Tag Histórico | "justiça"

Tags: , ,

Mãe é condenada a pagar R$ 5 mil por cyberbullying do filho


Mãe é condenada a pagar R$ 5 mil por cyberbullying do filho

Bulliyng: prática nociva nas escolas começa a dar condenação.

Zero Hora
A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a mãe de um jovem de Carazinho a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. O filho dela criou um site com a finalidade de ofender um colega de classe.



O autor da ação ajuizou que fotos suas foram copiadas e alteradas, dando origem a um fotolog (espécie de diário fotográfico) criado em seu nome. Na página, foram postadas mensagens levianas e ofensivas, nas quais ele era chamado de “veado, p…, filho da p.. e corno”.

Além disso, foram feitas montagens fotográficas nas quais o autor da ação aparece ora com chifres, ora com o rosto ligado a um corpo de mulher. Segundo ele, após muita insistência e denúncias por mais de um mês, o provedor cancelou o fotolog. Na sequência, o adolescente diz que começou a receber e-mails com conteúdo ofensivo, razão pela qual providenciou registro de ocorrência policial e ingressou com ação para que o provedor fornecesse dados sobre a identidade do proprietário do computador de onde as mensagens foram postadas, chegando ao nome da mãe de um colega de classe.

Os fatos ocorreram enquanto o autor da ação ainda era adolescente e, segundo ele, foram muito prejudiciais, havendo necessidade de recorrer a auxílio psicológico. Por essas razões, afirmou que a mãe do criador da página deveria ser responsabilizada já que as mensagens partiram de seu computador, bem como o provedor, por permitir a divulgação do fotolog.

As informações são do Tribunal de Justiça do RS.

Popularity: 6% [?]

Postado emAtualidades, CulturaComments (0)

Tags: , , , , ,

Operação encontra trabalhadores alojados em estábulos


31/05/2010


Iniciativa viabilizada por meio de cooperação entre a área trabalhista e ambiental, Operação Xingu libertou seis pessoas da Fazenda Rancho Alegre, em São Félix do Xingu (PA), e outras 11 da Fazenda Patuá, em Altamira (PA)

Polícia Federal liberta trabalhadores que eram mantidos como escravos em fazenda no inerior do Brasil.

Publicada no site Repórter Brasil. Por Bianca Pyl. Colaborou Maurício Hashizume

O grupo móvel de fiscalização libertou 17 pessoas de trabalho análogo à escravidão em duas fazendas de gado no Pará. Algumas das vítimas encontradas estavam alojadas em estábulos e tinham a liberdade restringida por causa do isolamento geográfico do local onde estavam. 

As ações fizeram parte da Operação Xingu, que contou com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da colaboração da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara) – órgão estadual que possui dados cadastrais da situação fundiária da região. 

”Trabalho escravo e degradação ambiental andam juntos. Não se pode olvidar de que não existe crime ambiental sem que um trabalhador o pratique, a mando naturalmente dos proprietários e grileiros”, sintetiza o procurador do trabalho Eder Sivers, que fez parte da operação ocorrida no final de março. 

Na Fazenda Rancho Alegre, localizada na zona rural de São Félix do Xingu (PA), seis trabalhadores que faziam o serviço de “roço de juquira” (limpeza da área para formação de pasto) foram libertados. O empregador e proprietário da fazenda de médio porte, Vicente de Paula Freitas, chegou a alojar alguns dos empregados em estábulos, sem janelas. 

Não havia acesso à água potável, os empregados tinham que retirar água em um córrego próximo à fazenda. Instalações sanitárias não estavam disponíveis às vítimas, elas eram obrigadas a utilizar o mato como banheiro. A alimentação, apesar de irregular, era descontada dos salários dos empregados, assim como os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e ferramentas de trabalho. “Encontramos condições típicas do trabalho escravo”, completa o auditor fiscal Klinger Moreira, coordenador do grupo móvel. 

Não havia ainda controle de jornadas de trabalho e os empregados labutavam “do amanhecer ao entardecer, enquanto a luz do dia e as forças físicas permitiam”, conforme descrição do procurador. “O trabalho do roço da juquira é sazonal, já que as condições climáticas da região limitam o trabalho em alguns meses do ano. Assim, alguns dos trabalhadores encontrados já prestaram serviços a este empregador em anos anteriores”, analisa Eder, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12 Região (PRT-12). Os empregados são moradores de regiões próximas à Fazenda Rancho Alegre. 

A forma de contratação era por empreitada e o preço da capina do alqueire era, em média, de R$ 650. Na prática, cada empregado recebia cerca de R$ 350 no final do mês, com descontos. O empregador não assinou a Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) dos trabalhadores. Os seis libertados receberam verbas referentes à indenização por dano moral individual e à rescisão do contrato de trabalho, totalizando mais de R$ 9,6 mil. 

O proprietário assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com compromisso de seguir normas de segurança e saúde, além das determinações da lei trabalhista. Por danos morais coletivos, ele terá que doar seis coletes balísticos ao MTE, de tamanhos diversos, para utilização dos auditores que integram o grupo móvel de combate ao trabalho escravo. 

Fazenda Patuá – Para chegar até a Fazenda Patuá, na zona rural de Altamira (PA), o Ibama designou fiscais e cedeu dois helicópteros que garantiram a localização e o acesso às frentes de trabalho. “O Ibama dispõe de pessoal altamente qualificado e equipamentos que facilitam a fiscalização em áreas distantes. Mesmo com os helicópteros, só conseguimos fazer a inspeção das propriedades denunciadas com muita obstinação da equipe”, frisa Eder. 

Na propriedade, foram libertados 11 trabalhadores. “Mesmo com as indicações da denúncia, tivemos muita dificuldades para localizar e ter acesso à propriedade”, relata o procurador. No local, ficou constatada restrição de liberdade por causa da distância geográfica da propriedade. 

Apesar de ter uma sede muito bem estruturada, o proprietário Jeová Eduardo Divino alojou trabalhadores em barracões de lona. No local, duas famílias dividiam o mesmo espaço com os demais trabalhadores, o que não é permitido. “Mesmo com condições de abrigar a todos com conforto na sede, o proprietário preferiu utilizar os barracões”, acrescenta Eder. 

A fazenda, considerada de grande porte, possui uma grande área de pasto já formado e outras áreas estavam sendo roçadas para fins de manutenção e limpeza do pasto pelos trabalhadores libertados. O grupo móvel verificou que dois trabalhadores foram trazidos do Sul do Maranhão, o resto do grupo veio de São Félix do Xingu (PA), município onde o proprietário mantém residência e uma rede de supermercados chamada Tucumã. 

A jornada de trabalho seguia o mesmo ritmo da anterior. Segundo Eder, “não havia um sistema de controle da jornada, principalmente no meio do mato, valendo a regra do trabalho desde as primeiras horas do dia até o entardecer”. O esquema de contratação também era por empreitada, só que com o pagamento ao final do trabalho e não mensal. Seriam descontados do pagamento final os valores referentes à alimentação e aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) (adquiridos por alguns dos trabalhadores). O Ibama fez um levantamento aéreo da Fazenda Patuá para realizar posterior avaliação acerca da situação fundiária e ambiental da propriedade. 

Após a fiscalização, as 11 vítimas receberam verbas rescisórias e indenizações, no valor total de mais de R$ 34 mil. O fazendeiro Jeová também assinou TAC proposto pelo MPT. A título de danos morais coletivos, os dois proprietários terão que doar equipamento de gravação telefônica digital para o combate à criminalidade na região e prevenção ao crime de trabalho escravo, no valor de até R$ 87 mil, à representação da PF em Redenção (PA). 
Operação encontra trabalhadores alojados em estábulos
31/05/2010


Iniciativa viabilizada por meio de cooperação entre a área trabalhista e ambiental, Operação Xingu libertou seis pessoas da Fazenda Rancho Alegre, em São Félix do Xingu (PA), e outras 11 da Fazenda Patuá, em Altamira (PA) 

Matéria originalmente publicada no site Repórter Brasil. Por Bianca Pyl. Colaborou Maurício Hashizume

O grupo móvel de fiscalização libertou 17 pessoas de trabalho análogo à escravidão em duas fazendas de gado no Pará. Algumas das vítimas encontradas estavam alojadas em estábulos e tinham a liberdade restringida por causa do isolamento geográfico do local onde estavam. 

As ações fizeram parte da Operação Xingu, que contou com a participação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da colaboração da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara) – órgão estadual que possui dados cadastrais da situação fundiária da região. 

”Trabalho escravo e degradação ambiental andam juntos. Não se pode olvidar de que não existe crime ambiental sem que um trabalhador o pratique, a mando naturalmente dos proprietários e grileiros”, sintetiza o procurador do trabalho Eder Sivers, que fez parte da operação ocorrida no final de março. 

Na Fazenda Rancho Alegre, localizada na zona rural de São Félix do Xingu (PA), seis trabalhadores que faziam o serviço de “roço de juquira” (limpeza da área para formação de pasto) foram libertados. O empregador e proprietário da fazenda de médio porte, Vicente de Paula Freitas, chegou a alojar alguns dos empregados em estábulos, sem janelas. 

Não havia acesso à água potável, os empregados tinham que retirar água em um córrego próximo à fazenda. Instalações sanitárias não estavam disponíveis às vítimas, elas eram obrigadas a utilizar o mato como banheiro. A alimentação, apesar de irregular, era descontada dos salários dos empregados, assim como os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e ferramentas de trabalho. “Encontramos condições típicas do trabalho escravo”, completa o auditor fiscal Klinger Moreira, coordenador do grupo móvel. 

Não havia ainda controle de jornadas de trabalho e os empregados labutavam “do amanhecer ao entardecer, enquanto a luz do dia e as forças físicas permitiam”, conforme descrição do procurador. “O trabalho do roço da juquira é sazonal, já que as condições climáticas da região limitam o trabalho em alguns meses do ano. Assim, alguns dos trabalhadores encontrados já prestaram serviços a este empregador em anos anteriores”, analisa Eder, da Procuradoria Regional do Trabalho da 12 Região (PRT-12). Os empregados são moradores de regiões próximas à Fazenda Rancho Alegre. 

A forma de contratação era por empreitada e o preço da capina do alqueire era, em média, de R$ 650. Na prática, cada empregado recebia cerca de R$ 350 no final do mês, com descontos. O empregador não assinou a Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) dos trabalhadores. Os seis libertados receberam verbas referentes à indenização por dano moral individual e à rescisão do contrato de trabalho, totalizando mais de R$ 9,6 mil. 

O proprietário assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com compromisso de seguir normas de segurança e saúde, além das determinações da lei trabalhista. Por danos morais coletivos, ele terá que doar seis coletes balísticos ao MTE, de tamanhos diversos, para utilização dos auditores que integram o grupo móvel de combate ao trabalho escravo. 

Fazenda Patuá – Para chegar até a Fazenda Patuá, na zona rural de Altamira (PA), o Ibama designou fiscais e cedeu dois helicópteros que garantiram a localização e o acesso às frentes de trabalho. “O Ibama dispõe de pessoal altamente qualificado e equipamentos que facilitam a fiscalização em áreas distantes. Mesmo com os helicópteros, só conseguimos fazer a inspeção das propriedades denunciadas com muita obstinação da equipe”, frisa Eder. 

Na propriedade, foram libertados 11 trabalhadores. “Mesmo com as indicações da denúncia, tivemos muita dificuldades para localizar e ter acesso à propriedade”, relata o procurador. No local, ficou constatada restrição de liberdade por causa da distância geográfica da propriedade. 

Apesar de ter uma sede muito bem estruturada, o proprietário Jeová Eduardo Divino alojou trabalhadores em barracões de lona. No local, duas famílias dividiam o mesmo espaço com os demais trabalhadores, o que não é permitido. “Mesmo com condições de abrigar a todos com conforto na sede, o proprietário preferiu utilizar os barracões”, acrescenta Eder. 

A fazenda, considerada de grande porte, possui uma grande área de pasto já formado e outras áreas estavam sendo roçadas para fins de manutenção e limpeza do pasto pelos trabalhadores libertados. O grupo móvel verificou que dois trabalhadores foram trazidos do Sul do Maranhão, o resto do grupo veio de São Félix do Xingu (PA), município onde o proprietário mantém residência e uma rede de supermercados chamada Tucumã. 

A jornada de trabalho seguia o mesmo ritmo da anterior. Segundo Eder, “não havia um sistema de controle da jornada, principalmente no meio do mato, valendo a regra do trabalho desde as primeiras horas do dia até o entardecer”. O esquema de contratação também era por empreitada, só que com o pagamento ao final do trabalho e não mensal. Seriam descontados do pagamento final os valores referentes à alimentação e aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) (adquiridos por alguns dos trabalhadores). O Ibama fez um levantamento aéreo da Fazenda Patuá para realizar posterior avaliação acerca da situação fundiária e ambiental da propriedade. 

Após a fiscalização, as 11 vítimas receberam verbas rescisórias e indenizações, no valor total de mais de R$ 34 mil. O fazendeiro Jeová também assinou TAC proposto pelo MPT. A título de danos morais coletivos, os dois proprietários terão que doar equipamento de gravação telefônica digital para o combate à criminalidade na região e prevenção ao crime de trabalho escravo, no valor de até R$ 87 mil, à representação da PF em Redenção (PA).

Popularity: 11% [?]

Postado emAtualidades, E.P.C, capaComments (0)

Tags: , , , ,

Suécia autoriza primeira eutanásia


Suécia autoriza primeira eutanásia
19:27 | 05 de Maio de 2010
Veja On Line

Permitir que pacientes terminais optem pela morte ainda será tabu por um bom tempo.

ESTOCOLMO (AFP) – Uma mulher de 32 anos totalmente paralisada morreu nesta quarta-feira, na Suécia, após o desligamento do aparelho respiratório que a mantinha viva, anunciou o hospital, reconhecendo o primeiro caso de de eutanásia no país.
“A paciente, que havia pedido o desligamento do aparelho em carta enviada à Direção Nacional de Saúde, morreu às 15H33 GMT (12H33 Brasília), após ter o sistema de respiração artificial desconectado”, declarou à AFP Annakarin Svenningsson, porta-voz do hospital de Danderyd, em Estocolmo.
Em 26 de abril, a autoridade de saúde sueca autorizou o desligamento do aparelho, após o sinal verde da Sociedade de Medicina da Suécia.
A legislação sueca autoriza um paciente a interromper o tratamento, mas considera crime a ajuda à eutanásia.
“Não quero sofrer nem perder mais tempo. O aparelho respiratório é a única coisa que me mantém viva”, escreveu a mulher ao pedir a eutanásia, cujo nome não foi divulgado.
A mulher vivia nesta situação desde os seis anos de idade.

Popularity: 8% [?]

Postado emBiologia, E.P.CComments (0)

Tags: ,

Justiça vai atrás de bens de Mansur


segunda-feira, 15 de março de 2010 23:00

Publicado em O Estado de São Paulo

obs: Atenção, alunos D’Incao. Vejam como a justiça deste país tem dois pesos e duas medidas, dependendo de qual lado da pirâmide social você está. Este homem era um dos mais ricos do Brasil e desviou dinheiro de suas próprias empresas, deixando milhares de famílias (seus próprios funcionários) sem nada.

Juiz responsável pelo processo de falência do Mappin nomeia um síndico com a missão de rastrear os movimentos do empresário

SÃO PAULO – Na tentativa de rastrear dinheiro supostamente escondido fora do País, a Justiça de São Paulo mandou investigar os movimentos do empresário Ricardo Mansur – ex-dono das falidas Mappin e Mesbla e do banco Crefisul. Na sexta-feira, 12, o juiz Luiz Beethoven Ferreira, responsável pelo processo de falência do Mappin, nomeou um síndico exclusivo para trabalhar na “obtenção de ativos eventualmente desviados, ou malversados”, por parte de Mansur, segundo o despacho do juiz.

As empresas de Mansur faliram há dez anos. Mesmo deixando uma dívida estimada anos atrás entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, e com os bens indisponíveis, o empresário vive hoje numa fartura financeira. Leva uma vida de luxo em Ribeirão Preto (SP) e, em menos de um ano, comprou duas usinas de açúcar e álcool na região de Ribeirão e uma faculdade no Espírito Santo. As dívidas do tempo em que era chamado de “rei do varejo brasileiro”, no entanto, continuam penduradas na Justiça.

“Como ele pode ter feito tudo isso, se o que ele tinha a gente tomou para pagar parte das dívidas trabalhistas? Isso não pode passar despercebido pelo poder público. É acintoso”, afirma o juiz Beethoven Ferreira.

O síndico responsável pela massa falida do Mappin há cerca de dez anos, Alexandre Carmona, continua onde está. Para rastrear eventuais contas ou propriedades que Mansur possa ter ocultado da Justiça, o juiz Beethoven Ferreira nomeou outro profissional – o advogado Afonso Henrique Alves Braga. “É uma outra linha de atuação. O dr. Alves Braga vai perseguir os supostos ativos do falido (Mansur). Ele é especialista nesse tipo de trabalho”, afirma o magistrado.

Até o começo da noite desta segunda, o despacho do juiz nomeando o novo síndico ainda não havia chegado à Promotoria de Falências do Ministério Público de São Paulo, que também acompanha o caso. “É uma medida salutar ter mais uma pessoa para procurar esse suposto dinheiro”, afirma o promotor de falências Marco Antonio Marcondes Pereira. “Só é preciso tomar alguns cuidados, para não transformar isso numa atividade de risco. Mas o juiz saberá definir por quanto tempo o novo síndico vai fazer o rastreamento e quanto essa operação vai custar.” Procurada pela reportagem, Kátia Mansur Murad, irmã e advogada do empresário, não deu retorno.

Padrão de Vida

A suspeita de que Ricardo Mansur possa ter dinheiro fora do País, longe do alcance das autoridades, é antiga entre seus credores. Passou a ser compartilhada pela Justiça em razão dos sinais exteriores de riqueza que o empresário apresenta desde que se mudou para Ribeirão Preto, no ano passado.

Mesmo formalmente falido e cheio de dívidas, o empresário não baixou seu padrão de vida. Ele e a segunda mulher, Roberta, vivem numa casa alugada no condomínio mais caro da cidade (o aluguel seria de R$ 25 mil por mês) e tornaram-se sócios dos dois clubes mais exclusivos de Ribeirão Preto. Ele continua viajando pelo mundo com todo conforto. No ano passado, quando esteve em Paris e em Nova York, hospedou-se em dois dos hotéis mais luxuosos das cidades. Ele e a mulher passaram as festa de fim de ano em Miami.

Como a lei não permite que empresários falidos façam negócios até que suas dívidas sejam liquidadas, o nome do empresário não aparece oficialmente nas operações atribuídas a ele. De acordo com investigações particulares contratadas por alguns de seus credores, Mansur teria empresas em nome de laranjas.

É o que estaria acontecendo agora, com suas últimas aquisições. A Usina Galo Bravo, de Ribeirão Preto, e a Destilaria Pignata, de Sertãozinho, adquiridas por ele de agosto para cá, não estão em nome do empresário. Mas é ele quem negocia com os credores, quem pagou salários atrasados e, no caso da Galo Bravo, apresentou-se à prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (DEM), como novo proprietário da empresa.

No caso da Faculdade Batista de Vitória (Fabavi), comprada no fim do ano passado, a própria faculdade informou em nota que “o senhor Ricardo Mansur tem vindo semanalmente ao Espírito Santo para acompanhar as realizações e complementar os investimentos no Estado”. A Fabavi teria custado cerca de R$ 40 milhões. O preço das usinas nunca foi esclarecido.
Como Mansur pagou? É o que o juiz Beethoven Ferreira diz que pretende descobrir.

Popularity: 2% [?]

Postado emAtualidadesComments (0)

  • Populares
  • Novos
  • Comentários
  • Tags
  • Assine
Advertise Here