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Não sabia que ela corria risco, diz pai de soldado morta no Iraque


25/08/2010

John Witmer escreveu livro sobre filha de 20 anos que morreu em 2004.
Últimas tropas de combate americanas deixaram país na semana passada.

Michele com suas irmãs servindo no Iraque: o pai não imaginava que o perigo era tão grande.

Giovana Sanchez Do G1, em São Paulo
No dia 9 de abril de 2004, John Witmer recebeu em sua casa a visita de três homens de uniforme. Com suas filhas gêmeas e a mais velha lutando no Iraque, ele sabia exatamente o que aquela presença significava. “Ouvir o nome da minha filha saindo da boca do general teve o poder de uma pancada na cabeça. Eu caí de joelhos”, escreveu Witmer depois de saber que uma de suas meninas tinha morrido durante um ataque a seu comboio em Bagdá.

Michelle Witmer estava dirigindo um dos veículos atingidos por uma explosão e tiros em uma região próxima à Zona Verde, na capital iraquiana. Aos 20 anos, ela foi a primeira mulher da Guarda Nacional a morrer em serviço no país ocupado.

O G1 publica nos próximos dias uma série de reportagens sobre os sete anos de ocupação norte-americana no Iraque. Na semana passada, a decisão do presidente Barack Obama de retirar as tropas até o final deste mês começou a ser cumprida. Ainda restarão 50 mil soldados no país, nas tarefas de formação e de assistência.

Em entrevista ao G1, Witmer contou que não sabia do verdadeiro risco que as filhas sofriam no combate: “Eu tinha uma visão antiquada da função de reservistas e soldados mulheres. Quando eu era jovem, reservistas raramente deixavam o país. As tropas da Guarda Nacional eram chamadas para atender a desastres naturais ou disturbios civis. E soldados mulheres agiam em papeis de apoio, como de enfermagem, religiosos e administrativos. Embora minhas filhas soubessem das mudanças no modo como reservistas e soldados serviriam, eu não sabia. Então quando elas entraram para a Guarda Nacional eu não me preocupei, pois não esperava que elas estivessem em perigo.”
As três irmãs em BagdáAs três irmãs em Bagdá. Da esquerda: Michelle, Rachel e Charity (Foto: Arquivo pessoal)

Anos depois da morte de Michelle, Witmer, um diretor de empresa de Wisconsin, escreveu o livro “Sisters in Arms: A Father Remembers” [inédito no Brasil], em que compartilha as experiências das filhas na guerra e conta a agonia e a preocupação de quem fica. “Escrevi primeiro, para honrar a memória da minha filha Michelle; era um sonho seu escrever sobre suas experiências no Iraque. Depois, para ajudar a chamar a atenção para os sacrifícios das famílias de militares. Minha esperança é que nossos cidadãos entendam completamente os custos da guerra; que, como nação, nós examinemos cuidadosamente qualquer decisão de ir para a guerra.”
Sisters in ArmsCapa do livro ‘Sisters in Arms’ (Foto: Divulgação)

Após a morte da irmã, Charity e Rachel não voltaram mais para o Iraque.”Elas receberam uma ‘mudança de posto por misericórdia’ e terminaram seus mandaros nos EUA, deixando a Guarda Nacional em 2008″, disse Witmer.

Sobre a retirada das tropas de combate do país, Witmer disse estar feliz com o anúncio. “estou feliz pelas famílias dos soldados que voltam e contente que a guerra esteja acabando. No entanto, não podemos esquecer que ainda há 50 mil soldados lá em postos de apoio. Enquanto existir uma insurgência ativa, os soldados estarão correndo risco.”

“Existem uma frase famosa que diz ‘os que esperam também servem’. É difícil para qualquer um que não tem experiência em esperar por um soldado entendeo completamente. É preciso pagar um preço físico e emocional.”

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Material não revelado pelo Wikileaks é ‘ainda mais explosivo’, diz Pentágono


Documentos não divulgados pelo WikiLeaks são a parte mais sensível dos segredos militares
12 de agosto de 2010
O Estado de São Paulo

Americanos combatendo no Afeganistão: mais de 91.000 documentos secretos na rede.

WASHINGTON – Funcionários do Pentágono acreditam ter identificado os 15 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão que ainda não foram publicados pelo site WikiLeaks, informa o jornal americano Washington Post nesta quinta-feira, 12. Os militares estariam agora pesquisando detalhes nestes documentos que possam representar ameaças paras tropas ou para os civis no país asiático.

O material em questão é “mais explosivo, mais sensível”, que as informações dos 77 mil documentos já divulgados pelo WikiLeaks em julho, disse o porta-voz do Pentágono, o general Geoff Morrell.
Uma força-tarefa de mais de cem analistas de inteligência pesquisaram os 91 mil documentos incessantemente, procurando palavras-chave como nomes de mesquitas, pessoas e locais para avaliar qual o perigo ao qual tais nomes teriam sido expostos com a divulgação dos documentos. “Encontramos vários exemplos nos quais aliados ou nossas forças são mencionadas”, disse o general.
“Ainda não vimos nenhum fator prejudicial às operações no Afeganistão que possa ser diretamente ligado ao vazamento de documentos, mas há uma atraso entre a exposição do material e o que pode ser realizado com base nas informações deles”, completou Morrell.
Um porta-voz do WikiLeaks, Daniel Shmitt, disse a um blog na semana passada que o site gostaria que o Pentágono ajudasse a equipe da página a revisar os documentos para preservar aqueles que possam ser prejudiciais a civis. Em resposta a isso, Morrell disse que o Pentágono “é tão fácil ser encontrado como qualquer outra instituição” e que se o WikiLeaks quer realmente trabalhar em conjunto, “deve fazer o convite pessoalmente”.
O material vazado pelo cobre o período de janeiro de 2004, durante administração de George W. Bush, até dezembro de 2009, quando o atual presidente americano, Barack Obama, iniciou o envio de mais 30 mil soldados ao país asiático.
Os documentos, publicados pelos jornais New York Times e The Guardian e pela revista Der Spiegel, revelam detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consistem em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

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EUA mandarão embaixador a aniversário da bomba de Hiroshima pela 1ªvez


por Luiz Raatz
O Estado de S. Paulo
04.agosto.2010

Foto clássica de mãe e filho logo após a explosão em Hiroshima.

Pela primeira vez, os EUA vão mandar uma delegação ao Japão para o aniversário dos ataques nucleares de Hiroshima e Nagasaki, que, na próxima sexta-feira, completam 65 anos.
O embaixador John Ross deve representar o país na cerimônia, o que foi elogiado pelo governo japonês. No entanto, alguns dos sobreviventes dos bombardeios têm sentimentos distintos sobre o caso.
“O melhor que eles teriam a fazer era pedirem desculpas. Mas duvido que isso vá acontecer”, diz Terumi Tanaka, sobrevivente de Nagazaki e secretária-geral da Confederação Japonesa de Sobreviventes a Ataques Nucleares.
De acordo com oficiais americanos, enviar Roos à cerimônia era o certo a fazer. O embaixador, no entanto, não deve fazer pronunciamentos no evento.
Segundo o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, a decisão é significante, mesmo assim. “A presença do embaixador vai fortalecer a opinião mundial contra o uso de armas nucleares e a desnuclearização”, disse.
Cerca de 140 mil pessoas morreram em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, ou em consequência do bombardeio. Em Nagasaki, atacada três dias depois, o saldo foi de 90 mil mortos. (AP)

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Sete servo-bósnios são condenados por massacre de Srebrenica em 1995


Penas variam entre cinco anos e prisão perpétua pelo assassinato de 8 mil muçulmanos
10 de junho de 2010
Publicado no Estado de S. Paulo

Edifício em chamas em Sarajevo, capital bósnia, durante a guerra.

HAIA – O Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) condenou nesta quinta-feira, 10, sete altos cargos da Polícia e do Exército servo-bósnios a penas de entre cinco anos e prisão perpétua, por seu papel no massacre de Srebrenica, em 1995.
O antigo coronel Ljubisa Beara – um dos braços direitos do ex-chefe das Forças Armadas servo-bósnias Ratko Mladic – e o tenente-coronel Vujadin Popovic foram sentenciados à pena de prisão perpétua, enquanto o ex-general Milan Gvero foi condenado a cinco anos e o ex-tenente Drago Nikolic a 35.
Beara e Popovic foram considerados culpados pelo crime de genocídio contra 8 mil muçulmanos e Nikolic, por “cumplicidade com genocídio”, o que explica a pena mais branda. “Popovic sabia da intenção não só de matar os que tinham caído nas mãos das forças servo-bósnias, mas também a maioria deles (dos homens muçulmanos), para destruir o grupo”, sentenciaram os juízes. Sobre Beara, os letrados disseram que ele foi uma “peça-chave” nos assassinatos e que “sabia de perto” quantos muçulmanos estavam destinados a ser executados.
Ljubomir Borovcanin e Vinko Pandurevic foram absolvidos do crime de genocídio e condenados a 17 e 13 anos de prisão por crimes como assassinato, perseguição e atos desumanos.
Radivoje Miletic e Milan Gvero, os únicos dos sete que não eram acusados de genocídio, foram condenados a 19 e a cinco anos de prisão, respectivamente. Os juízes consideraram que Miletic “teve pleno conhecimento” do plano contra os muçulmanos em Srebrenica e Zepa.
O julgamento contra os sete altos cargos servo-bósnios foi o mais longo e onde foram julgados juntos mais suspeitos de colaborar no massacre de Srebrenica. Os juízes constataram que o ataque a Srebrenica e a Zepa foram iniciados pelo ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic, que também está sendo julgado pelo TPII.
Em 1995, os servo-bósnios assassinaram cerca de 8 mil homens muçulmanos em Srebrenica, enquanto o restante da população foi expulsa, no pior caso de genocídio e limpeza étnica das guerras da antiga Iugoslávia.

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Cineasta brasileira estava a bordo de frota atacada pela marinha israelense


Iara Lee postou mensagens sobre o clima ostensivo em site de relacionamentos antes do ataque

Publicado no Estado de S. Paulo

Iara Lee fazia parte do grupo de ajuda humanitária atacado por Israelenses.

Ler também: “Estados Unidos lamentam ataque de Israel contra frota humanitária”, postado neste site.

SÃO PAULO – A cineasta e ativista brasileira Iara Lee é uma das pessoas que se encontrava a bordo de uma das seis embarcações de uma frota de ajuda humanitária que foi atacada na manhã desta segunda-feira, 31, por navios da marinha israelense, deixando ao menos dez mortos.

No início da tarde deste domingo, Iara Lee começou a postar mensagens no site de relacionamentos Facebook dizendo que estava a bordo de um dos navios da flotilha internacional rumo à Faixa de Gaza. Sua última mensagem, postada às 20h08 (horário de Brasília) deste domingo, pedia ajuda para que as embarcações não fossem atacadas. “Nós precisamos da sua ajuda para impedir que Israel ataque nossa frota comunitária.”
Amigos de Iara respondiam às postagens. Uma amiga de Iara deixou mensagens na página online de Lee informando que havia encaminhado na manhã desta segunda-feira uma carta para o Ministério das Relações Exteriores informando que a cineasta brasileira se encontrava em um dos navios do comboio humanitária. Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou a respeito da situação de Iare Lee.
“Falamos com ela ontem (domingo) à noite. Ela contou que os navios estavam cercados pelo Exército de Israel e o tom dela era de medo e tensão”, disse a professora da USP Arlene Clemesha.

No último contato, Iara teria ainda dito a Arlene que os tripulantes já estavam tentando planejar “alguma estratégia” para o caso de serem atacados. “Ela falou que há idosos e crianças nas embarcações. E que uma ideia seria tentar empurrar os soldados israelenses para o mar”, disse a professora da USP.

No fim da manhã desta segunda-feira, um amigo de Iara postou uma mensagem dizendo que “estava feliz em saber que ela (Iara) estava OK” e pediu para ela mandar mais notícias.
Nas mensagens postadas anteriormente, a cineasta brasileira, de origem coreana, relatava sobre o clima ostensivo no local onde os barcos estavam. “A marinha israelense já está fazendo ameaças, ordenando que mudemos de curso. Nós esperávamos encontra-los, mas não tão cedo e em águas internacionais! É tão ilegal!”, postou Iara Lee às 18h20.
(Com BBC Brasil – atualizada às 13h45)

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A divisão e a guerra da Coréia


Mapa da península da Coréia, com a Coréia do Norte em destaque e o paralelo 38.

Publicado no Wikipédia

Como consequência da ocupação japonesa da península coreana, com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial em 1945, a Coreia foi divida na altura do paralelo 38 N, em conformidade com a arrumação feita pelas Nações Unidas, a ser administrada pela União Soviética ao norte e pelos Estados Unidos ao sul. A história da Coreia do Norte formalmente começa com o estabelecimento da República Popular Democrática em 1948.

Divisão da Coreia

Em agosto de 1945, o exército soviético estabeleceu uma Autoridade Civil Soviética para governar o país até um regime nacional aliado à URSS, ser estebelecido. Após a partida das forças soviéticas em 1948, a agenda principal nos anos seguintes seria a unificação da Coreia de ambos os lados, até que então a consolidação do regime de Syngman Rhee no Sul, com o apoio das forças armadas norte-americanas e a supressão à insurreição em outubro de 1948 cessou as esperanças de que o país pudesse se reunificar por uma revolução comunista no Sul. Em 1949, uma intervenção militar na Coreia do Sul foi feita pelo regime do Norte, porém faliu à tentativa de receber apoio da União Soviética, que havia desempenhado um papel fundamental no estabelecimento do país.[24] A partida das tropas norte-americanas do Sul, em junho, dramaticamente enfraqueceu o regime do Sul e incentivou Kim Il-sung, então presidente, a repensar sobre um plano de invasão contra o Sul.[24] A ideia em si foi, primeiramente, rejeitada por Joseph Stalin porém com o desenvolvimento das armas nucleares soviéticas, a vitória de Mao Tse-tung na China e a indicação chinesa de que enviaria tropas e ajuda à Coreia do Norte, Stalin aprovou uma invasão, o que foi o estopim da chamada Guerra da Coreia.[25]

Guerra da Coréia

A Guerra da Coreia foi um conflito militar ocorrido entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul com as maiores hostilidades tendo início em 25 de junho de 1950, sendo interrompida por um armistício assinado em 27 de julho de 1953. O conflito surgiu na tentativa dos dois governos coreanos de reunificar a Coreia sob seus respectivos governos, o que conduziu-os à uma guerra de grande escala com uma margem de mais de 2 milhões de civis e soldados de ambos os lados. O período imediatamente anterior à guerra foi marcado por conflitos de escalas menores no paralelo 38º N e tentativas de negociar eleições para a Coreia inteira, como um todo.[26] Estas negociações terminaram quando as forças armadas norte-coreanas invandiram o Sul em 25 de junho de 1950. Sob a égide das Nações Unidas, as nações aliadas à ela intervieram em nome da Coreia do Sul. Após rápidos avanços em um contra-ataque sul-coreano, as forças chinesas, aliadas ao Norte, intervieram em nome da Coreia do Norte, deslocando o equilíbrio da guerra e finalmente ocasionando um armistício que aproximadamente, restaurou as fronteiras originais entre as Coreias do Norte e do Sul.

Enquanto alguns têm se referido à guerra como uma guerra civil, muitos outros fatores estavam em jogo.[27] A Guerra da Coreia foi também o primeiro confronto armado da Guerra Fria e estabeleceu um padrão para muitos conflitos posteriores. Criou-se a ideia de uma guerra proxy, onde as duas superpotências estariam lutando em outro país, forçando a população da nação a sofrer a maior parte das destruições e mortes envolvidas em uma guerra entre essas grandes nações. As superpotências estariam evitando descender em uma guerra no exterior entre si, bem como ao uso mútuo de armas nucleares. O conflito coreano também expandiu a Guerra Fria, que até àquele momento, estivera mais procupada com a Europa. Uma zona desmilitarizada fortemente guardada no paralelo 38 N (Zona Desmilitarizada da Coreia) continua a dividir a pensínsula hoje com o sentimento anticomunista e anti-Coreia do Norte ainda em vigor na Coreia do Sul.

Desde o cessar-fogo da Guerra da Coreia em 1953 as relações entre o governo norte-coreano e o sul-coreano, União Europeia, Canadá, Estados Unidos, e Japão mantiveram-se tensas. A luta fora interrompida no cessar-fogo, porém ambas as Coreias ainda estão, tecnicamente, em guerra. Tanto Coreia do Norte, quanto Coreia do Sul assinaram a Declaração Conjunta Norte-Sul de 15 de junho em 2000, na qual ambos os lados fizeram promessas de procurar uma reunificação pacífica.[28] Além disso, em 4 de outubro de 2007, os líderes da Coreia do Norte e do Sul prometeram manter diálogos para oficialmente declarar o fim da guerra e reafirmaram o princípio de não-agressão mútua.[29]

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Coreia do Norte põe exército de prontidão para combate


Publicado no site Yahoo
25/05/10

Desfile militar em Pyongyang: as coréias se preparam para a guerra.

Nota do D’Incao: ler também a história da guerra da Coréia e da divisão do país postada neste site.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ordenou que o exército de seu país esteja pronto para combate, segundo a agência de notícias Yonhap. Um grupo de observadores chamado Solidariedade de Intelectuais da Coreia do Norte disse que fontes informaram que as ordens de Kim foram anunciadas na semana passada, em um discurso transmitido pela televisão.
PUBLICIDADEHoje a Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de ter ultrapassado fronteiras marítimas e ameaçou responder com uma ação militar. A ameaça foi feita em uma mensagem às forças armadas sul-coreanas, segundo a agência de notícias Korean Central. Nos últimos dias, dezenas de navios sul-coreanos invadiram águas norte-coreanas, segundo o país do Norte.

“Essa é uma provocação deliberada que tem intenção de provocar outro conflito militar no Mar Amarelo e, por isso, coloca em posição de guerra as atuais relações norte-sul, que atingiram o ponto mais baixo”, disse a mensagem divulgada hoje, de acordo com a Korean Central. Se as invasões continuarem, o Norte “vai colocar em vigência medidas militares práticas para defender suas águas, como já deixou claro, e o Sul será totalmente responsável por todas as consequências”.

Um porta-voz do exército da Coreia do Sul negou que qualquer um dos navios do país tenha ultrapassado a fronteira conhecida como Linha de Limite do Norte. A Coreia do Norte se recusa a aceitar a linha desenhada pelos aliados da Coreia do Sul depois da guerra de 1950-53 e diz que ela deve passar mais ao sul. O local foi cenário de batalhas entre 1999 e 2002 e de um incidente que deixou um barco de patrulha norte-coreano em chamas em novembro do ano passado.

Investigação

Na semana passada, o governo da Coreia do Sul revelou os resultados de uma investigação multinacional que concluiu que um submarino norte-coreano torpedeou um navio militar sul-coreano, chamado Cheonan, no dia 26 de março, perto de uma fronteira marítima disputada pelos dois países. No incidente, 46 pessoas morreram.

A Coreia do Sul afirmou ontem que vai buscar punição para a Coreia do Norte pelo que chamou de provocação militar e anunciou várias medidas, como a suspensão do comércio com o vizinho do Norte. A Coreia do Norte nega envolvimento no afundamento do navio sul-coreano. As informações são da Dow Jones.

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