto foi um ataque terrorista e seu objetivo é claro — criar divisões, tensões e desespero”, disse Huseyin Avni Mutlu, governador de Istambul.
As autoridades aumentaram a segurança em todo o país, temendo ataques suicidas ou contra turistas, como já aconteceu no passado. O ministro da Energia turco, Taner Yildiz, disse que foi reforçado o controle nos dois maiores oleodutos do país.
Logo após os ataques com bombas o primeiro-ministro turco disse que seu país manterá a “luta contra o terrorismo” com firmeza e insistiu que o governo dará apoio total ao Exército para combater os rebeldes. “Não vamos nos render à esta linguagem de violência”, disse.
Para Erdogan não há dúvidas de que militantes curdos estejam por trás dos atentados. O grupo Falcões da Liberdade do Curdistão assumiu a autoria do ataque.
“Esta ação planejada por nós foi direcionada contra um veículo militar. As forças de segurança turcas já usaram civis como escudos no passado e o Estado turco é completamente responsável pela perda de vidas de civis nesta ação”, disse o grupo em comunicado.
As autoridades acreditam que os extremistas tenha ligação com os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerados como “terroristas” pela Turquia e pelos EUA.
Ofensiva
Onze soldados turcos morreram neste sábado (19) em dois ataques de rebeldes curdos, os mais intensos dos últimos dois anos. Um primeiro ataque foi praticado por um grupo de rebeldes na noite de sexta-feira (18) contra um posto militar próximo a Semdinli, no extremo sudeste da Turquia, na fronteira iraquiana, matando oito soldados e ferindo 14, segundo um comunicado do Exército.
Caças turcos bombardearam posteriormente diversas posições do PKK no norte do Iraque, onde essa organização possui bases de retaguarda.
Na segunda-feira (21) duas delegacias foram atacadas na noite na província sudeste de Diyarbakir, deixando um soldado morto e outros dois feridos.
As baixas levaram o governo de Ancara a convocar uma reunião de segurança de emergência na segunda, quando foi anunciada a decisão de enviar mais tropas e intensificar a luta contra os militantes do PKK.
De acordo com a agência estatal Anatolian, tropas de elite do Exército turco cercaram rebeldes curdos numa operação ao longo da fronteira com o norte do Iraque, onde fica localizada a maioria das bases dos militantes curdos.
A operação turca incluiu o bombardeio com metralhadoras na região montanhosa das Províncias de Hakkari e Sirnak, onde há suspeitas de núcleos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), indicaram fontes militares. “O PKK é um inimigo comum da Turquia e dos Estados Unidos”, disse o embaixador americano na Turquia, James Jeffrey.
Minoria
Erdogan sinalizou que mais direitos culturais devem ser garantidos à minoria curda. Recentemente o governo turco permitiu cursos de idiomas, abriu escolas e permitiu a transmissão de programas da televisão estatal turca em curdo.
“Nós vamos continuar agindo com responsabilidade e bravura pelas próximas gerações. Não faremos concessões quanto à democracia, apesar dos atos terroristas e de sabotagem”, disse o primeiro-ministro.
“Se cancelarmos o processo de abertura, os terroristas, chefes de gangues e vampiros que se alimentam do sangue dos jovens venceriam”, acrescentou.

Popularity: 6% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , , , ,

Coelhinho da Páscoa


segunda-feira, 5 de abril de 2010 | 11:16 – Folha de São Paulo – Tony belloto

Domingo o coelhinho da Páscoa me deixou um recado estranho. Uma foto de Dzhennet Abdurakhmanova. Ela é uma menina de 17 anos suspeita de ser uma das mulheres-bomba que se detonaram no metrô de Moscou e mataram, além de si próprias, mais de 40 pessoas.

Estou tentando entender que tipo de mensagem o coelhinho da Páscoa quis me passar com essa foto. Em primeiro lugar, eu não acredito no coelhinho da Páscoa. Estranho que ele queira provar sua existência de forma tão chocante. Estaria me pedindo socorro? Deve ser terrível para o coelhinho ver que meninas de 17 anos estão matando a si mesmas, e a muitos outros inocentes, em nome de fanatismo religioso e político. Meninas de 17 anos deveriam estar comendo ovinhos de chocolate, não explodindo estações de metrô. E em nome de quê, mesmo? Passo a você o problema. Me ajude a resolver essa questão, por favor. Depois te envio um chocolate, juro. É só mandar o endereço pela seção de comentários.

Vamos olhar com atenção, nós dois, a foto de Dzhennet. É uma criança vestida de negro segurando uma arma. Seu rosto não expressa ira, raiva, desejo de vingança ou mesmo consciência de qualquer espécie. Um pouco de arrogância, talvez. Mas aquela arrogância inconsequente comum em adolescentes. Observo na expressão de Dzhennet quase uma inocência, embora seu rosto guarde um sorriso velado, ao mesmo tempo sutil e desafiador.

Em vez da arma, Dzhennet poderia estar segurando um brinquedo. Ou um cgarro. Um livro. Um violão, uma raquete de tênis. Ao lado dela vemos um homem mais velho, mas ainda um jovem, também empunhando uma arma. As notícias dizem que era seu noivo e foi morto por tropas russas na Tchechênia. O que leva uma menina como Dzhennet a tomar uma atitude como essa? Matar-se, levando junto um monte de gente inocente? Doutrinação? E em nome de quê, mesmo? É intrigante que na Páscoa, festa cristã que celebra a ressurreição de Cristo, o coelhinho tenha me enviado a foto de Dzhennet. O que ele quis dizer com isso?

Opinião do D’Incao:
Menos, Tony Belloto. Resumir um problema tão significativo quanto o do terrorismo à idolatria por essa banda insossa é ignorância.

Popularity: 3% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, História, capaComments (1)

Tags: , , ,

Grupo islamita Emirado do Cáucaso reivindica atentados na Rússia


Da France Presse, publicado em 31/03/10

O chefe do movimento islamita Emirado do Cáucaso, Doku Umarov, reivindicou o duplo atentado suicida que deixou 39 mortos na segunda-feira no metrô de Moscou, informou nesta quarta-feira o Centro Americano de Vigilância de Páginas Islâmicas na Internet (SITE).

A informação foi confirmada pelo site pró-separatista checheno Kavkazcenter.

“Doku Umarov, líder do Emirado Islâmico do Cáucaso, reivindicou a responsabilidade pelos atentados à bomba de 29 de março contra o metrô de Moscou em um vídeo falado em russo em 31 de março de 2010″, informou o SITE.

Esta foi a primeira reivindicação de autoria dos ataques ao metrô que mataram 39 pessoas. No entanto, a autenticidade do vídeo não pôde ser confirmada independentemente.

O Centro Kavkaz, braço midiático dos combatentes chechenos, publicou o vídeo e informou, em uma mensagem em inglês, que “Umarov declarou o duplo atentado suicida como uma retaliação às mortes de chechenos e inguches em Arshty, uma cidade na fronteira entre a Chechênia e a Inguchétia, em 11 de fevereiro”, acrescentou o SITE.

“Umarov indicou que os ataques ao metrô foram organizados sob sua ordem pessoal e que os ataques na Rússia continuarão”, acrescentou o grupo de monitoramento americano.

Acompanhe o histórico do conflito no Cáucaso

Por Luís Paulo Domigues
opinião do D’Incao Instituto de Ensino

etnias-caucaso_grande

As bombas que explodiram segunda-feira (29.03) em Moscou não são diferentes de todos os outros atentados que a Rússia teve que suportar – ou escolheu suportar – em sua história. No olho do furacão, vemos a própria Rússia e a Cechênia, uma das repúblicas que Moscou escolheu manter sob seu domínio após a derrocada do regime soviético. De cultura e maioria islâmica, a Chechênia, assim como grande parte do emaranhado de pequenas repúblicas longínquas que compõe o Cáucaso, pleiteia sua independência há mais de cem anos.

No entanto, a região é rica em petróleo e os oleodutos que transportam a produção russa transformam sua montanhas em terrenos extremamente estratégicos para a economia e a política do Kremlin.

A solução para o empasse está longe do fim (se é que um dia terá fim). Vladmir Putin, primeiro-ministro da Rússia – e quem tem o poder de governar o país de fato, mais do que o presidente Medvedev -, não entregará os oleodutos aos chechenos e nem a qualquer outro país caucasiano. Mais uma vez, aquilo que deveria ser o tesouro de uma região transformou-se em sua desgraça.

Os atentados vão continuar, assim como as retaliações sangrentas da Rússia.

Leia a história da região completa

História de Caucaso

Popularity: 4% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , ,

Mulheres-bomba atacam metrô de Moscou e matam 38


Seg, 29 Mar, 11h32

Publicado na Folha On line

obs: leia a notícia do atentado e leia um resumo da história do conflito entre a Rússia e os países do Cáucaso.

MOSCOU (AFP) – Pelo menos 38 pessoas morreram em dois atentados nesta segunda-feira em estações de metrô de Lubianka e Park Kultury, no centro de Moscou, atribuídos pelas autoridades russas a duas mulheres-bomba vinculadas a grupos insurgentes islâmicos do Cáucaso.
O balanço mais recente é de 38 mortos e pelo menos 64 feridos, nos ataques mais sangrentos cometidos na capital russa desde 2004, segundo o ministério das Situações de Emergência.
“Segundo as primeiras informações, as duas explosões foram cometidas por mulheres-bomba”, afirma um comunicado dos Serviço de Inteligência russos (FSB, antiga KGB).
A notícia sobre as mulheres-bomba já havia sido antecipada pelo prefeito de Moscou, Iuri Lujkov.
Os atentados foram provavelmente executados por “grupos terroristas” vinculados aos insurgentes do Cáucaso, afirmou o diretor do FSB, Alexander Bortnikov.
“Segundo a versão preliminar, os atentados foram cometidos por grupos terroristas vinculados à região do Cáucaso Norte. Privilegiamos esta versão”, declarou Bortnikov.
Os serviços de inteligência russos acreditam que as duas mulheres-bomba que detonaram explosivos nas estações do metrô moscovita eram naturais desta região, uma parte da Rússia majoritariamente muçulmana, cenário de uma violenta insurgência nos últimos anos.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.
“A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim”, afirmou Medvedev durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.
“Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos”, afirmou o primeiro-ministro do país, Vladimir Putin, durante uma visita à cidade siberiana de Krasnoyarsk.
“Os terroristas serão aniquilados”, completou.
O primeiro atentado aconteceu às 7H57 (0H57 de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka.
A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes e pessoas caídas em desgraça durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury às 8h40 (1H40 de Brasília).
“Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka”, disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.
A polícia também procura duas mulheres que acompanharam as suicidas até o metrô, segundo fontes dos serviços de segurança.
Os atentados aconteceram em duas estações da mesma linha. As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.
Na Praça Lubianka, os sobreviventes ligavam para os familiares para relatar o acontecido.
Moscou registrou nos últimos 10 anos uma série de explosões mortais reivindicadas por militantes da causa chechena – uma república do Cáucaso -, mas nos últimos anos os atentados se tornaram menos frequentes.
O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.
Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes.
As autoridades estrangeiras condenaram rapidamente os atentados.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama chamou os ataques de “atos monstruosos”.
“O povo americano é solidário com o povo da Rússia na oposição ao extremismo e aos atrozes atentados terroristas que demonstram tal indiferença à vida humana, e condenamos estes atos monstruosos”, afirma Obama em um comunicado.
O presidente americano expressou ainda “profundas condolências” ao povo da Rússia após a “terrível perda de vidas e de feridos”.
O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que “nada pode justificar tais ataques contra civis inocentes”.
“A União Europeia (UE) apoia firmemente a Rússia no combate ao terrorismo sob todas as formas”, declarou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.
A chanceler alemã Angela Merkel disse ter recebido com “consternação e horror” a notícia.
O presidente francês Nicolas Sarkozy condenou os atentados “odiosos e covardes”.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o chefe de Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, também enviaram mensagens de condolências ao presidente Medvedev.

Textos relacionados:
Grupo islamita Emirado do Cáucaso reivindica atentados na Rússia

Popularity: 1% [?]

Postado emAtualidadesComments (0)

  • Populares
  • Novos
  • Comentários
  • Tags
  • Assine
Advertise Here