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Ex-ditador do Egito é proibido de sair do país, diz TV


28/02/2011 – 08h43

Vista de resort em Sharm-el-sheik, paraíso dos afortunados egípcios, onde Mubarak está.

Folha de São Paulo

A emissora de TV estatal do Egito afirmou nesta segunda-feira que o promotor-geral do país, Abdel Meguid Mahmud, proibiu o ex-ditador Hosni Mubarak e sua família de viajarem ao exterior e afirmou que todos os seus bens estão “apreendidos”.
A ação é a última medida adotada contra a família Mubarak. No último dia 20, o promotor havia pedido que fossem congelados os bens do ex-ditador e de sua família no estrangeiro.
Antes, o Egito já havia pedido ao Reino Unido que congelasse os bens dos ex-dirigentes egípcios, segundo o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague.
Mubarak renunciou no último dia 11 após quase 30 anos de um governo de mão de ferro.
O povo celebrou com gritos, bandeiras e canções a saída do ditador de 82 anos, após 18 dias de intensos protestos populares que chegaram a reunir mais de 1 milhão em todo país.
Nascido em 1928 no Delta do Nilo, Mubarak ascendeu na Força Aérea como piloto de combate. Em 1973, liderava as Forças Aéreas na guerra de Yom Kippur com Israel.
Ele ficou no cargo por mais dois anos, quando o então presidente, Anuar El Sadat, o nomeou como vice. Mubarak assumiu a Presidência quando islamitas mataram a tiros El Sadat, em um desfile militar em 1981. O ex-comandante da Força Aérea provou ser um líder muito mais durável do que qualquer um imaginava na época.
Após renunciar, ele entregou o poder a um conselho de militares, e acredita-se que agora ele vive com sua família, em reclusão, no resort de Sharm el Sheikh, no mar Vermelho.

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Após 30 anos no poder, ditador Hosni Mubarak renuncia no Egito


11/02/2011 – 14h03

O ditador egípcio Hosni Mubarak renunciou depois de 30 anos no poder.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Folha de São Paulo

Após 18 dias de intensos e violentos protestos que tomaram diversas cidades do Egito, o ditador Hosni Mubarak, 82, renunciou ao poder depois de comandar uma ditadura com mão de ferro durante 30 anos. O anúncio foi feito pelo vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, na TV estatal. Em poucos minutos, centenas de milhares estavam em festa e aos gritos na praça Tahrir, epicentro das manifestações de oposição.
“Presidente Hosni Mubarak decidir renunciar como presidente do Egito”, disse Suleiman, em um breve anúncio, acrescentando que o poder foi entregue às Forças Armadas.
Segundo Suleiman, a decisão foi tomada diante das “difíceis circunstâncias pelas quais o país passa”.
A saída de Mubarak solidifica a crise no mundo árabe, sendo a segunda ditadura a ruir na região em menos de um mês. Ainda no dia 14 de janeiro a Revolução do Jasmim levou o ditador da Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, a abandonar o país, em meio ao movimento que se alastrou para outros países, causando protestos na Mauritânia, Argélia, Jordânia e Iêmen.
Após o anúncio, uma explosão de alegria tomou as ruas do Cairo. Centenas de milhares de egípcios agitaram bandeiras, choraram e se abraçaram em celebração. “O povo derrubou o regime”, cantavam em coro.
A renúncia ocorre menos de 24 horas depois de fortes rumores de sua saída imediata do poder. Na noite de quinta-feira, Mubarak discursou à nação e disse que passava parte de seu poder a Suleiman, mas permaneceria até setembro –quando estão previstas eleições presidenciais. O discurso de “fico” causou fúria nos manifestantes que marcharam em direção ao Palácio Presidencial aos gritos para que deixasse o poder.
O ditador Mubarak ascendeu na Força Áérea –principalmente pelo seu desempenho na guerra de Yom Kippur com Israel– e tornou-se vice-presidente em 1975. Ele assumiu a Presidência quando islamitas mataram a tiros seu antecessor, Anwar Sadat, em um desfile militar em 1981.
Mubarak se beneficiou de artigos da Constituição egípcia que ditam mandatos presidenciais de seis anos com um número de reeleições indefinidas. Além disso, alterações à lei fizeram com que a vitória de candidatos de outro partido que não o seu fosse praticamente impossível.
Sob denúncias de corrupção e em meio a diversas acusações de abusos de autoridade e prisões tornadas possíveis devido ao estado de emergência, em vigor há 30 anos no país, a imagem de Mubarak deteriorou-se ao longo dos anos.
Aliado de Washington na região, o ditador usufruía de boas relações com o Ocidente embora fosse fato conhecido de que seu governo era uma ditadura de mão de ferro.
Mubarak também era bem visto por ter mantido um acordo de paz com Israel, assinado em 1979, país com o qual o Egito travou três guerras.
Nas eleições legislativas de novembro passado, o partido de Mubarak ganhou cerca de 90% dos assentos no Parlamento, que viu a principal oposição islâmica perder todos os seus 88 lugares, garantindo ao partido de Mubarak as decisões do Parlamento e apertando o punho Mubarak no poder.
SAÍDA DO CAIRO
Em uma tentativa de acalmar os manifestantes, Mubarak anunciou dias atrás que não concorreria às eleições presidenciais de setembro próximo, mas alertou que ficaria no poder até lá para evitar o “caos” no país. Ele mandou ainda seu vice, Omar Suleiman, negociar com a oposição –oferta que foi rejeitada. Os manifestantes exigiam que Mubarak deixasse o poder antes de iniciar qualquer diálogo.
Mais cedo, o porta-voz do partido de Mubarak havia confirmado que o mandatário e sua família viajaram para o balneário de Sharm el-Sheikh, no mar Vermelho.
“Ele está em Sharm el-Sheikh”, afirmou Mohammed Abdellah, do Partido Nacional Democrático.
Pouco antes, fontes ligadas ao governo informaram que Mubarak e a família haviam deixado o Cairo nesta sexta-feira, mas sem deixar claro qual era o destino.
A TV estatal egípcia informou também que uma importante declaração de Mubarak será transmitida em breve, mas não deu mais detalhes.
A edição digital do jornal pró-governo “Al Ahram” afirma, citando fontes próximas às Forças Armadas, que Mubarak esteve em uma base militar durante as últimas 48 horas para garantir sua segurança.
O jornal diz ainda que, “devido à situação na capital, foi impossível para o presidente mover-se com segurança com sua comitiva habitual”.
A informação sobre a viagem de Mubarak também foi divulgada pelas redes de TV árabes Al Arabiya e Al Jazeera. Sharm el-Sheikh, localizado no extremo sul da península do Sinai, é o local em que Mubarak costuma receber personalidades estrangeiras e realizar conferências internacionais.
PROTESTOS
Os violentos protestos registrados no Egito por mais de duas semanas registraram quase 300 mortes, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), além da morte de jornalistas e diversos ataques à imprensa.
Iniciadas no Cairo, as manifestações se espalharam por outras cidades, como Alexandria e Suez.
O Exército teve um papel crucial desde o início da crise, por vezes apoiando a população mas em algumas ocasiões também abrindo fogo contra os manifestantes.
Nesta sexta-feira, centenas de milhares de pessoas fizeram orações na praça Tahrir, onde clérigos traçaram paralelos entre a luta dos manifestantes contra Mubarak e a do profeta Moisés com o antigo faraó. “Que Deus force os opressores para fora!”, os clérigos diziam. “Amém, amém”, respondiam os fiéis. Depois, seguiram para o palácio presidencial.
Do lado de fora do prédio, homens rezavam atrás de veículos blindados. Os militares não interferiram, apesar de eles terem bloqueado as principais ruas que levam ao palácio, um grande complexo onde Mubarak conduz a maioria de suas tarefas oficiais.
“Abaixo, abaixo Hosni Mubarak!”, cantavam os manifestantes. Centenas deles andaram por mais de uma hora para chegar até o palácio na noite de quinta-feira, saindo do epicentro dos protestos, a praça Tahrir, no centro do Cairo.
“Saia! Por que você continua?”, gritavam cinco mulheres idosas. “Trinta anos é o suficiente”, elas diziam ao ditador, de 82 anos de idade. O número de manifestantes no palácio já era de 2.000 no início da tarde.
“Não sairemos até que Mubarak renuncie e, se Deus quiser, o protesto de hoje será pacífico”, disse Yasmine Mohamed, 23, uma estudante universitária. “Tudo ficará bem e ele renunciará com certeza.”
Um membro de um dos movimentos jovens por trás protestos, que começaram em 25 de janeiro, disse que os manifestantes iriam “tomar o palácio”. “Teremos massas de egípcios após as orações de sexta-feira para tomá-lo”, disse Ahmed Farouk, 27.
Na segunda maior cidade egípcia, Alexandria, na costa mediterrânea, centenas de milhares de pessoas foram às ruas após as orações. O xeque Ahmed al Mahalawi, em seu sermão na principal mesquita da cidade, pediu aos fiéis para não desistirem.
“Não recuem de sua revolução porque a história não irá recuar”, afirmou o xeque em um sermão transmitido pela rede Al Jazeera. Mahalawi disse aos fiéis que eles estavam derrubando um “regime corrupto” que não serve para governar.

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Fúria toma conta de egípcios no Cairo após anúncio de Mubarak


Atualizado às 23h07

Após Mubarak anunciar que ficaria, povo reagiu com protestos que causaram distúrbios no Egito.

O Estado de São Paulo

CAIRO – O clima de festa que havia tomado a Praça Tahrir, no centro do Cairo, momentos antes da esperada renúncia do presidente Hosni Mubarak deu lugar a uma atmosfera de fúria e tensão. O ditador transferiu os poderes para o vice sem deixar o posto e enfureceu os manifestantes que há 18 dias pedem sua renúncia.

Os manifestantes já estão cercando o Palácio Presidencial e alguns se dirigiram à sede da televisão estatal. O Exército está no local também. Há temores de que haja violência nas próximas horas. Mohamed ElBaradei, expoente da oposição, disse que “o Egito vai explodir”. Organizadores dos protestos convocaram uma multidão de 20 milhões de pessoas para protestar após as orações de sexta-feira.

Durante toda a quinta-feira, os rumores de que Mubarak renunciaria aumentaram. O presidente do Partido Nacional Democrático (PND), a legenda do presidente, havia dito que o ditador faria um discurso importante à noite e disse que ficaria surpreso se ele permanecesse no cargo até a sexta-feira.

Centenas de milhares de egípcios se reuniram na Praça Tahrir, principal palco dos protestos, para ouvir a provável renúncia. O presidente, porém, não atendeu à principal reivindicação dos manifestantes e pode ter dado início a uma nova – e mais forte – onda de marchas contrárias ao governo.

Relatos de uma repórter da televisão Al-Jazira afirmam que “houve um momento em que a Praça estava completamente silenciosa, todos ouviam ao pronunciamento. Mas mal pode-se ouvir o fim do discurso, porque no meio dele as pessoas tinham percebido que Mubarak não renunciaria”.

Após Mubarak, Suleiman fez um pronunciamento. Ele pediu aos manifestantes que voltassem para casa e para o trabalho. “Abrimos a porta para o diálogo. Chegamos a um acordo. Elaboramos um plano para atender a maioria das demandas. A porta ainda está aberta”, disse. Tomados pela fúria, os egípcios seguirão desobedecendo as ordens das autoridades, como fazem desde o dia 25 de janeiro.

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Egípcios vão às ruas em marcha de 1 milhão contra Mubarak


01/02/2011 – 07h40

Polícia e população se enfrentam nos mais violentos protestos da era Mubarak.

Nota do D’Incao

Luís Paulo Domingues

É praticamente certo que a ditadura personalista de Hosni Mubarak esteja vivendo seus últimos dias. Não se trata, porém, de um fenômeno isolado (de um movimento político que pertence apenas ao Egito). Além da Tunísia, que já depôs seu ditador, Marrocos, Argélia, Líbia e Yêmen enfrentam o clamor da população por mudanças.

É sempre importante frisar que o modelo ditatorial dos países árabes existe desde o processo de independência dessas nações, que começou de fato após a Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes apoiados pelos Estados Unidos em seus esforços imperialistas, os ditadores pareciam uma boa alternativa a uma democracia “perigosa” (na visão norte-americana), que poderia conduzir radicais islâmicos ao poder pela via das urnas, como aconteceu em 1979 no Irã.

Os EUA veem-se numa situação delicada, cujo jargão popular define bem como “sinuca de bico”. Com seu discurso democrático e libertário, pretendendo incorporar a imagem de porta voz das democracias do mundo, como  o governo americano poderá agora condenar a população egípcia e defender o ditador?

Folha de São Paulo

Milhares de manifestantes se concentram nesta terça-feira no Cairo, capital do Egito, no início de um dia de megaprotestos no qual a oposição espera reunir um milhão de pessoas contra o regime de Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Uma semana depois do início dos protestos, a marcha desta terça-feira é vista como decisiva na pressão popular contra o governo ditatorial.
Na praça Tahrir (praça Libertação), símbolo dos protestos sem precedentes na era de Mubarak, já estão concentradas milhares de pessoas. Mais de 5.000 pessoas chegaram durante a madrugada e passaram a noite, violando o toque de recolher. Os manifestantes gritam palavras de ordem como “Fora Mubarak”.
Apesar dos violentos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança nos últimos dias, as Forças Armadas do Egito divulgaram um comunicado nesta segunda-feira admitindo o direito dos manifestantes de reivindicarem suas demandas e disseram que não usarão a força para conter os protestos.
O saldo de mortos durante os confrontos já está em 138, segundo a agência Reuters. Dada a situação caótica no país, no entanto, os números são desencontrados e não há dados oficiais confiáveis.
De qualquer forma, helicópteros militares continuam sobrevoando a cidade e os soldados mobilizados na capital desde sexta-feira controlam os pontos de acesso.
A concentração desta terça-feira está marcada para começar por volta do meio-dia (8h em Brasília) na praça Tahrir, localizada no coração do Cairo e protegida exclusivamente por unidades do Exército. A expectativa, contudo, é que os protestos ocorram também em Alexandria, no norte do país.
Até o momento, a oposição rejeitou a formação de um novo governo, cujos ministros assumiram seus cargos na segunda-feira, e a designação do chefe dos serviços de inteligência Omar Suleiman como vice-presidente. Eles prometem protestar até a queda de Mubarak.
O Movimento 6 de Abril, o grupo opositor que promoveu esta revolta, convocou o povo egípcio para que se manifestasse nesta terça-feira de forma maciça. “Queremos fazê-la (a revolta) para que seja como um carnaval, com canções, poesias e espetáculos, tudo centrado em pedir a renúncia de Hosni Mubarak”, disse um porta-voz do grupo.
Os protestos populares contam ainda com o apoio da Irmandade Muçulmana e da plataforma política liderada pelo prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, a Assembleia Nacional para a Mudança.
Os organizadores dos protestos também convocaram uma greve geral, iniciada na segunda-feira, em um país já paralisado, com a Bolsa e os bancos fechados, os postos de gasolina sem combustíveis e os caixas automáticos vazios.
ANSIEDADE
O Egito, o mais populoso dos países árabes (80 milhões de habitantes), é um aliado do Ocidente na região e administra o Canal de Suez, essencial para o abastecimento de petróleo dos países desenvolvidos.
O barril de petróleo é negociado desde segunda-feira por mais de US$ 100, a primeira vez em dois anos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que está disposto a ajudar o Egito a reconstruir sua economia. “O FMI está disposto a ajudar a conceber o tipo de política econômica que poderia ser aplicado no Egito”, disse Dominique Strauss-Kahn, diretor geral da instituição.
Além disso, o Egito é um dos dois países árabes que assinou um tratado de paz com Israel (o outro é a Jordânia).
Por todos estes fatores, o desfecho da crise gera ansiedade em todo o mundo.
A Casa Branca pediu calma na segunda-feira e se disse satisfeita com a “moderação” exibida pelas forças de segurança egípcias.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, ex-ministro egípcio das Relações Exteriores, pediu uma “transição pacífica”. A União Europeia (UE) defendeu eleições “livres e justas” no país.

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Reduto da elite egípcia, cidade costeira acompanha de longe as manifestações


28/01/2011 – 08h31

Vista de Dahab: destino dos milionários egípcios mantém-se longe dos tumultos políticos.

ANDRÉ LOBATO
EM DAHAB (EGITO)
Folha de São Paulo

Enquanto a capital do Egito vive dias turbulentos, Dahab, na península do Sinai, segue pacífica, com cavalos na beira da praia, de onde se podem ver as montanhas da Arábia Saudita.
Repleta de hotéis, restaurantes e locais para mergulhar no mar Vermelho, a cidade atrai turistas israelenses e europeus e a minúscula elite ocidentalizada do Egito –que tem pouco contato com as camadas mais insatisfeitas do país.
Lá, mulheres de burca e biquíni fazem compras no mesmo supermercado. Álcool é fácil de encontrar. “Aqui, não nos sentimos no Egito, mas na Europa”, diz o gerente de hotel Shawki Meged.
Em 2006, a tranquilidade foi momentaneamente abalada com a explosão de três bombas, que deixaram 23 mortos. Nem por isso Dahab deixou de ser popular como destino turístico.
Moradores mostram um sentimento difuso de solidariedade com os manifestantes. Mas poucos estão dispostos a se juntar aos protestos.
Segundo Ahmed Emam, dono de uma livraria, “é melhor esperar um pouco” antes de ir para o Cairo.
O que ajuda a isolar Dahab é o fato de muitos voos chegarem direto de outros países. ‘Menos de 10% dos turistas daqui vêm do aeroporto do Cairo’, diz Emam.
Dois policiais que conversaram com a Folha tentaram minimizar a turbulência vivida pelo país. “Os turistas não deixam de vir. O que ocorre aqui acontece em todo lugar do mundo”, disse um deles.
Apesar da independência econômica com relação ao restante do Egito, existem demonstrações de solidariedade. No letreiro de um restaurante, podia-se ler ontem: “25/01/11. We hope for a better Egypt” (esperamos um Egito melhor).
Sentado em sua livraria com títulos em inglês, Emam define a situação da bucólica Dahab: “Nossos corações estão com eles [os manifestantes]. Mas, para nós, não faz diferença. É como tomar um chá ou não”.

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