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Ex-guerrilheiro é eleito prefeito na cidade de Bogotá


31/10/2011 – 07h49

Gustavo Petro: ex guerrilheiro chega ao governo de Bogotá pelo voto popular.

Folha de São Paulo
DA REUTERS

Os colombianos elegeram no domingo o ex-guerrilheiro Gustavo Petro para prefeito da capital, Bogotá, o segundo mais importante posto do país, depois da presidência, de acordo com dados preliminares da apuração. A votação transcorreu com tranquilidade, sem a violência que marcou a campanha eleitoral.
Petro, conhecido por sua militância anticorrupção e por ter integrado o extinto grupo rebelde M-19, obteve 32% dos votos, tendo sido apuradas 84% das urnas. Seu principal adversário, Enrique Penalosa, apoiado pelo ex-presidente Alvaro Uribe, ficou com 25% e admitiu a derrota.
Petro, que assumirá o cargo em janeiro, disse que sua vitória mostra que a reconciliação é possível na Colômbia, país afetado pela violência da guerrilha e do narcotráfico.
A eleição dele foi um revés para Uribe, que deixou a presidência 14 meses atrás com 75% de aprovação e depois disso vem se mantendo nos bastidores como figura política influente.
A campanha eleitoral foi marcada pela violência, tendo sido mortos 41 dos 100 mil candidatos. As guerrilhas de esquerda e gangues custeadas por traficantes de drogas são acusadas de terem fomentado a violência, ao tentar assegurar a eleição de seus candidatos favoritos.

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A volta dos trogloditas


A Ministra Chefe da Casa Civil: perpetuação do troglodita político.

Clóvis Rossi

FOLHA DE S. PAULO

SÃO PAULO – Até acreditei quando, tempos atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não haveria “trogloditas” na campanha eleitoral deste ano. Entre os candidatos talvez não haja mesmo. Mas o próprio presidente incumbiu-se de introduzir uma boa dose de “trogloditismo” com a sua pregação a favor da extinção do DEM.

É verdade que Jorge Bornhausen, o então presidente do partido, quando ainda não se chamava DEM, havia feito afirmação bastante semelhante no auge do escândalo do mensalão.

Mas o que se espera de um presidente da República é que contribua para elevar o nível do debate político em vez de fazê-lo retroagir à era das cavernas.

Já Erenice Guerra dá sua inestimável contribuição para a baixaria ao esquivar-se de explicações no caso em que sua família foi envolvida, preferindo a velhíssima tática, tão cara ao PT, de partir para o ataque como melhor defesa.

Foi o que sempre fez o lulo-petismo, inclusive no caso do mensalão: inventaram uma suposta conspiração da mídia, quando o que havia era uma conspiração dos fatos. Tanto que o próprio Lula foi à televisão para pedir desculpas pelo que o partido fizera.

Ao afirmar em nota oficial que há uma “impressionante e indisfarçável campanha de difamação”, a chefe da Casa Civil apenas repete a teoria da conspiração.

Pior: atribui a campanha a um candidato “aético e já derrotado”. Todo candidato, vitorioso ou derrotado, tem a obrigação -assim como a mídia independente- de cobrar explicações de todo governo, popular ou não.

Foi, por exemplo, o que o PT de Lula, derrotado então, não parou de fazer com Fernando Collor.

Ou, depois, também derrotado, com Fernando Henrique Cardoso. O governo de Lula e Erenice pode ser imensamente popular, mas não é inimputável.

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Piada sinistra


RUY CASTRO

Folha de São Paulo

Humorista apanhando no congresso: falta proibir os políticos piadistas.

RIO DE JANEIRO – Os programas de humor da TV estão proibidos de fazer imitações, sátiras e gozações com os candidatos às próximas eleições. Essa piada sinistra (copyright Nelson Rodrigues) atende pelo nome fantasia de resolução 23.191/2009 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas a palavra correta é censura. O texto veta qualquer fala ou cena que “degrade ou ridicularize candidato, partido político ou coligação”.
Isso dobra a responsabilidade dos candidatos a presidente, governador, deputado ou senador. Por causa da resolução, caberá exclusivamente a eles a função de degradar a si próprios ou de se ridicularizarem uns aos outros. O que eles já fazem o ano inteiro, certo. Mas, agora, com a mordaça aos humoristas, terão de ser comediantes em tempo integral.
O apoio de Fernando Collor a Dilma Rousseff, por exemplo, cumpre as funções citadas acima e também o inverso delas -a aceitação desse apoio, idem. E os apitos emitidos pelo deputado Indio da Costa, vice de Serra, sobre supostas ligações do PT, também dispensam a intervenção de meus amigos do “Casseta & Planeta” -os sobressaltos que Indio provoca em Serra já são hilariantes por si.
Na verdade, não ficaremos sem o humor político na TV. O horário gratuito obrigatório preencherá esta lacuna. Pena que, escrito por redatores de quinta e interpretado por canastrões, sua capacidade de fazer graça logo se esgotará. Em poucos dias, ao vê-lo surgir na tela, empatando a programação, o normal será que o telespectador desligue a TV e saia chutando baldes.
Mas nem tudo está perdido. As gozações, sátiras e imitações, assim como graves acusações, com ou sem fundamento, continuarão a circular -na internet. E, se conseguirem censurar a internet, sempre restarão as esquinas e os botecos, que é onde o povo exerce o seu irreprimível humor político.

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Voto de protesto e voto folclórico: péssimas opções


Você que vai votar em outubro, fuja dos votos folclóricos, do tipo Maluf, Clodovil e companhia.


Maluf: de defensor apaixonado da extrema direita à caricatura mais fiel do político ladrão – mesmo assim, atraindo votos.

Por Luís Paulo Domingues (D’Incao On Line)

Desde que eu era pequeno, só ouço o nome do Maluf envolvido em processos judiciais. As propagandas sobre suas grandes obras em São Paulo se esvaziam quando a imprensa noticia que foram exatamente essas obras as maiores causas de seus imbróglios na justiça. Nos últimos tempos, com a nossa polícia federal e o Ministério Público muito mais atuantes, a situação do Maluf piorou muito, a ponto de ter sido preso e mantido na cadeia por uns dias.

É claro que ele não tem a mínima intenção de fazer alguma coisa no Congresso, onde atualmente é deputado. O negócio do Maluf é o poder executivo. É como prefeito, governador e (batam na madeira três vezes) presidente que suas ambições doentias – ainda que muito bem planejadas – se cristalizam.

De uns tempo pra cá, Maluf tornou-se uma figura folclórica. As pessoas riem de suas aventuras e desventuras, torcem por ele ou por sua prisão, cerram fileiras em seu exército de seguidores ou no exército oposto, que vive de achincalhá-lo. E assim, nós eleitores vamos assistindo, aplaudindo, e sempre sendo coadjuvantes do nosso próprio espetáculo.

Existem muitos “Malufs” no Brasil. O Paulo é só um símbolo do coronelismo urbano paulista. Ele foi eleito com uma enxurrada de votos, mas desta vez os votos não vieram da ala do “rouba mas faz”. Essa espécie de eleitores, graças a Deus, está em franca extinção. Os votos vieram de sua peculiaridade folclórica. É nessas pessoas, que costumam “provocar barracos” em público, que os indecisos e os que nunca pensaram em se decidir acabam votando. E com este tipo de pensamento: “-Ah, se eu sou obrigado a votar, vai o Maluf que já tá aí na mídia mesmo.”

A prova disso é a eleição do finado Clodovil. É óbvio que entre Clodovil e Maluf há diferenças oceânicas. Maluf precisava do cargo por causa da imunidade parlamentar, já que é réu em “trocentos” processos; Clodovil precisava de um novo emprego. Clodovil é quem processava os outros, geralmente programas e redes de TV que usaram sua imagem e/ou ficaram lhe devendo na época em que trabalhava nessas empresas.

O salário de deputado federal é menor que o de um apresentador de TV, mas como Clodovil já havia passado por todas as emissoras e brigado com a direção de todas elas, não deixa de ser um grande quebra galho. O mais legal é que ele nunca fez questão de esconder isso (que fazia tudo pela grana). Uma vez, diante da recorrente pergunta “o dinheiro traz felicidade?”, Clodovil respondeu: “-Pode até não trazer, mas eu prefiro chorar dentro de uma Mercedes do que dentro de um ônibus lotado”.

Os eleitores que escolheram Clodovil e Maluf também o fizeram para protestar, como quando os cariocas votaram em um hipopótamo chamado Cacareco. Clodovil e Maluf são os Cacarecos da era das urnas eletrônicas. O problema é que Cacareco (o hipopótamo) foi impedido de tomar posse, mas Maluf assumiu seu cargo e está legislando – pelo menos é o que se supõe – sem problema algum.

Outros candidatos folclóricos, eleitos por suas ações e identidades pitorescas, foram Enéas (que também já passou desta pra melhor) e Frank Aguiar. Não é possível crer que o Enéas fez ou pretendia fazer alguma coisa pelo Brasil (algo que ultrapassasse sua contribuição quixotesca à indústria do entretenimento). É claro, portanto, que votar no Enéas é uma atitude de protesto.

E o “Cãozinho dos teclados”? Também foi eleito com votação recorde. Há alguns anos, Frank Aguiar foi acusado de bater em Renata Banhara, a “famosa” atriz, jurada e participante de games na TV. Além disso, e de sua contribuição duvidosa à música popular brasileira, quais são suas propostas? O que ele colocaria na pauta do Congresso? Depois de seus milhares de votos, “desencanou” de ser deputado e “virou” vice-prefeito de São Bernardo do Campo. Agora, anunciou (com reportagem na Veja e tudo) que quer ser presidente.

Esse tipo de “voto folclórico” é ruim para o país, mas uns são piores que outros. Gostaria que o Clodovil continuasse lá, pintando seu gabinete. É melhor que ver o Maluf pintando o sete.

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Globo decide suspender comercial acusado de ser pró-Serra


Notícias » Brasil » Brasil
19 de abril de 2010 • 17h19 • atualizado às 17h41
Publicado no site Terra

Globo: por via das dúvidas, é melhor tirar o filme do ar.

Leia antes da matéria a nota do D’Incao Instituto de ensino:

Nossa pesquisa sobre o favorecimento ou não a Serra contida neste site foi publicada antes de a Globo tirar o filme de sua comemoração de 45 anos do ar. Mesmo assim, convidamos o público a continuar respondendo a pergunta, agora reformulada: “A Globo queria favorecer Serra na eleição?”

Claudio Leal, do Portal Terra

Para não “ser acusada de tendenciosa” e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.

O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a “mensagem subliminar” da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, “O Brasil pode mais”. No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra “mais”: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais”. A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.

A Globo respondeu nesta tarde ao questionamento do Terra sobre a polêmica:

“O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada.”

“Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.”

O comercial da Globo era protagonizado por estrelas da emissora: Lima Duarte, Luciano Huck, Angélica, Chico Anysio, Zeca Camargo, Fátima Bernardes, William Bonner, Miguel Falabella, Galvão Bueno, Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares e Ana Maria Braga, entre outros.

Nota do D’Incao Instituto de ensino

Nossa pesquisa sobre o favorecimento ou não a Serra contida neste site foi publicada antes de a Globo tirar o filme de sua comemoração de 45 anos do ar. Mesmo assim, convidamos nosso público a continuar respondendo a pergunta, agora reformulada: “A Globo queria favorecer Serra na eleição?”

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