Tag Histórico | "internet"

Tags: ,

No ar para sempre


Grande irmão: o público de posse de novas ferramentas da net arrepia os cabelos dos donos da informação.

Ruy Castro

09/08/2010
Folha de S. Paulo

A ideia de que, uma vez ‘postada’, uma informação não pode mais ser retirada da internet tem algo de assustador – contraria a natureza humana, feita de lembranças e, ainda bem, de esquecimentos. Mas o mundo gira, a Lusitana roda e, agora, estamos à mercê de uma ferramenta que não permite esquecer. Quando se pensa que uma imagem ou informação foi deletada, ela reaparece, ‘baixada’ por alguém, algures. 
Você dirá que com os livros, filmes, fotos, etc. já era assim. Nem tanto. Inúmeros livros se perderam para sempre e, de outros, só resta um exemplar, em Salamanca ou no Rio, que nem pode mais ser folheado. Cerca de 70% dos filmes da era do silencioso, inclusive americanos, desapareceram até o último fotograma. E quantos quadros não se consumiram em incêndios antes de serem registrados em foto ou filme? 
Hoje, ao contrário, não apenas as glórias da humanidade mas também suas vergonhas ameaçam ficar para sempre. WikiLeaks, o site dedicado a vazar informações sobre crimes de guerra, agressões à humanidade, encobrimento de falcatruas, desastres ecológicos, exploração religiosa e outras mazelas correntes, tem um dispositivo pelo qual, assim que põe uma denúncia no ar, não é possível removê-la. 
Faz com que toda tramoia armada por governos ou particulares e vazada pela WikiLeaks fique exposta indefinidamente, mesmo depois que eles se explicam – o que só acontece depois de uma sequência de negações, ameaças e acusações de que o WikiLeaks é um ‘risco para a segurança’. Há tempos, a CIA armou um plano secreto para neutralizar o site. Pois o WikiLeaks teve acesso ao plano, publicou-o e desmoralizou-o. 
É talvez o pior inimigo com que os altos poderes já se defrontaram: aquele que descobre e sabe de tudo, não hesita em pôr para fora, tem uma audiência de milhões e não pode ser apagado.

Popularity: 5% [?]

Postado emAtualidades, E.P.CComments (0)

Tags: , , , , , , , , ,

A rádio tradicional só toca as mesmas 40 músicas”


6 de junho de 2010
Por Alexandre Matias
O Estado de S. Paulo

Aguardar nota do D’Incao sobre este post.

“Estava na faculdade quando percebi que não ouvia música nova”, lembra Anthony Volodkin, que chega ao Brasil esta semana para participar do evento YouPix. “Não tinha mais tempo para ficar em salas de bate-papo por causa das aulas e do trabalho. Mas descobri os blogs de música e não acreditei quando vi que tanta gente estava escrevendo sobre música só porque gostava. Depois de algumas noites em claro, escrevi um protótipo do que se tornaria o Hype Machine”.
A história se parece com a de muitos criadores de serviços digitais, com um agravante. Quando, há cinco anos, o nova-iorquino Volodkin descobriu o mundo maravilhoso dos blogs de MP3, este era formado por amadores que dispunham seu tempo livre à caça de novos artistas e bandas que ninguém tinha ouvido falar. Cinco anos depois, o Hype Machine não só se tornou a grande central dos blogs desta natureza, como ajudou-os a redefinir um papel importante na história da música digital: o de filtro.
Se as gravadoras se perderam em números de vendas que desabavam enquanto os downloads proliferavam online, os blogs de MP3 se tornaram o grande refúgio para ouvintes que não sabiam o que ouvir. A indústria do disco, perdida entre artistas gigantes que vendem cada vez menos, deixou de ser a referência para descobrir novos nomes. Assim, coube a blogueiros apaixonados por música assumir esse papel.
E são as gravadoras maiores quem mais sofrem com esta nova realidade digital. “Elas não conseguem responder rapidamente a vazamentos de álbuns, por exemplo”.
A reação do mercado ao site foi gradual. “Somos uma forma independente pela qual a indústria pode monitorar o que as pessoas estão fazendo nesta nova mídia”, ele explica, e diz que as gravadoras pequenas e blogs de MP3 responderam positivamente – e logo – à existência do site. “Foi um processo orgânico”, lembra.
Em seus cinco anos de existência, o Hype Machine acompanhou as drásticas mudanças na indústria. “As gravadoras passaram a ousar mais ao vender música online. Já estão contando o fã como um agente importante, em vez de deixá-lo de lado, como no passado”, explica o dono do site, que também comenta as mudanças nos hábitos de consumo. “As pessoas estão comprando mais música digital do que nunca – além de ouvir cada vez mais música na web e nos seus celulares.”
“Mudou também a forma como as pessoas gastam seu dinheiro”, continua. “Isso não quer dizer que a música deixou de ser importante para as pessoas. Mas o mais interessante é perceber como as pessoas interagem e criam neste novo ambiente.”
Às vésperas de lançar uma nova versão do seu site, além de um aplicativo para celular, Volodkin nem pestaneja ao ser perguntado se a internet assumiu o papel do rádio. “Sem dúvida. A rádio tradicional só existe para tocar as mesmas 40 músicas, sempre, sem parar, como se fosse um iPod de baixa capacidade de armazenamento”.
Serviço
YOUPIX.COM.BR – MELHORES DA WEBSFERA 2010.
De 8 a 11 de junho, das 15h às 23h. Museu da Imagem e do Som. Av. europa, 158. Jardim Europa. Volodkin será sabatinado na quinta-feira, às 21h. confira toda a programação no site do evento

Como funciona o Hype Machine
Home
A página inicial do Hypem.com traz uma lista com as músicas que acabaram de subir em blogs cadastrados. Também dá para fazer buscas a partir da home
Para ouvir
Basta apertar o ícone do “play” do lado do nome da faixa. Como o site também funciona como uma rede social, dá para marcar as faixas que você mais gostou clicando no ícone em forma de coração
Para baixar
Ao clicar no link “read the full post”, você é direcionado para o blog que hospeda o MP3 da música escolhida
Os hits
O site também gera um ranking com as músicas mais baixadas, no link “Popular”. A lista muda constantemente, por isso vale visitar sempre

Popularity: 6% [?]

Postado emAtualidades, Cultura, E.P.CComments (1)

Tags: , , ,

Apenas metade das escolas no Brasil oferece acesso à internet para alunos


Taxa brasileira de conexão é inferior à de países como Omã, Chile, Tunísia e Turquia
25 de maio de 2010

Colégio público no Brasil: utilização da internet ainda é ínfima.

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
GENEBRA – Apenas metade das escolas brasileiras tem acesso à internet. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 25, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que indica que a taxa brasileira é bem inferior à média dos países ricos. O acesso de escolas brasileira à internet é ainda inferior às taxas de Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia. Na Jordânia, 80% das escolas estão conectadas.

Nos países ricos, praticamente 100% das escolas estão conectadas à internet e a maioria à banda larga. Na Croácia, Suécia e Reino Unido, todas as escolas já contam com a internet de alta velocidade. Já em 2004, 97% dos colégios canadenses estavam conectados.
No caso do Brasil, a taxa ao final de 2009 seria de 56%. No Chile, a taxa é de mais de 65%. No Uruguai, o governo conseguiu garantir que 100% das escolas tenham acesso à internet de alta velocidade.
Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. No México, a taxa é de 40%.
Língua
Apesar da baixa presença em escolas brasileiras, a internet vem observando um aumento importante no uso do português na rede. Hoje, a língua de Camões é a 6a mais usada no mundo virtual. No total, 73 milhões de internautas usam o português para se comunicar, um número superior aos usuários em alemão ou árabe. O português já rivaliza com o francês, que tem 74 milhões de usuários na rede.
A lingual mais usada na internet é o inglês, com quase 464 milhões de usuários adotando o idioma como ferramenta principal de comunicação. Mas a língua de americanos, britânicos e australianos vem perdendo espaço. Em 1996, 80% dos usuários da internet eram anglófonos. Essa taxa caiu para 30% em 2007 e hoje é de apenas 15%. Na prática, isso reflete o fato de que um número cada vez maior de usuários que não falam inglês estão ganhando acesso â rede.
Hoje, a segunda língua mais “falada” na rede é o chinês, diante do tamanho da China e do número crescente de internautas. No total, são 321 milhões de internautas que usam prioritariamente o chinês como língua. O espanhol vem na terceira posição, com 131 milhões de usuários.
Outra indicação da proliferação de outras línguas na rede é o número de sites registrados como .in (Índia), .ru (Rússia) e .cn (China). Mais da metade dos usuários de Internet hoje ainda usam alfabetos não-latinos, o que também exigiu a adequação dos caracteres. Hoje, a Google já reconhece 41 línguas e o Windows 7 deve anunciar sua versão 2011 em 160 idiomas, 59 a mais que em 2009.

Popularity: 12% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, educaçãoComments (0)

Tags: , , ,

Casal deixa bebê morrer de fome enquanto cria filha virtual na internet


Autópsia revelou que bebê morreu depois de desnutrição; polícia diz que casal era viciado em internet.

Da BBC

Um casal sul-coreano “viciado em internet” deixou sua bebê de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local.

Segundo a agência de notícias oficial Yonhap, o casal alimentava sua bebê prematura apenas uma vez por dia, entre períodos de 12 horas passados em um internet café.

O oficial da polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal “perdeu a vontade de viver uma vida normal” depois que os dois perderam seus empregos.

O pai, de 41 anos de idade, e sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, ao sul de Seul, no início da semana, cinco meses depois de terem reportado a morte da bebê. Eles estavam foragidos desde a morte da criança.

A autópsia mostrou que sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição.

O casal teria ficado obcecado em criar uma menina virtual chamada Anima, no popular jogo Prius Online, disse a polícia nesta sexta-feira.

O jogo permite aos jogadores interagir com Amina e enquanto fazem isso, a ajudam a recuperar sua memória perdida e desenvolver emoções.

Já houve outros casos de morte ligados ao vício em jogos de computadores na Coreia do Sul, onde um jovem morreu supostamente depois de passar cinco dias jogando com apenas pequenos intervalos.

Popularity: 3% [?]

Postado emAtualidadesComments (0)

  • Populares
  • Novos
  • Comentários
  • Tags
  • Assine
Advertise Here