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RUY CASTRO – Sangue derramado


John Wayne: assim como Lula, tentou "contaminar" o cinema de seu país com marketing patriótico.

Folha de São Paulo

RIO DE JANEIRO – Em 1960, um faroeste, “O Álamo”, dirigido, produzido e estrelado por John Wayne, foi candidato ao Oscar em sete categorias, entre elas a de melhor filme. Era um épico, com 3 sofridas horas e 12 minutos. Foi de quanto Wayne precisou para contar o que, para ele e para muitos de seus patrícios, era um episódio quase bíblico na história dos EUA -ideal para a Guerra Fria, então no auge.
O filme tratava da resistência de 184 colonos americanos no forte do Álamo, perto de San Antonio, em 1836, contra a investida das tropas do general Santa Anna para retomar o território mexicano do Texas, que os americanos queriam para eles. Apesar da colossal inferioridade numérica, os colonos levaram dias para ser massacrados, permitindo que o general Sam Houston armasse seu exército e, pouco depois, derrotasse Santa Anna, arrebatando o Texas para suas cores.
Wayne, que pusera dez anos de trabalho no filme, fez uma campanha agressiva para que “O Álamo” levasse todos os Oscars possíveis. Um de seus motes era o de que “o sangue derramado no Álamo” não podia ficar impune e quem não votasse em seu filme “não era patriota”. Na verdade, Wayne precisava dos Oscars para salvar “O Álamo” na bilheteria -jogara nele toda a sua fortuna pessoal e o público não estava correspondendo.
Na cerimônia, “O Álamo” ganhou um único e mixérrimo Oscar: o de melhor som. Os eleitores ignoraram a política e preferiram votar na qualidade dos filmes. O campeão de estatuetas daquele ano foi, com méritos, “Se Meu Apartamento Falasse”, a debochada comédia de Billy Wilder.
Os produtores de “Lula, O Filho do Brasil”, candidato brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro, são experientes. Sabem que a estratégia de patriotismo usada para vender “Lula” no Brasil não funcionará em Hollywood. O Oscar ainda não foi aparelhado.

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Irã mostra disposição em aceitar oferta de Lula sobre mulher condenada


Nota do D’Incao: o Irã é comandado por um regime fundamentalista islâmico desde 1979, quando uma revolução liderada pelo alto clero e pelos estudantes do país derrubou a monarquia do Xá Reza Pahlevi, um corrupto e riquíssimo aliado dos Estados Unidos. A partir de então, os americanos cortaram relações com o país persa e ambos travam uma guerra política e ideológica intensa. O governo do presidente Lula age como um interlocutor do Irã com os Estados Unidos e já havia provado seu poder de influenciar os iranianos na questão de seu programa nuclear.

02 de agosto de 2010 | 0h 00

O Estado de S.Paulo

TEERÃ

O governo do Irã indicou ontem disposição em aceitar a oferta feita pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que no sábado disse que o Brasil poderia receber a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento.

A proposta de Lula fez com que a imprensa oficial divulgasse, pela primeira vez, detalhes da história de Sakineh e deu esperança para a família da condenada, que antes vinha denunciando abuso das autoridades na condução do caso.

Isolado do restante do mundo, o regime de Teerã pareceu disposto a atender ao pedido do Brasil, um importante aliado que já foi criticado por defender o programa nuclear iraniano e trabalhar contra a aprovação de novas sanções da ONU ao país.

De acordo com Sajad, filho de Sakineh, funcionários do governo lhe telefonaram momentos depois de Lula fazer as declarações, afirmando que o caso de sua mãe seria resolvido ainda esta semana. “Acho que o Irã não pode ignorar o Brasil como fez com outros países”, disse Sajad, em referência aos diversos apelos feitos pela comunidade internacional pedindo o perdão de Sakineh. “É muito importante que o Brasil, um dos aliados mais importante do Irã no mundo, tenha oferecido um refúgio para minha mãe.”

Sajad ainda afirmou que espera que a Turquia, outro importante parceiro do Irã, junte-se ao Brasil para resolver o problema. “Nenhum outro país do mundo tem a influência que o Brasil e a Turquia têm sobre o Irã agora.”

Sakineh, de 43 anos, é mãe de dois filhos e foi condenada em 2006 a 99 chibatadas por ter “relações ilícitas” com dois homens. Uma outra corte retificou a condenação para “adultério” e a sentenciou à morte por apedrejamento – prática oficializada em 1983 no Código Penal do país persa.

Imprensa
Até agora, a imprensa iraniana vinha ignorando o caso da condenada. A intervenção de Lula, porém, fez com que a agência de notícias oficial Fars noticiasse a história, afirmando que Sakineh havia sido condenada por adultério e depois sentenciada à morte por apedrejamento, expressão normalmente censurada no país. / THE GUARDIAN

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Maracutaia


Maracutaia
18/05/2010
Plínio Arruda Sampaio
Publicado na Carta Capital

Haja paciência: aposentados veem-se em meio à guerra eleitoral.
Surpreendentemente, a Câmara dos Deputados cometeu um ato de rebeldia contra o governo Lula e aprovou o reajuste de 7,72% aos aposentados que recebem benefícios acima de um salário mínimo. Ano eleitoral tem dessas coisas. 

Lula, contrariado na sua onipotência, declarou que se o Senado aprovar esse projeto, vetará o reajuste. Mas este é um gesto perigoso, especialmente em um ano eleitoral. Para o governo, a melhor solução é embananar a votação no âmbito do próprio legislativo. 

Não há porque supor que o Senado esteja isento da síndrome do ano eleitoral. Até porque deu-se no Senado, por iniciativa do senador Paulo Paim, o início de uma batalha contra a política previdenciária do governo Lula, com a proposta de por fim da excrescência do fator previdenciário. 

Diante desse quadro, algo mais seguro teve de ser feito. O “acaso” veio em favor do governo, e o texto final do PLV 02/2010 foi editado com um erro: num artigo consta que o reajuste será de 7% e, em outro, confirma-se o aumento de 7,72%. O imbróglio quase provocou a anulação do texto aprovado na Câmara – até porque o líder do governo nesta Casa recusou-se a assinar a retificação ao dispositivo. 

Agora, o líder do governo no Senado e relator da proposta na Casa revisora já anunciou que pretende corrigir o texto com base no índice de 7,72% – obrigando o retorno do projeto à Câmara por tratar-se de alteração de mérito. Desta forma, posterga-se mais um pouco não só o reajuste, mas também o fim do fator previdenciário – que reduz o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo – inserido no texto do PLV. 

Parece um estratagema para que o reajuste expire antes da conclusão do processo legislativo, pois a MP enviada por Lula ao Congresso propondo o reajuste de apenas 6,14% vence no dia 1º de junho. E soma-se ao prazo da MP o impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe os governantes de criarem despesa de caráter permanente para os sucessores no período de 180 dias anteriores ao fim do mandato. 

O tumulto está criado. Não é arriscado prever que o desfecho possa resultar desfavorável aos aposentados. A menos que estes possam estar presentes em grande número em Brasília para acompanhar a votação prevista para esta quarta-feira (19) e protestar contra a “maracutaia”. 
Neste vexaminoso episódio, não se sabe o que mais lamentar: se o descaso do governo em relação aos direitos constitucionais dos aposentados, ou o baixo nível ético de nossos políticos.

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Brasil e Turquia formalizam acordo nuclear com Irã em meio a ceticismo


17/05/2010 – 07h40
Publicado na Folha de São Paulo

Lula (Brasil), Ahmadinejad (Irã), Erdogan (Turquia) e o ministro dos negócios estrangeiros turco (Ahmet Davutoglu ), na assinatura do acordo.

Leia antes a nota do D’Incao Instituto de Ensino, por Luís Paulo Domingues e Carlos D’Incao:

Até a última hora, o mundo não acreditou na possibilidade de o Brasil sair com sucesso dessa intermediação entre o Irã e a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, que regula as questões nucleares no mundo). Não acreditava ou torcia contra, visto que os Estados Unidos querem bloquear o desenvolvimento do Irã em todos os setores, já que trata-se de uma nação opositora aos seus interesses econômicos e políticos na região. A direita brasileira, representada na imprensa principalmente pela revista Veja e pelos grandes jornais paulistas( Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo), quer um motivo para desqualificar o governo federal que, embora seja muito criticável em inúmeros aspectos, parece romper com a histórica posição de servilismo do país em relação às grandes questões internacionais.

O acordo foi assinado nesta madrugada (segunda, 17/05). Não deu tempo nem de comemorar a boa atuação da diplomacia brasileira (até o presidente russo disse que dava uns 30% de possibilidade de o acordo dar certo, o que representou dizer que Ahmadinejad não o assinaria em hipótese alguma), e a mesma imprensa já publica manchetes do tipo: Mundo vê acordo no Irã com ressalvas”.

O fato é que o acordo cumpre as exigências das normas da AIEA e do Conselho de Segurança da ONU. Com a participação da vizinha Turquia, um país considerado aliado pelos Estados Unidos, o Irã vai trocar urânio enriquecido em porcentagens estipuladas pela AIEA, porcentagens estas que não permitirão a produção da bomba atômica.

Então devemos refletir o porquê de as manchetes nacionais, além do Estado de Israel e os Estados Unidos verem o acordo com tantas ressalvas. No caso de Israel, parece óbvio: o sucesso do acordo fortalece o Irã e, indiretamente, a causa palestina. No caso dos Estados Unidos, o sucesso do acordo possibilita uma maior estabilidade para o Oriente Médio, estabilidade esta que não corresponde aos interesses imperialistas dos americanos. Na lógica imperialista, a divisão é a melhor forma para dominar. Por isso, os Estados Unidos não querem a paz e muito menos a estabilidade. Já a imprensa brasileira está preocupada  com as eleições presidenciais no Brasil. O governo Lula, para eles, não pode ter nenhuma virtude e a atitude do Brasil em tentar interceder nessa questão deve ser vista como algo patético. O Brasil precisa ser pequeno e seu povo, menor ainda. Esse tem sido o projeto da direita no Brasil nos últimos 500 anos.


Publicado na Folha de S. Paulo On Line

Por Vahid Salemi/AP

O Irã assinou na manhã desta segunda-feira, ao lado de Brasil e Turquia, o acordo de troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear negociado neste fim de semana.
O documento, um marco nas negociações sobre o controverso programa nuclear de Teerã, ainda é visto com ceticismo por Israel e pelas potências ocidentais.
Muitos duvidam que um país como Irã, que desafia as sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e resiste a permitir examinadores internacionais em suas usinas nucleares, vai se ater aos termos do acordo.
Vahid Salemi/AP

Iraniano Mahmoud Ahmadinejad comemora assinatura de acordo nuclear com Luiz Inacio Lula da Silva, e o turco Recep ErdoganO ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou em Teerã que o acordo não foi discutido com as potências, mas cumpre as determinações da proposta mediada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em outubro passado, e que o Irã rejeitou.
O acordo determina que o Irã envie 1.200 quilos de seu urânio enriquecido a 3,5%, em troca de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% na Rússia ou França –suficiente para a produção de isótopos médicos em seus reatores e muito abaixo dos 90% necessários para uma bomba. O urânio enriquecido seria devolvido ao Irã no prazo de um ano.
A troca acontecerá na Turquia, país com proximidades com Ocidente e Irã, e sob supervisão da AIEA e vigilância iraniana e turca.
Os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, decidiram enviar a proposta no prazo de uma semana para a AIEA.
Israel analisa com ceticismo o acordo. Fontes oficiais israelenses disseram à agência de notícias Efe que o Irã já aceitara uma oferta muito parecida “e depois, na hora de passar à ação, a rejeitou. É preciso examinar isto, portanto, com ceticismo”.
“Pode ser que desta vez o Irã tenha decidido mudar sua política, ou que tenha manipulado a Turquia e o Brasil, explorando as boas intenções e a inexperiência diplomática brasileira em assuntos do Oriente Médio”, disseram as fontes.
Pela proposta das potências em outubro passado, o Irã embarcaria 70% do seu estoque de urânio baixamente enriquecido, que seria convertido na França ou Rússia em cápsulas de combustível compatíveis para produção de isótopos de uso médico.
Teerã recusou a proposta dizendo que o projeto de acordo não apresentava as garantias necessárias para a entrega do combustível. Depois disso, o país apresentou uma contraproposta para um intercâmbio gradual.
A classe política e, em particular o governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, adverte do perigo que o Irã adquira capacidade de produzir armas nucleares e pede à comunidade internacional que tome medidas pela desnuclearização de Teerã.
Já o governo da Alemanha destacou nesta segunda-feira que nada pode substituir um acordo entre Teerã e a AIEA.
“Continua sendo importante que Irã e AIEA cheguem a um acordo”, declarou o porta-voz adjunto do governo da Alemanha, Christoph Steegmans. “Isto não pode ser substituído por um acordo com outros países”, completou.
Sanções
Amorim e seu colega turco, Ahmet Davutoglu, disseram nesta segunda-feira que o acordo nuclear fecha o caminho para a possibilidade que a comunidade internacional imponha novas sanções ao regime iraniano.
Com a paralisação das negociações no ano passado, o Irã anunciou que começou a enriquecer o urânio a 20% em fevereiro, mesmo diante da repreensão das potências. Desde então, os EUA lideram uma campanha por uma nova rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU, à qual o Brasil se opõe.
Em entrevista coletiva em Teerã, Amorim assegurou que o compromisso adquirido pelas autoridades iranianas fecha a porta para novas sanções.
Além disso, o chefe da diplomacia brasileira acrescentou que este acordo representa o princípio para abordar outras questões sobre o conflito nuclear.
Amorim destacou que é a primeira vez que o Irã se compromete por escrito a enviar urânio ao exterior para recuperá-lo tempo depois, como já propuseram Rússia, Estados Unidos e Reino Unido em novembro do ano passado.
Nesta ocasião, explicou o ministro brasileiro, o Irã recebeu as garantias que pedia para fechar um acordo.
Lula está há dois dias em visita oficial no Irã e hoje participará da inauguração da 14ª Cúpula do G15 (grupo dos 15 países em desenvolvimento), na capital iraniana.
Com agências internacionais

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Globo decide suspender comercial acusado de ser pró-Serra


Notícias » Brasil » Brasil
19 de abril de 2010 • 17h19 • atualizado às 17h41
Publicado no site Terra

Globo: por via das dúvidas, é melhor tirar o filme do ar.

Leia antes da matéria a nota do D’Incao Instituto de ensino:

Nossa pesquisa sobre o favorecimento ou não a Serra contida neste site foi publicada antes de a Globo tirar o filme de sua comemoração de 45 anos do ar. Mesmo assim, convidamos o público a continuar respondendo a pergunta, agora reformulada: “A Globo queria favorecer Serra na eleição?”

Claudio Leal, do Portal Terra

Para não “ser acusada de tendenciosa” e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.

O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a “mensagem subliminar” da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, “O Brasil pode mais”. No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra “mais”: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais”. A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.

A Globo respondeu nesta tarde ao questionamento do Terra sobre a polêmica:

“O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado – comprovadamente – em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada.”

“Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme.”

O comercial da Globo era protagonizado por estrelas da emissora: Lima Duarte, Luciano Huck, Angélica, Chico Anysio, Zeca Camargo, Fátima Bernardes, William Bonner, Miguel Falabella, Galvão Bueno, Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares e Ana Maria Braga, entre outros.

Nota do D’Incao Instituto de ensino

Nossa pesquisa sobre o favorecimento ou não a Serra contida neste site foi publicada antes de a Globo tirar o filme de sua comemoração de 45 anos do ar. Mesmo assim, convidamos nosso público a continuar respondendo a pergunta, agora reformulada: “A Globo queria favorecer Serra na eleição?”

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Teoria da conspiração?


Collor no dia de sua posse: a Globo deu um belo empurrão com destino ao Planalto.

D’Incao On Line

Na história do Brasil recente, a Rede Globo é famosa por ter sustentado ideologicamente o golpe militar e todos os anos de nossa última infame ditadura. Depois da abertura, apoiou a candidatura de Fernando Collor de Mello, cuja eleição foi garantida pela emissora dos Marinho na última hora, quando estes deram ordem para editar o debate ao vivo com Lula e Collor, favorecendo o último.
Uma excelente fonte de estudo e informação sobre esta história é o documentário Beyond the citizen Kane, produzido pela BBC de Londres e banido das prateleiras das locadoras nos anos 1990, quando foi lançado.
Ontem (18/04), a Globo lançou a comemoração oficial de seus 45 anos. É óbvio que é apenas uma coincidência o número do PSDB ser 45, mas será que o slogan do aniversário “global” e o da campanha de Serra “o Brasil pode mais” também é?.
Decida por si só assistindo ao vídeo abaixo e votando em nossa pesquisa:

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Os Bric: pensando no futuro


Enquanto alguns dos principais países deixavam prosperar excessos especulativos, os Bric promoveram crescimento focado no trabalho e na prudência
16 de abril de 2010 | 0h 00

Luiz Inácio Lula da Silva – O Estado de S.Paulo

Presidente da Índia, Rússia, China e Brasil: Lula tem razão no texto, mas os BRICs podem pleitear mais.

Leia antes

Nota do D’Incao Instituto de Ensino

A imprensa marrom se adiantou a dizer que o encontro entre China, Brasil, Índia e Rússia de nada valia, pois os países teriam interesses divergentes quando os EUA e os interesses da Europa entravam no jogo. Mesmo assim, um encontro com quatro países em desenvolvimento, exportadores de tecnologia, que ocupam uma considerável área do planeta e que, juntos, possuem metade da população do planeta, não é de se jogar fora. Mesmo para a Veja.

O grupo Bric nasceu há dez anos como uma mera sigla. Identificava um grupo de países que começava a transformar a realidade global.
Essas mudanças começam pelo fato de que, juntos, Brasil, Rússia, Índia e China já contribuem com 15% do PIB mundial. Somos países onde tudo é em grande escala. Representamos quase metade da população mundial, 20% da superfície terrestre e possuímos recursos naturais abundantes.
Somos, sobretudo, nações conscientes de nosso potencial como agentes de renovação. Por isso, os Bric já não são apenas um conjunto de letras. São uma referência incontornável na tomada das principais decisões internacionais. Estamos unindo esforços e coordenando posições para propor uma discussão mais transparente e democrática dos desafios que defrontam a humanidade como um todo.
É esta a mensagem que o Brasil levará à segunda reunião em nível presidencial dos Bric, que se realiza, no próximo dia 16 de abril, em Brasília. Apostamos numa articulação diplomática criativa e pragmática.
Já demonstramos nosso compromisso com o enfrentamento de desafios globais como os da segurança alimentar e da produção de energia no contexto das ameaças da mudança climática.
Mas o verdadeiro batismo de fogo do grupo ocorreu durante a crise global. A sólida reação dos quatro países à derrocada econômica do mundo desenvolvido abriu alternativas, por distintos caminhos, aos surrados dogmas herdados de ontem.
A recessão global não diminuiu o peso dos Bric – muito pelo contrário.
Propusemos estratégias coletivas para superar a crise e dar aos países em desenvolvimento um peso compatível na agenda internacional.
O colapso dos mercados financeiros é sintomático da falência de paradigmas antes tidos como inquestionáveis. Desabaram as verdades sobre a desregulamentação dos mercados. Ruiu o ideal do Estado mínimo.
A flexibilização dos direitos trabalhistas deixou de ser um mantra para combater o desemprego. Quando despencaram todas essas ortodoxias, foi a mão visível do Estado que protegeu o sistema econômico do colapso criado pela mão invisível do mercado.
Enquanto alguns dos principais países deixavam prosperar excessos especulativos, os Bric promoveram crescimento focado no trabalho e na prudência. No Brasil, nunca perdemos de vista o imperativo de enfrentar a desigualdade social. Como resultado, desde 2003, 20 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e ganharam os direitos da cidadania plena.
No G-20, propomos saídas para a crise apoiadas em políticas anticíclicas, regulação dos mercados, combate aos paraísos fiscais e renovação das instituições de Bretton Woods.
Não podemos deixar que os sinais incipientes de recuperação da economia mundial sirvam de pretexto para abandonar os compromissos de reforma dessas organizações. Os membros do Bric não injetaram quase US$ 100 bilhões no FMI para que tudo ficasse como antes.
Seguiremos defendendo a democratização do processo multilateral de tomada de decisão. Os países pobres e em desenvolvimento têm o direito de serem ouvidos. Reduzir o fosso que os separa dos países ricos não é só questão de justiça. Disso depende a estabilidade econômica, social e política mundial. É nossa melhor contribuição para a paz.
Os recursos necessários para superar a fome e a pobreza são volumosos, mas modestos, quando comparados ao custo de resgatar bancos falidos e instituições financeiras vítimas de sua ganância especulativa. Não adianta oferecer alimentos e caridade, se não ajudarmos os países a realizar seu potencial econômico e agrícola.
Mesmo esses esforços estruturantes serão insuficientes para reverter a insegurança alimentar que aflige centenas de milhões enquanto persistir a distorção do comércio agrícola mundial. Os subsídios abusivos dos países ricos desestimulam a produção local, fomentam a dependência e desviam recursos melhor aplicados em programas de desenvolvimento. Por isso, é inadiável a conclusão da Rodada Doha.
Em nenhum tema o impasse negociador é tão grave quanto na questão ambiental. Por isso, os Bric estão empenhados em ajudar a fechar o acordo que faltou em Copenhague. Reduzir os gases de efeito estufa e manter o crescimento robusto nos países em desenvolvimento requer que todos façam sua parte, como vêm demonstrando os Bric com iniciativas ambiciosas para mitigar suas emissões.
Por isso, os grandes poluidores históricos têm um encargo especial. O equilíbrio que o Protocolo de Kyoto estabelece é indispensável para podermos avançar juntos.
O cenário internacional está repleto de antigos problemas, ao mesmo tempo em que despontam novas ameaças. Nem os membros do Bric, nem qualquer outro país, tem condições de enfrentá-los isoladamente. O unilateralismo nos levou no passado a impasses, quando não a catástrofes humanas, como a do Iraque.
Dependemos cada vez mais uns dos outros. É imprescindível forjar uma governança global mais representativa e transparente, capaz de inspirar unidade de propósito e revitalizar a vontade coletiva em busca de soluções consensuais. Os Bric cumprirão com suas responsabilidades nessa caminhada.

Nota do D’Incao Instituto de Ensino

A imprensa marrom se adiantou a dizer que o encontro entre China, Brasil, Índia e Rússia de nada valia, pois os países teriam interesses divergentes quando os EUA e os interesses da Europa entravam no jogo. Mesmo assim, um encontro com quatro países em desenvolvimento, exportadores de tecnologia, que ocupam uma considerável área do planeta e que, juntos, possuem metade da população do planeta, não é de se jogar fora. Mesmo para a Veja.

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Lula compara preso político de Cuba aos bandidos de SP; dissidente diz que ele é “cúmplice da tirania”


Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu respeito às decisões do governo de Cuba e condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para que eles sejam soltos, comparando-os a criminosos comuns durante entrevista à agência Associated Press.

“Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos. A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”, afirmou.

O dissidente Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias pela libertação de 26 presos, disse em entrevista a Flávia Marreiro, publicada nesta quarta-feira pela Folha que Lula é “cúmplice da tirania dos Castro”: “A maioria do povo cubano se sente traído por um presidente que um dia foi preso político.

Em entrevista, Fariñas afirmou que “Lula agiu de má-fé” ao ir para Cuba pouco tempo depois do preso político Orlando Zapata Tamayo morrer, após passar 85 dias sem comer. “Parece que o poder fez que ele perdesse a memória. No passado, ele foi um perseguido político”, disse. Para o dissidente tanto o governo cubano quanto os governos que o apoiam são responsáveis pela morte dos presos políticos.

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“Greve de fome não pode ser pretexto para liberar bandidos”, diz presidente


Escrito por S.C. do jornal Hora do Povo de 17/03/10

obs do D’Incao: Hora do Povo é um jornal de esquerda editado pelo PC do B, substancialmente contrário à grande imprensa e aos grandes meios de comunicação do Brasil, aos quais eles acusam de se vender para a direita e para os interesses internacionais. Além disso, pregam a superação e a transformação da sociedade capitalista atual por uma sociedade socialista

As declarações de presidente Lula à Associated Press de que o Brasil respeita as decisões do sistema judiciário de Cuba como quer ver respeitado o do Brasil gerou alvoroço e histeria na mídia colonizada local. “A greve de fome não pode ser um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em SP entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”, ponderou o presidente. Nada mais justo. Lugar de bandido é na cadeia. No entanto, os serviçais do império para tentar atingir a figura de Lula, estão transformando delinqüentes comuns, ladrões, assaltantes e traficantes cubanos em paladinos dos direitos humanos e em “dissidentes políticos”. Senão vejamos.

Guillermo Fariñas, atualmente em greve de fome, apesar de estar solto, foi integrante do bando do traficante Arnaldo Ochoa, e tem sobre si várias condenações criminais. Segue uma pequena ficha corrida do marginal: primeira condenação em 1995, quando agrediu uma funcionária do posto de saúde onde trabalhava como psicólogo. A segunda, em 2002, quando agrediu outra pessoa idosa usando um bastão, tão fortemente que tiveram de extrair-lhe o baço. Por isso, ele foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão, por um tribunal da cidade de Santa Clara. Desde então, vem usando greves de fome para “libertar presos”. Mesmo assim, ele ganhou, em dezembro de 2003, licença para cumprir a pena em liberdade.

O outro, Orlando Zapata, morto há alguns dias em consequência de uma greve de fome também nunca foi ativista político. Ele era um preso comum que iniciou a sua atividade criminosa em 1988. Foi julgado e condenado pelos delitos de “violação de domicílio” (1993), assalto a mão armada e “lesões com posse de arma branca”. Saiu em liberdade condicional no mês de março de 2003 e dez dias depois já cometeu um novo delito e voltou para a cadeia.
S.C.

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Lula ao lado de Shimon Peres em Israel


da Folha Online

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira sua agenda oficial em Israel e pediu ao colega israelense, Shimon Peres, que faça um esforço pela paz “a cada dia, a cada hora, a cada minuto e a cada segundo”.
Lula chegou na tarde de ontem ao aeroporto Ben Gurion, próximo a Tel Aviv. Ele deve visitar não apenas Israel, mas também os territórios palestinos, com a mesma mensagem que deixou aos líderes de ambos quando visitaram o Brasil –a de que Brasília pode ser um interlocutor no processo de paz no Oriente Médio.

Após a reunião, os dois chefes de Estado seguiram para um encontro com cerca de 200 empresários brasileiros em um hotel em Jerusalém.
Os próximos compromissos de Lula são uma reunião com a chefe da oposição israelense e líder do Partido Kadima, Tzipi Livni, um almoço privado e, na parte da tarde, uma visita ao Parlamento israelense (Knesset), onde se reunirá com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Ainda no Legislativo, o governante brasileiro fará um discurso aos 120 deputados israelenses. Durante a sessão, o presidente da Câmara, Reuben Rivlin, utilizará o martelo que o político e diplomata brasileiro Osvaldo Aranha usou na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) que aprovou a partilha da Palestina em novembro de 1947.

Na última hora da tarde, Lula voltará a se encontrar com Peres, que oferecerá um jantar em homenagem ao visitante.
O presidente brasileiro seguirá para a cidade cisjordaniana de Belém na terça-feira. Ele passará a noite no local, algo muito que líderes internacionais não costumam fazer.

Na cidade, ele se reunirá com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Depois, visitará Ramala, a capital administrativa da Cisjordânia, onde depositará uma coroa de flores no túmulo do líder palestino Yasser Arafat, que morreu em 2004.

Texto relacionado:
Sabotagem em Israel

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