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EUA pedem que Coreia do Sul reduza importações de petróleo do Irã


17/01/2012 – 04h53

DA EFE

O assessor especial do Departamento de Estado americano para a não proliferação e o controle de armas, Robert Einhorn, fez um apelo voltado à Coreia do Sul nesta terça-feira para que a nação asiática reduza suas importações de petróleo do Irã, informou a agência de notícias Yonhap.

O funcionário americano formulou o pedido ao vice-ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Kim Jae-shin, com o qual manteve uma reunião em meio à campanha liderada por Washington para punir o governo iraniano por seu programa nuclear.

“Estamos apelando a todos os nossos parceiros para que nos ajudem e colaborem conosco para exercer mais pressão sobre o governo do Irã”, declarou Einhorn, que chegou a Seul na segunda-feira para uma visita de três dias.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou em 31 de dezembro uma lei que impõe duras sanções às entidades que mantêm negócios com o Banco Central do Irã.

Atualmente, a Coreia do Sul negocia com a autoridade monetária iraniana para realizar os pagamentos de suas importações de petróleo.

Por sua parte, o vice-ministro sul-coreano assegurou que Seul está “fortemente comprometido a apoiar e participar dos esforços internacionais para resolver este problema”.

No entanto, insistiu que a medida pode afetar a economia do Irã, mas desejou que EUA e Coreia do Sul cooperem “estreitamente” entre si para “tratar de minimizar este efeito adverso”.

As autoridades do Japão, o outro grande aliado dos EUA na região e com uma dependência do petróleo iraniano similar à da Coreia do Sul, expressaram idêntica preocupação na semana passada sobre a proposta de Washington.

A Coreia do Sul mantém uma alta dependência do petróleo iraniano, que representou 9,6% do total de importações sul-coreanas nos primeiros 11 meses do ano passado.

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Tea Party e “Ocupe Wall Street” mostram polarização nos EUA


07/11/2011 – 07h18

Inocência conservadora: direita alienada americana protesta contra Obama, que seria o causador da crise.

Folha de São Paulo

A um ano da eleição presidencial de 6 de novembro de 2012, o presidente Barack Obama e seus adversários republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos enfrentam um ambiente cada vez mais polarizado e com profundas divisões ideológicas, no qual movimentos como o Tea Party, à direita, e o “Ocupe Wall Street”, à esquerda, vêm ganhando destaque.
As eleições americanas tradicionalmente concentram todas as atenções nos candidatos democrata e republicano, com suas gigantescas máquinas eleitorais, campanhas publicitárias, debates e batalhas por Estados-chave.
Mas em 2012, o presidente Barack Obama e seu adversário republicano terão ainda de lidar com a maciça presença de protestos organizados por movimentos que nenhum dos dois lados pode controlar.
Tanto o Tea Party, que reúne diversos grupos conservadores, como os protestos contra a desigualdade, o desemprego e as grandes corporações iniciados com o “Ocupe Wall Street”, em Nova York, e espalhados por todo o país, têm em comum o descontentamento com a situação política e econômica do país e devem ter impacto na votação do próximo ano, apesar de ambos recusarem as comparações.
INCÓGNITA
Mas se o Tea Party já mostrou sua força nas eleições legislativas do ano passado, quando elegeu vários de seus candidatos, e há pré-candidatos republicanos abertamente identificados com o movimento, como Michele Bachmann, a força dos protestos inspirados no “Ocupe Wall Street”, surgido há menos de dois meses, ainda precisa ser testada.
Os participantes dos protestos do “Ocupe Wall Street” têm perfil variado e rejeitam qualquer ligação com o Partido Democrata, mas o crescimento do movimento e, principalmente, a simpatia do público americano por sua mensagem de frustração, fazem com que seja observado com atenção por ambos os partidos.
“Enquanto o Tea Party serviu de combustível para o entusiasmo do Partido Republicano nas eleições de 2010, ainda não há prova de que os manifestantes do “Ocupe Wall Street” farão o mesmo pelos democratas”, dizem os analistas Aaron Blake e Chris Cillizza, do jornal “Washington Post”.
“Dito isso, o movimento (“Ocupe Wall Street”) pode favorecer significativamente os democratas”, afirmam, ao observar que ainda é preciso saber se o movimento vai motivar os até agora pouco empolgados eleitores identificados com a esquerda a votar.
INSATISFAÇÃO
Diversas pesquisas mostram que a principal preocupação dos eleitores americanos é a economia, em um momento em que o país cresce em um ritmo considerado lento demais para baixar a taxa de desemprego — atualmente em 9%, patamar mantido há dois anos – e em que há o temor de uma nova recessão.
Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo Washington Post e pela rede de TVABC News revela que a insatisfação com o governo atingiu níveis recordes.
Nesse cenário, analistas já afirmam que esta será a reeleição mais difícil de um presidente americano desde 1992, quando Bill Clinton tirou George Bush pai da Casa Branca.
Obama tenta evitar o mesmo destino de Bush, Gerald Ford ou Jimmy Carter, integrantes da temida lista de presidentes americanos de um só mandato, mas os problemas com a economia americana são um desafio em sua campanha.
A mesma pesquisa do “Washington Post” e da ABC, conduzida pelo instituto Langer Research Associates, revela que apenas 13% dos americanos dizem que suas vidas estão melhores agora do que antes de Obama assumir o governo.
REPUBLICANOS
Apesar da popularidade em baixa e dos problemas da economia, Obama ainda aparece com boas chances nas pesquisas, quando confrontado com os principais candidatos à indicação do Partido Republicano para concorrer no pleito de 2012.
No levantamento do Post e da ABC, Obama aparece tecnicamente empatado com o favorito Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e com o azarão Herman Cain, empresário recentemente envolvido em uma polêmica de acusações de assédio sexual, mas ainda assim dividindo a liderança nas pesquisas.
O descontentamento dos americanos se estende também ao Congresso.
De acordo com diferentes pesquisas, tanto Obama e seu Partido Democrata como os republicanos perderam pontos com o público americano depois do embate para aprovar a elevação do teto da dívida pública, que quase levou o país ao calote no meio do ano.
Nesse cenário, muitos analistas afirmam que nenhum dos pré-candidatos republicanos até agora tem demonstrado força suficiente para empolgar os eleitores do partido.
No entanto, a situação ainda pode mudar, já que as primárias para escolher o adversário de Obama na votação de 6 de novembro de 2012 começam apenas em janeiro.

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Obama apresenta plano de US$ 447 bi para gerar empregos nos EUA


08/09/2011 – 20h57

Obama explica medidas de recuperação de empregos ao Congresso americano: o problema é com o imposto dos ricos.


Folha de São Paulo

O presidente dos EUA, Barack Obama, apresentou nesta quinta-feira à noite ao Congresso o aguardado plano de geração de empregos e estímulo ao crescimento econômico. Embora não tenha mencionado em momento algum o valor total de investimentos necessários para implementar as medidas, detalhes divulgados pela Casa Branca mostram que o pacote custará US$ 447 bilhões aos cofres públicos.
Em seu quinto pronunciamento a uma sessão conjunta do Congresso, reunindo deputados e senadores, Obama apresentou detalhes de seu plano para acelerar a retomada do crescimento da economia americana, que ainda patina após a crise, com a atual taxa de desemprego em 9,1%.
Quando assumiu o poder, em 2008, Obama encontrou um país em recessão no período da crise financeira internacional, e desde então os índices econômicos americanos não tomaram uma rota estável de recuperação. A recessão de 2007 a 2009 durou 18 meses, a mais longa desde a Grande Depressão.
Durante o discurso o presidente mencionou a necessidade de reformas em escolas (mais de 35 mil devem receber investimentos) e infraestrutura.
Sinalizando as origens dos recursos necessários, Obama lançou uma provocação aos congressistas, sobretudo à oposição republicana, ao mencionar que o país poderia aumentar a taxação aos mais ricos.
A medida foi aplicada recentemente na França, em Portugal e na Itália, mas deve ser vetada pelos republicanos, tradicionalmente adeptos do “small government”, que dita regras de um Estado enxuto e aversão a altas cargas tributárias.
Obama, cujo plano de reeleição em 2012 depende de sua habilidade de reduzir a taxa de desemprego propôs estender o seguro-desemprego a um custo de US$ 49 bilhões, modernizar escolas com gasto de US$ 30 bilhões e investir mais US$ 50 bilhões em infraestutura de transporte.
Mas a maior parte do plano consiste em uma renúncia fiscal de US$ 240 bilhões, com a redução à metade de impostos sobre a contratação para empregadores no próximo ano e redução de impostos para empregados.
“Vocês deveriam aprovar isto [o plano] imediatamente”, repetiu Obama diversas vezes durante o discurso.
REELEIÇÃO
A recuperação econômica é crucial para Obama, que disputa a reeleição em 2012, e analistas relembram que desde Franklin Roosevelt, nenhum presidente americano conseguiu se reeleger com uma taxa de desemprego acima de 7,2%.
Uma pesquisa de opinião encomendada pelo jornal “Washington Post” e a emissora NBC mostrou que 60% dos entrevistados rejeita a maneira com que o presidente conduz a economia americana, a taxa mais baixa desde que ele assumiu o poder.
No entanto, o democrata pode ser bem sucedido se o plano apresentado nesta noite surtir um efeito semelhante ao que ocorreu na década de 40.
O historiador Robert Dallek disse ao “Washington Post” que vê um paralelo entre a estratégia de Truman e a de Obama, que mesmo enfraquecido pode se beneficiar de um cenário onde o Congresso vetaria seu plano.
Truman sabia que o Congresso não aprovaria seu plano, e no mês seguinte lançou um relatório deixando claro que os congressistas fracassaram. Embora ele tivesse poucas chances na corrida eleitoral, a estratégia lhe valheu a reeleição meses depois.
Em julho de 1948, o presidente Harry Truman discursou ao Congresso alertando para a necessidade de aprovar imediatamente medidas econômicas para evitar “outra Grande Depressão”, diz o “Washington Post”.
Obama alertou repetidamente o Congresso para que “aprove imediatamente” o plano e ameaçou que divulgará a responsabilidade dos parlamentares frente ao desafio aos “quatro cantos do país”.

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Rumo aos EUA, assessor de Netanyahu diz que Obama não entende realidade


20/05/2011 – 09h25

Folha de São Paulo
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

“Há um sentimento de que Washington não entende a realidade, não entende o que nós enfrentamos”. A frase de um assessor no avião que levou o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, aos Estados Unidos nesta sexta-feira reflete bem o clima de tensão em torno da visita.
Em um amplo discurso sobre Oriente Médio e mundo árabe na véspera, o anfitrião Barack Obama declarou diversas vezes apoio ao aliado Israel, mas também defendeu, pela primeira vez, a criação do Estado palestino em território ocupado por israelenses.
Obama defendeu que a Palestina seja criada na Cisjordânia e faixa de Gaza e que conte com os territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967 –o que incluiria Jerusalém Oriental.
O direitista Netanyahu, que já não tinha grandes relações com Obama, reagiu dizendo que a proposta deixaria Israel com fronteiras “indefensáveis” e rejeitou a pressão americana –grande mediador das negociações de paz na região nas últimas décadas.
Seu assessor foi mais direto e disse a repórteres que a resposta “dura” de Netanyahu “expressa o desapontamento com a falta de assuntos centrais que Israel exigia, principalmente os refugiados [palestinos]“.
Israel diz que não pode aceitar a demanda dos palestinos de dar a milhões de palestinos refugiados nos países vizinhos o direito de voltar ao país.
Nesta quinta-feira, Obama admitiu que a paz na região não virá fácil, reconheceu o tema dos refugiados como um dos mais delicados, mas pediu que ambos os lados parem de olhar para o passado e comecem a pensar no futuro.

Questionado sobre o motivo de sua resposta a Obama, Netanyahu disse a repórteres no avião que “há coisas que não podem ser varridas para debaixo do tapete”.
HISTÓRICO DE TENSÃO
As relações estremecidas entre Obama e Netanyahu não são novas. Em março do ano passado, Israel enfureceu Washington ao anunciar planos de construir centenas de casas em assentamentos judaicos em territórios palestinos –em plena visita do vice americano a Israel.
Pouco depois, Netanyahu visitou Washington e foi deixado esperando enquanto Obama jantava com sua família na Casa Branca –ação que Israel viu como demonstração de desprezo.
Os EUA lançaram em setembro passado um novo esforço diplomático para retomar o diálogo direto de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. Mas as conversas foram estagnadas desde que Israel rejeitou a extensão de uma moratória sobre a construção em assentamentos judaicos em território palestino.
Desde então, as lideranças palestinas apostam em uma campanha para obter reconhecimento internacional e da ONU (Organização das Nações Unidas) a um Estado dentro das fronteiras antes da guerra de 1967. A organização deve discutir em setembro sobre a criação de um Estado palestino.

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Ação que matou Bin Laden foi feita pelos EUA, diz Paquistão


02/05/2011 – 06h09

Osama Bin Laden teria sido morto pela inteligência americana nos arredores de Islamabad.

Folha de São Paulo
DE SÃO PAULO

As autoridades do Paquistão anunciaram nesta segunda-feira que as forças norte-americanas executaram diretamente a operação que matou no território do país o líder terrorista Osama bin Laden, “em acordo com a política dos Estados Unidos” de luta contra o terrorismo.
Em pronunciamento feito na TV na noite deste domingo (1º), o presidente norte-americano, Barack Obama, confirmou a morte do líder da rede Al Qaeda e disse que o corpo havia sido levado sob custódia dos Estados Unidos –a imprensa americana menciona que o sepultamento já foi feito no mar, mas a informação não foi confirmada.
Em um comunicado, o Ministério paquistanês das Relações Exteriores reconhece que a morte do homem mais procurado do mundo –tido como mentor dos ataques do 11 de setembro de 2001 — representa um “grande revés infligido às organizações terroristas do mundo” e “ilustra a determinação da comunidade internacional, e do Paquistão, de combater e eliminar o terrorismo”.
Ao mesmo tempo, uma fonte do governo americano informou que as autoridades paquistanesas haviam sido advertidas antes do início da operação. Um comando transportado por helicópteros das forças especiais americanas matou Bin Laden em uma casa muito protegida em Abbottabad, cidade 50 km ao noroeste de Islamabad. A ação teria durado cerca de 40 minutos, começando 22h30 do horário local.
O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, qualificou de “grande triunfo” contra o “terrorismo” a operação militar dos Estados Unidos. “Somos contrários ao terrorismo, não deixaremos ninguém utilizar nosso território para atos terroristas contra qualquer outro país e, em consequência, considero que se trata de uma grande vitória.” “Não conheço os detalhes da operação, mas é um êxito e apresento minhas felicitações por este êxito”, completou o primeiro-ministro.
O trabalho conjunto com o Paquistão foi mencionado no discurso de Obama (leia íntegra aqui). Segundo ele, a operação só foi bem sucedida devido a ajuda do governo paquistanês, que facilitou que as equipes americanas encontrassem o esconderijo do terrorista. “Esse é um dia histórico para as duas nações”, disse Obama.
“Nesta noite tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes.” “A justiça foi feita”, afirmou o presidente dos EUA.
Foi neste domingo, segundo o presidente, que deu a ordem para uma equipe de soldados dos EUA capturar Bin Laden. Obama afirmou que nenhum americano foi ferido. Funcionários do governo dos EUA detalharam que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque.
“Finalmente, na última semana, eu determinei que nós tínhamos informações suficientes para agir (…) Depois de troca de tiros, eles mataram Osama bin Laden e tomaram seu corpo sob custódia”, afirmou Obama.
“Nós não vamos tolerar ameaças a nossa segurança nacional ou aos nossos aliados. Não há dúvidas que a Al Qaeda continuará a atacar”, disse ainda durante o pronunciamento, ressaltando o que disse George W. Bush quando presidente: que a “Guerra ao Terror não é contra o Islã”. “A Al Qaeda é um destruidor em massa de muçulmanos”, afirmou.
Enquanto ele falava, centenas de pessoas estavam concentradas em frente à Casa Branca, em Washington, para comemorar com gritos de alegria e mensagens patrióticas a morte. Seguravam bandeiras, cantavam o hino nacional e bradavam “USA”. Na Times Square, em Nova York, outra multidão tomou as ruas (veja as fotos).
PERFIL
O obscuro ex-colaborador da CIA tornou-se sinônimo de terrorismo na década. Engenheiro civil, é um dos cerca de 50 filhos do construtor saudita Mohammed bin Laden.
Osama bin Laden iniciou sua carreira no Afeganistão nos anos 70, ajudando os EUA a expulsar tropas soviéticas. Criou a Al Qaeda (a base, em árabe) em 1998 e no mesmo ano mostrou seu cartão de visitas explodindo embaixadas americanas no Quênia e Tanzânia.
Em 2001 veio sua ação mais espetacular, contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Virou alvo número um dos Estados Unidos, procurado vivo ou morto. Esteve por trás, ou serviu de inspiração, para ataques em países tão diversos como Espanha, Indonésia, Marrocos e Turquia.
Suas mensagens mobilizam radicais pelo mundo todo. Sua ação mudou a forma como se faz guerra, como se protegem liberdades e como se inspecionam bagagens.
Além do 11 de Setembro, Washington também relacionou Bin Laden a uma série de ataques, incluindo os atentados às embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, e o ataque ao navio de guerra USS Cole no Iêmen, em 2000

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Análise: Vale a pena armar os rebeldes líbios?


30/03/2011 – 21h32

Restos de avião durante guerra na Bósnia: OTAN armou muçulmanos contra sérvios.

JONATHAN MARCUS
 DA BBC BRASIL

Publicado na Folha de São Paulo

Com a oscilação de resultados das forças oposicionistas líbias, há uma preocupação crescente entre a coalizão de que apenas bombardeios aéreos possam não ser suficientes para impedir a derrota rebelde, levando a temores de atrocidades que possam ser cometidas por Muammar Gaddafi.
Dada a disparidade de poder bélico entre os dois lados, alguns países da coalizão já discutem a possibilidade de superar as possíveis restrições do embargo de armas para a Líbia e passar a fornecer treinamento e equipamentos para os rebeldes.
Logicamente, já passamos por isso e as lições do passado podem nos oferecer dicas interessantes.
Na Bósnia, durante o começo da década de 1990, as forças muçulmanas foram totalmente superadas em termos militares pelos sérvios. O embargo de armas da ONU (Organização das Nações Unidas) serviu apenas para manter essa disparidade.
Após Bill Clinton assumir o governo americano, ocorreu um amplo debate, dentro e fora de sua administração, a respeito de assumir uma posição nova na crise. As conclusões foram quatro palavras: “cancelar”, “armar”, “treinar” e “atacar”.
Soa familiar?
A ideia era acabar com o embargo de armas, armar e treinar forças muçulmanas e, enquanto isso ocorria, atacar com o poderio bélico americano para manter distantes as forças sérvias.
À época, o plano não foi implementado, mas a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se viu cada vez mais envolvida no conflito, primeiro por meio de ataques aéreos para implementar uma zona de exclusão aérea (isso também soa familiar?).
A crise se tornou uma enorme campanha contra alvos sérvios na Bósnia. Um subsequente acordo de paz foi mantido com a presença de cerca de 60 mil tropas da Otan no local.
O que aconteceu no Afeganistão recomenda ainda mais cautela. Na década de 1980, os EUA financiaram rebeldes anti-soviéticos. Boa parte do dinheiro para comprar armas chegou ao Afeganistão por meio do Paquistão.
Muitos dos recursos foram para grupos islâmicos radicais que lutavam e em quem o Paquistão confiava para implementar suas metas estratégicas na região.
A decisão americana se transformou em um fantasma que voltou para assombrar administrações futuras. Quando os soviéticos deixaram o Afeganistão, muitos dos grupos armados pelos EUA passaram a se dedicar ao movimento jihadista internacional, tendo os Estados Unidos como alvo.
Não espanta, portanto, que a declaração do comandante militar americano na Europa, James Stavridis, de que o serviço secreto dos EUA teria detectado “sinais de possíveis simpatizantes da Al Qaeda” entre os rebeldes líbios, cause alarme.
Mas além dessas questões políticas a respeito de armar ou não os rebeldes da Líbia, existem questões práticas cruciais também.
O tempo pode não estar do lado dos opositores de Gaddafi. Mesmo equipamentos relativamente simples precisam ser manejados como um mínimo de técnica para ter algum impacto no campo de batalha.
E além do equipamento, o ponto mais fraco dos rebeldes pode ser organização. Muitos deles são pouco mais do que civis armados.
É verdade que eles parecem ter tanques e lançadores de mísseis operados por desertores do regime, mas agrupar todos eles em uma força militar funcional e capaz não é trabalho de semanas, mas sim de meses.
Se existir tempo suficiente, onde deve ocorrer o treinamento e quem deve fornecê-lo? Necessitará de especialistas estrangeiros?
Este é o tipo de trabalho que as Forças Especiais americanas realizaram em vários lugares, mas claramente necessita do envio de tropas que atuem no solo.
Apenas o fato de que o debate a respeito de armar e treinar a oposição já começou é sinal inequívoco de oscilação na coalizão. Medo de que a derrota das forças de Gaddafi possa não ser inevitável mesmo com a aplicação de seu vasto poderio aéreo.
Se as derrotas rebeldes continuarem, o volume do debate só tende a aumentar.

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Qual Gaddafi?


Para os EUA, quando interessou, Gaddafi era "bonzinho".

Ruy Castro

Folha de São Paulo

RIO DE JANEIRO – Woody Allen disse certa vez que a Revolução Russa poderia ter acontecido muito antes de 1917. Mas os mencheviques e os bolcheviques, atirando-se mutuamente às carótidas sobre o que fazer depois que tomassem o poder, custaram a perceber que o Tzar e o Czar eram a mesma pessoa.
O mesmo pode ter se dado na Líbia, onde o ódio ao ditador Muammar Gaddafi vem de longe, mas, até há pouco, os rebeldes não se decidiam sobre quem derrubar: Gaddafi, Khadafi, Gathafi, Quathafi, Qadhafi ou Qadhdhafi? Eu próprio, que nunca me dediquei apaixonadamente à biografia do homem e costumo me perder quando abro um Atlas naquela região, já cheguei a pensar que fossem ditadores diferentes, talvez meio aparentados.
Vestígios dessa confusão ainda devem pairar por aí. É a única explicação para o fato de que Gaddafi, com 2/3 do território líbio em mão dos revoltosos, incluindo os poços de petróleo, abandonado por seus embaixadores, antigos aliados e metade do Exército, tendo contra si os EUA, a ONU e a União Europeia, com seu país sob bloqueio econômico e suas contas pessoais congeladas na Suíça, ainda não tenha sido posto para fora. Estarão atacando o Gaddafi certo?
A depender da rede de televisão ABC, do jornal “New York Times”, da agência Associated Press e de outros possantes veículos de comunicação, essa possibilidade de confusão existe. Uns pelos outros, eles já grafaram o nome de Gaddafi de 112 formas diferentes desde que o cujo tomou o poder, em 1969.
Na verdade, há um imbróglio nisto, mas de outra natureza: qual Gaddafi os EUA pretendem enxotar? O atual, que o povo líbio sempre quis ver pelas costas, ou o de, digamos, 2008, que era louvado pela secretária de Estado americana Condoleezza Rice como “nosso forte parceiro na guerra contra o terrorismo” e cuja cooperação ela chamava de “excelente”?

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Chávez afirma que ‘matariam’ Obama se ele não fosse um homem ‘prático’


21/01/2011 – 19h41

Para o presidente da Venezuela, Obama tem boas intenções e por isso corre perigo.

DA FRANCE PRESSE
Publicado pela Folha de São Paulo

Para Hugo Chávez, presidente venezuelano, Barack Obama, o presidente dos EUA poderia ser assassinado, se não fosse um “homem prático”, que renuncia a muitos projetos por seguir uma linha conservadora.
“O presidente Obama, creio, é um homem de boa fé, que quis fazer muitas coisas, mas também creio que é um homem prático que decidiu viver”, disse Chávez em um ato político nesta sexta-feira.
“Ele sabe que se sair de uma linha…Se mataram Kennedy, que era membro dessa família, desse clã, imagina Obama: com mais gosto o matariam! Que deus cuide de Obama e o proteja dessas ameaças.”
Chávez se referiu a Obama ao criticar recentes viagens de deputados opositores de seu governo aos EUA.
Na semana passada, um grupo de líderes opositores venezuelanos se reuniram em Washington com o secretário geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, para pedir-lhe que o organismo atue em frente a “devastação da democracia” que Chávez estaria provocando na Venezuela, segundo declararam.
Chávez, que também castigou a “ultradireita norteamericana” por criticar a democracia venezuelana, assegurou que seguirá “lutando para que o império não possa deter a marcha da revolução bolivariana”.

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Ambulância-bomba mata ao menos 12 em ataque contra polícia no Iraque


19/01/2011 – 07h38

Os EUA ocuparam o Iraque em 2003, mas vão se retirar sem atingir atingir seus objetivos políticos e econômicos.

Nota do D’Incao (por Luís Paulo Domingues)

Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA partiram para uma política de forte intervencionismo militar em suas áreas de interesse no mapa mundial. Contudo, essa política revelou-se um fracasso contínuo. A divisão da Coreia em dois países, a derrota e fuga no Vietnã e no Camboja nos anos 1970, a Revolução Islâmica no Irã e a estúpida reação pós 11 de Setembro no Afeganistão e no Iraque desenham um triste panorama para a política internacional desastrosa dos americanos. É certo que eles conseguiram impor seus interesses em alguns momentos em diversas localidades onde atuaram, mas também é difícil para os líderes dos EUA admitirem que perderam todas as guerras que travaram após 1945 – como ninguém mais duvida que será o destino da intervenção no Afeganistão e no Iraque.

Folha de São Paulo

Um suicida dirigindo uma ambulância matou ao menos 12 pessoas e feriu mais de 50 em um ataque nesta quarta-feira contra um centro de treinamento da polícia na província de Diyala, no Iraque.
“Há mais corpos soterrados nos escombros”, disse a porta-voz do governo Samira al-Shibli.
Um policial afirmou à agência de notícias Reuters que havia dois terroristas. Um deles matou três guardas a tiros no portão do centro de treinamento em Baquba, abrindo caminho para o motorista da ambulância-bomba.
Já o porta-voz da polícia em Diyala, major Ghalib al-Karkhi, disse que era apenas um veículo-bomba, que explodiu quando os guardas abriram fogo para tentar impedi-lo.
A explosão foi tão forte que causou o desmoronamento de parte da ambulância. “Eu posso ver mãos e pernas de policiais mortos sob os escombros”, relatou o policial.
Este foi o segundo ataque suicida em dois dias contra forças de segurança iraquianas. Pelo menos 49 pessoas foram mortas na véspera na cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein, Tikrit, quando um suicida atacou uma fila formada por recrutas da polícia.

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China contrata hackers desde 2002; veja mais revelações do WikiLeaks


29/11/2010 – 12h40

Site revela segredos de estado, como torturas cometidas pelos americanos,

Folha de São Paulo

Cerca de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA vieram à tona neste domingo, divulgados pelo site WikiLeaks. Os chamados “cables” revelam detalhes secretos –alguns bastante curiosos– da política externa americana entre dezembro de 1966 e fevereiro deste ano, em um caso que começa a ficar conhecido como “Cablegate”.
São 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU.
A maioria dos documentos (15.365) fala sobre o Iraque. Os telegramas foram divulgados por meio de um grupo de publicações internacionais: “The New York Times” (EUA), “Guardian” (Reino Unido), “El País” (Espanha), “Le Monde” (França) e “Der Spiegel” (Alemanha).
O WikiLeaks divulga documentos secretos há anos, mas ganhou destaque internacional este ano, com três vazamentos. No primeiro, publicou um vídeo confidencial, feito por um helicóptero americano, que parece mostrar um ataque contra dois funcionários da agência de notícias Reuters e outros civis. O segundo tornou públicos 77 mil arquivos de inteligência dos EUA sobre a guerra do Afeganistão. O terceiro divulgou mais 400 mil arquivos expondo ataques, detenções e interrogatórios no Iraque.
O Pentágono suspeita que quem está por trás dos vazamentos é o analista de inteligência Bradley Manning, 22.
Veja abaixo algumas das principais revelações presentes nos cerca de 250 mil documentos divulgados pelo WikiLeaks.
O Politburo, segundo organismo mais importante do governo da China, comandou a invasão dos sistemas de computador do Google no país, como parte de uma campanha de sabotagem a computadores, realizada por funcionários do governo, especialistas particulares e criminosos da internet contratados pelo governo chinês. Eles também invadiram computadores do governo americano e de aliados ocidentais, do Dalai Lama e de empresas americanas desde 2002.
*
O rei Abdullah, da Arábia Saudita, repetidamente pediu aos EUA para atacar o Irã e destruir seu programa nuclear, além de, segundo registros, ter aconselhado Washington a ‘cortar a cabeça da cobra’ enquanto ainda havia tempo.
*
Doadores sauditas continuam sendo os principais financiadores de grupos militantes sunitas, como a Al Qaeda; e o pequeno Estado do Qatar, generoso anfitrião do Exército americano no golfo Pérsico por anos, era ‘o pior da região’ em esforços de combate ao terrorismo, segundo um telegrama ao Departamento de Estado em dezembro do ano passado.
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Representantes dos EUA e da Coreia do Sul discutiram a possibilidade de uma Coreia unificada se os problemas econômicos da Coreia do Norte e a transição político no país levassem o Estado a implodir. Os sul-coreanos chegaram a considerar incentivos econômicos à China para ‘ajudar a aliviar’ as preocupações de Pequim sobre o convívio com uma Coreia reunificada em ‘aliança benigna’ com Washington, segundo o embaixador americano em Seul.
*
Desde 2007, os EUA montaram um esforço secreto e, até agora, mal sucedido para remover urânio altamente enriquecido do reator de pesquisa do Paquistão, com medo de que pudesse ser desviado para uso em um reator nuclear ilícito.
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O Irã obteve mísseis sofisticados da Coreia do Norte, capazes de atingir o leste europeu, e os EUA estavam preocupados de que o Irã estaria usando esses foguetes como ‘peças de montagem’ para construir mísseis de mais longo alcance. Os mísseis avançados são muito mais poderosos do que qualquer equipamento que os EUA publicamente reconheceram existir no arsenal iraniano.
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Quando o vice-presidente afegão, Ahmed Zia Massou, visitou os Emirados Árabes Unidos no ano passado, autoridades locais trabalhando para a Agência de Controle às Drogas descobriram que ele carregava US$ 52 milhões em dinheiro vivo. Segundo o telegrama da embaixada americana em Cabul, ele pode manter o dinheiro sem revelar a origem ou destino do montante.
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Diplomatas americanos barganharam com outros países para ajudar a esvaziar a prisão da baía de Guantánamo, realocando detentos. Por exemplo, foi pedido que a Eslovénia aceitasse um prisioneiro se quisesse agendar um encontro com o presidente Barack Obama. A República de Kiribati recebeu oferta de incentivos valendo milhões de dólares para aceitar detentos muçulmanos chineses. Em outro caso, aceitar mais presos foi descrito como ‘uma forma de baixo custo para a Bélgica alcançar proeminência na Europa’.
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Os EUA não conseguiram evitar que a Síria fornecesse armas ao Hizbollah no Líbano, que acumulou um grande arsenal desde a guerra de 2006 com Israel. Uma semana após o presidente sírio, Bashar al Assad, prometer a um alto representante americano que não mandaria ‘novas’ armas ao Hizbollah, os EUA reclamaram que tinham informações de que a Síria estava dando ao grupo armas cada vez mais sofisticadas.
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Os americanos estariam preocupados com o uso da informática e ataques pela internet na China. Diplomatas dos EUA dizem que os chineses, após 2002, estão recrutando técnicos que acessam redes no mundo inteiro, principalmente do governo, empresas e aliados americanos.
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Chefes de governos são citados em várias passagens. O presidente francês Nicolas Sarkozy, por exemplo, foi descrito como “delicado” e “autoritário”, de acordo com o jornal ‘Le Monde’, um dos cinco periódicos que tiveram acesso à publicação antecipadamente. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, estaria ‘louco’ e transformando o seu país em ‘outro Zimbábue’, segundo um diplomata francês.
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Os Estados Unidos pediram em março de 2008, um mês antes da última eleição presidencial paraguaia, informações detalhadas sobre os candidatos que incluíam “dados biométricos, incluindo impressões digitais, imagens faciais e dados para reconhecimento da íris, e DNA”.
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Uma mensagem da secretaria de Estado dos EUA à embaixada americana em Assunção relata a preocupação do governo americano com a suposta presença de grupos como Al Qaeda, Hizbollah e Hamas na tríplice fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
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O departamento de Estado americano pediu no ano passado aos funcionários de 38 embaixadas e missões diplomáticas uma relação detalhada de dados pessoais e de outra natureza sobre as Nações Unidas, inclusive sobre o secretário-geral, Ban Ki-moon, e especialmente sobre os funcionários e representantes ligados ao Sudão, Afeganistão, Somália, Irã e Coreia do Norte, segundo o jornal ‘El País’.
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Diplomatas americanos em Roma comunicaram em 2009 o que suas fontes italianas descrevem como uma estreita ligação entre o premiê russo Vladmir V. Putin, e o premiê italiano, Sílvio Berlusconi, incluindo generosos presentes e lucrativos contratos de energia por uma intermediação sombria.
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Pairam dúvidas americanas sobre a confiança nas forças da Turquia, aliada da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), retratada como fraca e permeada por islâmicos.
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Uma tributo pago em viagens áreas que entrou em vigor no último mês deixou os americanos irritados. A revolta de Washington com uma nova tarifa alfandegária para passageiros, acordos britânicos de extradição com os EUA e inspeções mais frouxas com paquistaneses aparecem em memorandos publicados.
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Autoridades americanas advertiram a Alemanha em 2007 para não prenderem agentes da CIA envolvidos em uma fracassada operação em que um alemão inocente com o mesmo nome de um suspeito foi erroneamente sequestrado por meses no Afeganistão. Um alto diplomata americano disse que “a intenção é que o governo alemão pese cuidadosamente cada passo com as implicações no relacionamento com os EUA”.

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