Tag Histórico | "israel"

Tags: , ,

Rumo aos EUA, assessor de Netanyahu diz que Obama não entende realidade


20/05/2011 – 09h25

Folha de São Paulo
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

“Há um sentimento de que Washington não entende a realidade, não entende o que nós enfrentamos”. A frase de um assessor no avião que levou o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, aos Estados Unidos nesta sexta-feira reflete bem o clima de tensão em torno da visita.
Em um amplo discurso sobre Oriente Médio e mundo árabe na véspera, o anfitrião Barack Obama declarou diversas vezes apoio ao aliado Israel, mas também defendeu, pela primeira vez, a criação do Estado palestino em território ocupado por israelenses.
Obama defendeu que a Palestina seja criada na Cisjordânia e faixa de Gaza e que conte com os territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967 –o que incluiria Jerusalém Oriental.
O direitista Netanyahu, que já não tinha grandes relações com Obama, reagiu dizendo que a proposta deixaria Israel com fronteiras “indefensáveis” e rejeitou a pressão americana –grande mediador das negociações de paz na região nas últimas décadas.
Seu assessor foi mais direto e disse a repórteres que a resposta “dura” de Netanyahu “expressa o desapontamento com a falta de assuntos centrais que Israel exigia, principalmente os refugiados [palestinos]“.
Israel diz que não pode aceitar a demanda dos palestinos de dar a milhões de palestinos refugiados nos países vizinhos o direito de voltar ao país.
Nesta quinta-feira, Obama admitiu que a paz na região não virá fácil, reconheceu o tema dos refugiados como um dos mais delicados, mas pediu que ambos os lados parem de olhar para o passado e comecem a pensar no futuro.

Questionado sobre o motivo de sua resposta a Obama, Netanyahu disse a repórteres no avião que “há coisas que não podem ser varridas para debaixo do tapete”.
HISTÓRICO DE TENSÃO
As relações estremecidas entre Obama e Netanyahu não são novas. Em março do ano passado, Israel enfureceu Washington ao anunciar planos de construir centenas de casas em assentamentos judaicos em territórios palestinos –em plena visita do vice americano a Israel.
Pouco depois, Netanyahu visitou Washington e foi deixado esperando enquanto Obama jantava com sua família na Casa Branca –ação que Israel viu como demonstração de desprezo.
Os EUA lançaram em setembro passado um novo esforço diplomático para retomar o diálogo direto de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina. Mas as conversas foram estagnadas desde que Israel rejeitou a extensão de uma moratória sobre a construção em assentamentos judaicos em território palestino.
Desde então, as lideranças palestinas apostam em uma campanha para obter reconhecimento internacional e da ONU (Organização das Nações Unidas) a um Estado dentro das fronteiras antes da guerra de 1967. A organização deve discutir em setembro sobre a criação de um Estado palestino.

Popularity: 5% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, HistóriaComments (0)

Tags: ,

Israel vai defender suas fronteiras, diz premiê em meio a crise


15/05/2011 – 16h37

O Primeiro-ministro de Israel ordena que o exército adote uma postura "cuidadosa", diante dos protestos palestinos.

Folha de São Paulo

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, advertiu neste domingo que o país está determinado a defender suas fronteiras após os sangrentos incidentes nas divisas com a Síria e o Líbano durante as manifestações pela “Nakba” palestina, que deixaram ao menos dez mortos.

“Dei ordem ao Exército para atuar com a maior prudência possível, mas também impedir que nossas fronteiras sejam forçadas”, afirmou Netanyahu em uma declaração transmitida pela imprensa.
Em um breve discurso, Netanyahu disse que as manifestações “não afetarão as fronteiras de 1967″, em referência à Cisjordânia, faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e Golã, conquistadas por Israel durante a Guerra dos Seis dias, de junho de 1967, onde se localizam os principais focos dos protestos.
Mahmoud Abbas, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), também reagiu aos confrontos e disse que o “sangue derramado pela liberdade dos palestinos não será em vão”.
“A vontade do povo é mais forte que o poder das forças opressivas”, afirmou ao referir-se às pelo menos dez vítimas deste domingo nos protestos do dia que lembra a expulsão de moradores e a perda de terras pela criação em 1948 do Estado de Israel.
Além das mortes, 210 pessoas ficaram feridas. O Exército israelense reprimiu os protestos a tiros quando os manifestantes, em sua maioria palestinos de campos de refugiados, se aproximaram da fronteira, que atacaram os soldados com pedras.
Abbas destacou ainda que a grande participação nos protestos demonstra “a determinação do povo palestino para conquistar a liberdade”.
DIA DA NAKBA
As manifestações palestinas em virtude do “Nakba” (catástrofe) –que remete à expulsão dos palestinos da região que deu origem ao Estado de Israel– geraram uma grande onda de violência neste domingo, deixando ao menos dez mortos e centenas de feridos.
Os incidentes mais graves ocorreram nas zonas fronteiriças de Síria e Líbano. O Exército israelense disparou contra manifestantes palestinos vindos da Síria que haviam penetrado em Golã, segundo fontes dos serviços de segurança do Estado hebreu.
A data simbólica representa o êxodo de 760 mil pessoas em 1948, o que deu início a questão dos refugiados palestinos, que atualmente chegam a 4,8 milhões espalhados principalmente entre Jordânia, Síria, Líbano e nos territórios palestinos na Cisjordânia e faixa de Gaza.
Trata-se de um dos incidentes fronteiriços mais graves entre Israel e seus vizinhos desde a guerra árabe-israelense de 1973.
CONFRONTOS
Na fronteira com o Líbano, na região de “Marun ar Ras”, forças israelenses abriram fogo quando dezenas de manifestantes cruzaram o cordão de isolamento montado pelo do Exército libanês e começaram a lançar pedras contra o território de Israel.
Unidades do Exército israelense foram colocadas em alerta máximo e em coordenação total com as Forças das Nações Unidas (posicionadas no sul do Líbano), informou a imprensa local.
Nos territórios palestinos, mais de 90 pessoas ficaram feridas ao norte da faixa de Gaza por disparos do Exército durante uma marcha em direção ao terminal fronteiriço israelense de Erez.
Em Kalandia (Cisjordânia), um posto de controle na entrada de Jerusalém, ao menos 17 palestinos ficaram feridos em choques violentos e outros nove também se feriram em Hebron (sul da Cisjordânia).
ISRAEL ACUSA A SÍRIA
O Exército israelense acusou o regime sírio de haver “organizado esta manifestação violenta para tentar desviar a opinião pública mundial do que acontece no país.
A Síria abriga 470 mil refugiados palestinos, e em anos anteriores o governo, que agora enfrenta turbulência interna aguda, impediu manifestantes de chegarem às cercas da fronteira.
“Parece que se trata de um ato cínico e descarado da liderança síria para propositalmente criar uma crise na fronteira, de modo a desviar as atenções dos problemas internos muito reais que o regime enfrenta”, disse um alto funcionário governamental israelense que pediu anonimato.

Popularity: 4% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , ,

Família palestina terá que compartilhar sua casa com colonos judeus


10/03/2011 – 06h20

Soldado israelense aponta arma para criança palestina: a foto fala por si.

DA EFE
Publicado na Folha de São Paulo

A família árabe Hamdallah terá que compartilhar sua casa no território palestino ocupado de Jerusalém Oriental com colonos judeus que reivindicam a propriedade, informou nesta quinta-feira o jornal israelense “Ha’aretz”.

Um tribunal outorgou aos colonos o direito de utilizar um dos quartos e o espaço na frente da casa, localizada em Maaleh Zeitim, no bairro árabe de Ras al Amud, onde moram em torno de 100 colonos judeus.

Os Hamdallah mantiveram uma batalha judicial durante os últimos 11 anos com colonos financiados pelo milionário americano Irving Moskowitz, que defendem que compraram a casa de duas organizações judaicas que eram proprietárias do imóvel antes da guerra de 1948, quando o leste de Jerusalém ficou sob soberania jordaniana.

Os tribunais israelenses não permitem a recuperação por parte dos palestinos das propriedades que ocupavam no lado oeste da cidade ou em outras partes do país antes da criação de Israel, em 1948.

Dezesseis palestinos moram atualmente na casa dos Hamdallah, três deles no quarto que em breve será ocupado pelos colonos, que terão proteção de soldados do Exército israelense.

Popularity: 9% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, HistóriaComments (2)

Tags: , , ,

Brasil reconhece Estado palestino com fronteiras anteriores a 1967, diz Itamaraty


03/12/2010

Guerra dos Seis Dias: Brasil reafirma o reconhecimento das fronteiras palestinas anteriores ao conflito.


Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), nesta quarta-feira (1º) reafirmando o reconhecimento de um potencial Estado palestino com fronteiras anteriores a 1967, informou em comunicado o Itamaraty.
O apoio não é uma novidade. O governo brasileiro já declarara apoio à formação de um Estado palestino nos territórios pré-1967 em uma votação da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1988. Mais recentemente, em fevereiro de 2006, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu em comunicado que Israel se retirasse dos territórios ocupados.
Em teoria, a afirmação corresponde à posição tradicional do Itamaraty, segundo a qual Israel tem o direito à segurança e à existência “dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”, expressão que equivale às fronteiras existentes antes de 1967. Paralelamente, a diplomacia brasileira também reconhece o direito palestino de exercer sua soberania sobre Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
O novo reconhecimento foi mais um gesto político de aproximação, feito por Lula em resposta a carta enviada por Abbas, no último dia 24 de novembro, com solicitação nesse sentido.
“A iniciativa é coerente com a disposição histórica do Brasil de contribuir para o processo de paz entre Israel e Palestina, cujas negociações diretas estão neste momento interrompidas, e está em consonância com as resoluções da ONU, que exigem o fim da ocupação dos territórios palestinos e a construção de um Estado independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967″, disse o texto.
O Itamaraty ressalta, contudo, “a decisão não implica abandonar a convicção de que são imprescindíveis negociações entre Israel e Palestina, a fim de que se alcancem concessões mútuas sobre as questões centrais do conflito”.
Há tempos, o Brasil pleiteia uma voz na mediação de paz no Oriente Médio. Israelenses e palestinos entraram em uma nova rodada de negociações diretas este ano, sob mediação dos Estados Unidos. O esforço, contudo, foi por água abaixo em 26 de setembro, quando Israel anunciou o fim da moratória sobre as construções de mais casas nos assentamentos judaicos em territórios palestinos. O congelamento é tido como pré-requisito essencial para os palestinos participarem das negociações de paz.
Muitos países da comunidade internacional concordam que a criação de um potencial Estado para os palestinos –como parte da chamada “solução dos dois Estados” para o conflito no Oriente Médio– deve ocorrer de acordo com as fronteiras existentes antes da Guerra de 1967, quando Israel deu início à anexação de territórios palestinos.
Histórico
O Itamaraty lembra que mais de cem países reconhecem o Estado palestino. “Entre esses, todos os árabes, a grande maioria dos africanos, asiáticos e leste-europeus. Países que mantêm relações fluidas com Israel – como Rússia, China, África do Sul e Índia, entre outros – reconhecem o Estado palestino. Todos os parceiros do Brasil no IBAS e no BRICS já reconheceram a Palestina”.
A maior parte dos reconhecimentos veio após à Declaração de Independência adotada pelo Conselho Nacional Palestino, em novembro de 1988, em Argel. A declaração foi aprovada, no mesmo ano, pela Assembleia Geral da ONU –com o voto favorável do Brasil.
O Brasil reconhece ainda, desde 1975, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) como legítima representante do povo palestino –dotada de personalidade de direito internacional público. Em 1993, lista ainda o Itamaraty, o Brasil autorizou a abertura de Delegação Especial Palestina, com “status” diplomático semelhante às representações das organizações internacionais. Em 1998, o tratamento concedido à Delegação foi equiparado ao de uma Embaixada, para todos os efeitos.
Em 2004, foi aberto Escritório de Representação em Ramallah, na Cisjordânia.
O Itamaraty destaca ainda que o Brasil apoia financeiramente a campanha palestina com doações de cerca de US$ 20 milhões à ANP, aplicados em projetos em segurança alimentar, saúde, educação e desenvolvimento rural, e mais US$ 2 milhões para projetos em benefício do povo palestino coordenados por fundos e agências internacionais como o PNUD, o Banco Mundial e a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA).
Outros US$ 3 milhões foram investidos, por meio do Fundo IBAS, mantido com Índia e África do Sul, para construção de um centro poliesportivo em Ramallah e na recuperação de um hospital em Gaza.
CAUTELA
O mesmo comunicado do Itamaraty ressalta ainda as relações bilaterais com Israel, que “nunca foram tão robustas”, em um claro esforço para amenizar os efeitos da declaração em Tel Aviv.
“Os laços entre os dois países têm-se fortalecido ao longo dos anos, em paralelo e sem prejuízo das iniciativas de aproximação com o mundo árabe e muçulmano”, continua o texto.
O ministério lista ainda os “recordes históricos” da “corrente de comércio e o fluxo de investimentos bilaterais com Israel” e a primeira visita de um Chefe de Estado brasileiro ao Estado de Israel, em março deste ano.

Popularity: 5% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , ,

Israel intercepta veleiro de ativistas que queria romper bloqueio de Gaza


28/09/2010

Navio de bandeira turca interceptado pela marinha de Israel em Maio: incidente deixou nove ativistas mortos.

Folha de São Paulo

A Marinha de Israel interceptou nesta terça-feira em alto-mar o veleiro de pacifistas judeus que tentava romper simbolicamente o bloqueio israelense à faixa de Gaza. A ação foi realizada sem violência e não deixou vítimas, segundo fintes militares.
Em 31 de maio passado, as forças israelenses mataram nove ativistas turcos na intercepção do barco Mavi Marmara, que levava ajuda humanitária aos palestinos. O episódio atraiu grande condenação internacional e esfriou as relações diplomáticas com a Turquia, rara aliada muçulmana na região.
“Dez navios de guerra israelenses obrigaram o veleiro a desviar para [o porto israelense de] Ashdod”, afirmou um dos organizadores do protesto, Amjad Al Shawa, que estava em terra em Gaza. “Eles se renderam porque estavam cercados e não tinham outra opção”.
A Marinha confirmou a versão e alega que a ação não resultou em nenhum ato de violência. “Nem os passageiros a bordo nem as forças marítimas israelenses usaram violência de nenhum tipo”, afirmou uma porta-voz do Exército israelense.
Segundo ela, antes da abordagem foram feitas duas advertências ao capitão, informando-lhe que estava violando a lei israelense e o direito internacional. “As advertências foram ignoradas pelo capitão da embarcação e pelos passageiros, que continuaram navegando rumo à área que se encontra sob bloqueio marítimo”.
O pequeno veleiro Irene, com sete militantes pacifistas judeus e dois jornalistas a bordo, havia zarpado no domingo (26) de Famagusta, ao norte do Chipre, com a intenção de levar ajuda humanitária simbólica à população da faixa de Gaza, submetida a bloqueio desde 2007, como retaliação à tomada de poder do grupo islâmico radical Hamas.
O Irene navega sob bandeira britânica e foi fretado por organizações como a britânica Judeus pela Justiça para os Palestinos, a europeia Judeus Europeus por uma Paz Justa, a americana Voz Judia pela Paz e a australiana Judeus contra a Ocupação.
Segundo os organizadores, trata-se de “um ato simbólico de solidariedade e protesto não violento” que reivindica a suspensão do bloqueio israelense a Gaza.

Popularity: 4% [?]

Postado emAtualidades, HistóriaComments (2)

Tags: , , , ,

Ministro da Defesa de Israel critica plano de demolição de casas palestinas


O Estado de S. Paulo

Vista de Jerusalém Oriental: governo planeja demolir mais casas palestinas.

Ehud Barak diz que ‘falta timing e bom senso’ às autoridades municipais de Jerusalém
23 de junho

JERUSALÉM – O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, criticou nesta quarta-feira, 23, a prefeitura de Jerusalém pelo anúncio do plano de derrubar 20 casas palestinas na porção oriental da cidade, já que considerou a medida prejudicial aos esforços para dar continuidade às negociações de paz com os palestinos. As informações são do jornal britânico The Guardian.
Barak, em visita a Washington, retomou a polêmica sobre as moradias de palestinos e judeus em Jerusalém e disse que o projeto de derrubar as casas para o estabelecimento de um sítio arqueológico deveria ter sido adiado. Os EUA anunciaram na terça que a decisão ameaça as recém retomadas negociações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujos mediadores são as autoridades americanas.
“O projeto, que foi aguardado por 3 mil anos, pode esperar outros três ou nove meses se as política do governo considerar que esse tempo seja necessário”, disse o ministro israelense. Barak ainda disse que as autoridades de Jerusalém mostraram “falta de bom senso e ‘timing’, e que essa não foi a primeira vez”.
As autoridades palestinas reprovaram a decisão israelense. “Israel continua com sua política de assentamentos em Jerusalém Oriental e ameaça prejudicar os esforços dos EUA para promover as negociações”, disse Saeb Erekat, o principal negociador palestino.
O governo americano também se mostrou descontente com a aprovação do plano e teve “inúmeras conversas” com os israelenses sobre o assunto, segundo informou o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley. “Esse é o tipo de atitude que mina a confiança fundamental para progredirmos nas conversas de paz”, disse o representante.
A questão dos assentamentos judaicos e a situação dos palestinos em Jerusalém Oriental é um dos principais pontos de discussão entre as duas partes. O plano envolve a demolição de 22 casas palestinas e a construção de um centro arqueológico turístico. Posteriormente, outras 66 casas seriam construídas. Os palestinos se opõem ao projeto, pois creem que seu objetivo é fortalecer a presença dos assentamentos judaicos na área.

Popularity: 7% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, HistóriaComments (0)

Tags: , , , , ,

Entenda o bloqueio de Israel a Gaza


Israel mantém restrições à navegação por estar em ‘estado de conflito armado com o regime do Hamas’
31 de maio de 2010
Publicado no Estado de S. Paulo

Davi e Golias: garoto lança pedra contra tanque israelense em Gaza.


O governo de Israel mantém o bloqueio à Faixa de Gaza desde que o Hamas, grupo militante palestino, tomou o controle do território à força, em 2007. O Hamas não reconhece a existência do Estado de Israel e é considerado por este país, pelos EUA e pela União Europeia como uma organização terrorista.

Com o bloqueio, o governo israelense impões restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios. No caso da Frota da Liberdade, o governo havia permitido o desembarque no porto de Ashdod, onde haveria revista da ajuda destinada ao território ocupado, mas avisou que não toleraria o ingresso de embarcações no espaço marítimo de Gaza.
Os organizadores da frota – o movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi – consideraram a sugestão de Israel de desembarcar no porto de Ashdod como “ridícula e ofensiva”. “Seus bloqueios, seus ‘canais oficiais’ são o que estão causando a crise humanitária”, disseram por meio de comunicado.
O major-general Eitan Dangot, o comissário-chefe para assuntos militares de Israel para territórios palestinos ocupados, disse que a política de Israel sobre o bloqueio era bastante clara. “Não vamos deixar nenhum barco atracar em Gaza enquanto o Hamas estiver no controle”, disse o militar durante a semana, quando foram feitos os primeiros contatos entre a frota e os militares israelenses.
A especialista em leis humanitárias e marítimas do Ministério do Exterior israelense, Sarah Weiss, informou que o bloqueio marítimo está em vigor “porque Israel está atualmente em estado de conflito armado com o regime do Hamas” em Gaza. A justificativa dada por ela é de que “muitos os ataques feitos pelo grupo palestino contra o território israelense foram realizados com armamentos contrabandeados também pelo mar”.
A ajuda humanitária enviada a Gaza é constituída de materiais para construção como concreto e metais, material escolar e outros bens. Os materiais para construção, porém, se tornou bastante restrito, já que Israel alega que o Hamas os usa como matéria prima para construir esconderijos e mísseis.
‘Free Gaza’
O movimento Gaza Livre (Free Gaza, em inglês) tenta desde 2008 furar o bloqueio israelense ao enviar suprimentos para o território controlado pelo Hamas. A frota atual, composta por seis navios, carregava 600 passageiros e havia sido organizada por órgãos da Grécia, da Suécia, da Turquia e da Malásia.
O Gaza Livre, cuja sede está localizada em Nicosia, no Chipre, se descreve como uma grupo de direitos humanos com coordenadores internacionais e grupos afiliados na Grécia, na Alemanha, na Irlanda e na Escócia. A ONG é respaldada por figuras públicas de peso, como o arcebispo sul-africano Desmond Tutu.
Em agosto de 2008, dois pequenos barcos da comitiva do Gaza Livre viajaram de Piraeus, na Grécia, até um porto de Gaza. Em outubro, uma embarcação maior desembarcou no território levando medicamentos.
Várias outras viagens foram realizadas desde então, e muitas falharam devido a ação dos militares israelenses. Em 2009, um barco foi interceptado por Israel e levado até o porto de Ashdod, onde a ajuda humanitária foi recolhida e, segundo o governo, direcionada a Gaza por vias terrestres depois de passar por um controle de segurança.

Popularity: 7% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, HistóriaComments (0)

Tags: , , , ,

Cineasta brasileira estava a bordo de frota atacada pela marinha israelense


Iara Lee postou mensagens sobre o clima ostensivo em site de relacionamentos antes do ataque

Publicado no Estado de S. Paulo

Iara Lee fazia parte do grupo de ajuda humanitária atacado por Israelenses.

Ler também: “Estados Unidos lamentam ataque de Israel contra frota humanitária”, postado neste site.

SÃO PAULO – A cineasta e ativista brasileira Iara Lee é uma das pessoas que se encontrava a bordo de uma das seis embarcações de uma frota de ajuda humanitária que foi atacada na manhã desta segunda-feira, 31, por navios da marinha israelense, deixando ao menos dez mortos.

No início da tarde deste domingo, Iara Lee começou a postar mensagens no site de relacionamentos Facebook dizendo que estava a bordo de um dos navios da flotilha internacional rumo à Faixa de Gaza. Sua última mensagem, postada às 20h08 (horário de Brasília) deste domingo, pedia ajuda para que as embarcações não fossem atacadas. “Nós precisamos da sua ajuda para impedir que Israel ataque nossa frota comunitária.”
Amigos de Iara respondiam às postagens. Uma amiga de Iara deixou mensagens na página online de Lee informando que havia encaminhado na manhã desta segunda-feira uma carta para o Ministério das Relações Exteriores informando que a cineasta brasileira se encontrava em um dos navios do comboio humanitária. Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou a respeito da situação de Iare Lee.
“Falamos com ela ontem (domingo) à noite. Ela contou que os navios estavam cercados pelo Exército de Israel e o tom dela era de medo e tensão”, disse a professora da USP Arlene Clemesha.

No último contato, Iara teria ainda dito a Arlene que os tripulantes já estavam tentando planejar “alguma estratégia” para o caso de serem atacados. “Ela falou que há idosos e crianças nas embarcações. E que uma ideia seria tentar empurrar os soldados israelenses para o mar”, disse a professora da USP.

No fim da manhã desta segunda-feira, um amigo de Iara postou uma mensagem dizendo que “estava feliz em saber que ela (Iara) estava OK” e pediu para ela mandar mais notícias.
Nas mensagens postadas anteriormente, a cineasta brasileira, de origem coreana, relatava sobre o clima ostensivo no local onde os barcos estavam. “A marinha israelense já está fazendo ameaças, ordenando que mudemos de curso. Nós esperávamos encontra-los, mas não tão cedo e em águas internacionais! É tão ilegal!”, postou Iara Lee às 18h20.
(Com BBC Brasil – atualizada às 13h45)

Popularity: 17% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, História, InglêsComments (0)

Tags: , , , ,

EUA lamentam ataque de Israel contra frota humanitária


31/05/2010

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON

Um dos barcos da organização humanitária Free Gaza: Turquia pede explicações de Irael.

Nota do D’Incao

Por Luís Paulo Domingues

O assassinato de 16 (a imprensa corrigiu o número anterior (10)) pessoas durante a tentativa de romper o isolamento de Gaza, por parte de um comboio humanitário, coloca mais uma vez em xeque os clamores de Israel contra o Irã e o “radicalismo” muçulmano. Durante as duas últimas semanas, aproveitando o impasse criado pela assinatura do acordo entre Irã e OIEA (organização internacional de energia atômica) – que foi intermediado por Turquia e Brasil -, imprensa e governos de todo o mundo manifestaram-se sobre o perigo de o Irã não cumprir o acordo. Os Estados Unidos e Israel fizeram mais: desqualificaram o acordo, declarando que as reais intenções do país asiático era ganhar tempo e evitar sanções econômicas que os próprios Estados Unidos empurrariam goela abaixo da ONU e de outras organizações internacionais.

Com os assassinatos de hoje de manhã, Israel coloca-se numa situação péssima para argumentações referentes à segurança mundial – foco de todas as questões no Irã. Como um país que abre fogo contra um comboio de barcos que leva comida, roupas e remédios para uma população que está isolada a força (por Israel) pode falar sobre o assunto?

A Casa Branca vai ter muito trabalho hoje para limpar a sujeira de seu eterno aliado perante a opinião pública.


Os Estados Unidos expressaram lamentação pelo ataque do Exército de Israel à “Frota da Liberdade”, um comboio de seis navios que entregariam ajuda humanitária à Gaza, e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

“Os EUA lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e neste momento tentam entender as circunstâncias
em que esta tragédia ocorreu”, sinalizou o porta-voz da Casa Branca, Bill Burton.

O Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira (31) um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos 10 mortos e cerca de 30 feridos.

Veja vídeo
Jim Hollander/Efe
Barco israelense escolta navio da ONG Free Gaza após ataques contra a frota de ajuda humanitária
Barco israelense escolta navio da ONG Free Gaza após ataques a frota de ajuda humanitária

O grupo tentava furar o bloqueio de Israel à entrega de mercadorias aos palestinos. De acordo com a imprensa turca o ataque ocorreu em águas internacionais, mas as forças de defesa de Israel mantêm que as embarcações tinham invadido seu território.

A imprensa turca mostrou imagens captadas dentro do navio turco Mavi Marmara, nas quais se viam os soldados israelenses abrindo fogo. Em Istambul cerca de 10 mil pessoas protestaram contra os ataques.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque israelense à “Frota da Liberdade”.

Em comunicado emitido na cidade cisjordaniana de Ramala através da agência oficial palestina “Wafa”, Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel.

Reação internacional

O ataque motivou forte reação na comunidade internacional. A Turquia já pediu à ONU (Organização das Nações Unidas), uma reunião urgente sobre o tema.

A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, se manifestou, e em seu discurso na abertura da 14ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU disse estar “comovida” com as informações do ataque, que provocou “mortos e feridos”.
Thanassis Stavrakis/AP
Na Turquia, cerca de 10 mil pessoas protestaram contra o ataque de Israel
Na Turquia, cerca de 10 mil pessoas protestaram contra o ataque de Israel

Pillay, além disso, destacou seu “profunda preocupação” com as ordens militares recentemente impostas em Israel em relação a Gaza.

“Na faixa de Gaza, o bloqueio continua menosprezando diariamente os direitos humanos de seus cidadãos. Houve muitos poucos avanços na quantidade de produtos que se permite entrar na região. A situação atual está longe de permitir que os cidadãos de Gaza levem uma vida normal e digna”, acrescentou a alta comissária, que também reiterou sua condenação ao lançamento de mísseis de Gaza a Israel.

Popularity: 10% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, HistóriaComments (0)

Tags: , , ,

Todos sabem há décadas que Israel tem arma nuclear, diz historiador


28/05/2010

MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM

Vista de Tel-Aviv: arrojo arquitetônico e altíssimo nível de vida contrastantes com a situação dos vizinhos.

Nota do D’Incao

Por Luís Paulo Domingues

Mais uma vez, na árdua tarefa de defender os esforços diplomáticos dos governos brasileiro e turco para encontrar uma solução, ao menos paliativa, para a questão nuclear iraniana, postamos a entrevista abaixo com um renomado historiador americano que reitera a existência de armas nucleares em Israel. E com um agravante: eles as ofereceram, em 1975, para ajudar o governo racista sul-africano, em pleno apartheid.

A questão aqui, portanto, não é por que Israel, um país esculachadamente belicista, não pode ter armas nucleares, e sim por que os outros países (inclusive os que estão na linha de mira de seus interesses, como o Irã) não podem.

Ainda sobre a questão do acordo com o Irã, não se bota em xeque o fato de Ahmadinejad poder, a qualquer momento, descumprir o que assinou, mas condena-se as grandes potências, encabeçadas pelo Estados Unidos, por mudarem as regras do jogo que eles mesmos estipularam.

Publicado na Folha de S. Paulo

Toda nova informação sobre o suposto programa nuclear de Israel desperta enorme interesse, dada a ambiguidade que envolve o tema. Não foi diferente com a notícia divulgada nesta semana, de que em 1975 o ministro da Defesa israelense, Shimon Peres (hoje presidente), teria oferecido armas nucleares ao regime do apartheid sul-africano.
A revelação está num livro que consumiu seis anos de pesquisa do historiador americano Sasha Polakow-Suransky, e é considerada uma rara prova do arsenal atômico de Israel –que o país não nega nem admite ter.
Leia abaixo a íntegra da entrevista:

FOLHA – Em que medida os documentos revelados em seu livro comprovam a oferta israelense? Peres negou tudo.

SASHA POLAKOW-SURANSKY – Peres está sendo evasivo. Ele está certo quando diz que sua assinatura não aparece nas minutas das reuniões, mas ela aparece no documento que garante sigilo para esta e outras negociações sobre defesa, quatro dias depois da primeira discussão sobre os mísseis Jericó. Além disso, Peres não negou, pelo que eu saiba, sua presença nessas discussões ou afirmou que os documentos sul-africanos são falsos. Os jornalistas deveriam perguntar a ele se assinou o documento de 3 de abril; se estava presente na reunião ocorrida na Suíça no dia 4 de junho; e se irá revelar documentos oficiais israelenses dessas reuniões para comprovar sua negativa. Até que ele diga sim a esta última questão, podemos assumir que ele esconde algo.
Os documentos mostram acima de qualquer dúvida que o tema dos mísseis Jericó foi discutido em uma série de encontros em 1975, primeiro em 31 de março, depois em 4 de junho. As frases usadas para descrever as ogivas são vagas, o que é comum nesse tipo de negociação.
A confirmação de que o governo sul-africano viu a discussão como uma oferta nuclear explícita está num memorando do chefe do Estado-Maior, R. F. Armstrong, escrita no mesmo dia 31 de março, que detalha as vantagens do sistema de mísseis Jericó para a África do Sul, mas só se os mísseis tivessem ogivas nucleares. É a primeira vez que aparece um documento com a discussão sobre mísseis nucleares em termos concretos.
O memorando Armstrong foi tornado público seis anos atrás e citado num artigo acadêmico escrito por Peter Liberman. Até eu revelar os registros dos encontros de 31 de março e 4 de junho, era difícil contextualizar o memorando. Com os três documentos e o pacto de sigilo do dia 3 de abril assinado por Peres, o quadro fica mais claro. Quando você olha esses documentos juntos, fica muito claro que a possibilidade de a África do Sul comprar mísseis nucleares foi discutida no dia 31 de março e de novo no dia 4 de junho de 1975, quando Peres se encontrou com Pieter Botha [então ministro da Defesa] na Suíça e que essas discussões foram colocadas sob pesado sigilo no dia 3 de abril de 1975. O acordo nunca foi fechado, mas a discussão ocorreu, e o alto escalão sul-africano entendeu a proposta israelense como oferta nuclear.

FOLHA: Qual era o objetivo de Israel?

Principalmente financeiro. Peres também estava buscando financiamentos conjuntos e precisava oferecer algo em troca à África do Sul. No encontro de 4 de junho, Peres sugeriu a Pieter Botha [então ministro da Defesa] que a África do Sul financiasse entre 10% e 5% de um projeto de um jato leve e 33% de um sistema balístico de cognome “Assaltante”. Israel tinha o know-how, a África do Sul tinha dinheiro. Além disso, os israelenses queriam fazer pesquisas conjuntas e desenvolver produtos com os sul-africanos pagando parte da conta.

FOLHA: Há outras revelações sobre a relação entre Israel e o regime do apartheid em seu livro?

Muitas. As principais são a continuação do projeto do mísseis Jericó na África do Sul nos anos 80, quando especialistas israelenses ajudaram a construir projéteis de segunda geração para carregar ogivas nucleares; e a venda de “yellow cake” [concentrado de urânio para produção do combustível nuclear] da África do Sul para Israel em 1961, sob um acordo bilateral de salvaguardas para uso pacífico. Em 1976, quando um estoque de 500 toneladas havia sido acumulado em Israel, a inteligência israelense pediu ao governo sul-africano que as salvaguardas fossem suspensas.
O ministro sul-africano de Minas, Fanie Botha, viajou a Israel em julho de 1976, onde se encontrou com Peres, [Yitzhak] Rabin, além de generais e cientistas nucleares. Em entrevista a mim, Fanie Botha admitiu que durante a viagem ele suspendeu as salvaguardas, liberando Israel para usar o “yellow cake” para fins militares. Em troca, Israel forneceu à África do Sul tritium, uma substância que aumenta o rendimento de armas termonucleares e Israel enviou dinheiro para Fanie Botha por meio de um intermediário [Jan Blaauw, um general reformado da Força Aérea] para mantê-lo financeiramente vivo e para que ele não perdesse sua pasta no gabinete até o acordo ser concluído. As salvaguardas foram suspensas e o tritium foi enviado à África do Sul.
A visita de Fanie Botha a Israel é confirmada em um documento do Ministério da Defesa israelense que eu tenho. O resto da história foi confirmado nos autos do processo do Estado contra Jan Blaauw, um julgamento secreto da Suprema Corte sul-africana de 1988. É uma longa história que está detalhada no capítulo 7 do meu livro. Basicamente, Fanie Botha prometeu a Blaauw concessões de exploração de minas de diamantes em troca de seu trabalho para o Estado; quando Blaauw não recebeu seus diamantes, ameaçou ir a público com todos os detalhes nucleares e Fanie Botha (‘o Estado’) o processou por extorsão.

FOLHA: Israel manteve negociações nucleares com outros países, como o Irã?

Israel manteve relações com vários outros regimes repulsivos, mas não tenho conhecimento de negociações sobre assuntos sensíveis como esse com outros países fora a África do Sul. Havia relações próximas entre Israel e o Irã até a Revolução Islâmica de 1979, que incluiu cooperação em tecnologia de mísseis.
Os documentos revelados em seu livro são a evidência mais clara até hoje do arsenal nuclear israelense?
Não. As fotos de Mordechai Vanunu [técnico nuclear israelense condenado por traição] em 1986 são muito mais definitivas. O significado desses documentos não é provar que Israel tem armas nucleares. Isso o mundo inteiro sabe há décadas. A notícia aqui é que a possível transferência de tecnologia nuclear foi discutida no altos escalões.

FOLHA: Qual era o estágio do programa nuclear israelense em 1975?

A maioria dos especialistas concorda com que Israel alcançou capacidade operacional de ogiva nuclear em 1975, ou seja, armas miniaturizadas. O país pode ter concluído a produção dessas armas na época da Guerra do Yom Kippur [1973] mas provavelmente elas não eram ainda operacionais.

FOLHA: Como evoluiu o programa nuclear sul-africano após a suposta oferta israelense? Por que a oferta foi recusada?

A África do Sul tinha sua própria tecnologia de enriquecimento de urânio. Pretória desenvolveu um método autóctone de enriquecimento em 1970, cortesia do eminente cientista sul-africano Wally Grant, que começou sua pesquisa secreta em um galpão no centro de Pretória e que mais tarde foi transferida para a central da Comissão de Energia Atômica.
O premiê Vorster anunciou isso em 1970 e a África do Sul começou a construir um reator de enriquecimento. Os sul-africanos só tomaram uma decisão formal de produzir armas nucleares até 1974. Quando a decisão foi tomada, comprar de outros países não só era caro, mas representava um custo adicional ao investimento que haviam feito no desenvolvimento de sua própria capacidade nuclear.

Popularity: 16% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, Geografia, História, capaComments (0)

  • Populares
  • Novos
  • Comentários
  • Tags
  • Assine
Advertise Here