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Obama diz à TV que não vai divulgar fotos de Bin Laden morto


04/05/2011 – 14h31

Foto Osama Fake

Folha de São Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira ao programa “60 minutes”, da rede americana CBS, que não vai divulgar as fotos de Osama bin Laden morto.
“Os riscos da divulgação superam os benefícios”, disse Obama, em programa que deve ser exibido na noite desta quarta-feira.
“As teorias de conspiração ao redor do mundo vão alegar que as fotos são montagens de qualquer forma e há um risco real de que divulgar as fotos servirá apenas para inflamar a opinião pública do Oriente Médio”, completou o presidente, em trechos adiantados no site da emissora.
“Imagine como o povo americano reagiria se a Al Qaeda matasse um de nossos soldados ou líderes militares e colocasse a foto do corpo na internet. Osama bin Laden não é um troféu. Ele está morto e vamos focar agora em continuar a lutar até que a Al qaeda seja eliminada”.
Segundo a CBS, que diz ter tido acesso às imagens, a foto do corpo mostra o líder da rede terrorista Al Qaeda com um grande ferimento na cabeça e com perda de massa encefálica.
Na foto, que a Casa Branca qualificou na terça-feira (3) como “truculenta”, pode ser visto o ferimento provocado por um projétil que acertou Bin Laden acima de seu olho esquerdo.
Bin Laden, segundo informações do governo americano, recebeu dois disparos à queima roupa ao oferecer resistência à prisão, embora estivesse desarmado. Ele foi atingido na cabeça e no peito por um dos militares da força de elite Seals, que conduziu a operação na casa do terrorista no Paquistão.
Nesta terça-feira, questionado sobre as fotos, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou na terça-feira que a publicação das fotos do corpo de Bin Laden pode ter um efeito “incendiário”.

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Bin Laden e os bárbaros


Americanos comemoram nas ruas, sem saber qual guerra venceram.

Luís Paulo Domingues
D’Incao Instituto de Ensino

Não dá para entender por que os americanos, com sua proverbial paixão pelo espetáculo público, jogaram o corpo de Bin Laden no mar.
O mais normal neste episódio, em se tratando dos Estados Unidos, seria mumificar o corpo de Osama e deixá-lo exposto à visitação pública em Washington. Com o Saddam, vivo, eles fizeram quase isso.
Não consigo crer neste diálogo entre os comandantes americanos:
“-Matamos Bin Laden. Para onde levaremos o corpo?”
“-Jogue no mar.”
É incrível como os americanos conseguem ser tão incompetentes em política externa e tão geniais em criar espetáculos. Se excluirmos do debate a vitória americana na Segunda Guerra, os EUA perderam tudo, mas saíram como se fossem os vencedores.
Os americanos se meteram na Coreia: o país foi dividido em dois e a parte norte se transformou em um proto-regime comunista, comandado por um lunático que possui armas nucleares.
Os americanos se meteram no Vietnã: perderam vergonhosamente a guerra contra guerrilheiros paupérrimos. E a vergonha só não é maior, porque o cinema os mostrou como jovens coitados, que foram espancados, torturados e massacrados por poderosos e covardes assassinos orientais.
Os americanos se meteram no Camboja: fugiram pelo teto da embaixada em uma cena idêntica à queda de Saigon, no país vizinho.
Os americanos se meteram no Irã: o povo derrubou a monarquia ditatorial do Xá Reza Pahlevi (corrupto e colaborador dos americanos) e preferiu a ditadura dos aiatolás.
Os americanos se meteram no Afeganistão: a CIA armou e treinou os guerrilheiros afegãos, para que eles derrotassem os invasores soviéticos. Os soviéticos foram embora em 1988, derrotados, e os mesmos guerrilheiros derrubaram o World Trade Center em 2001.
A morte de Bin Laden foi comemorada como uma final de campeonato nacional de baseball ou basquete. Colocaram um ponto final, com sabor de vitória, em algo que ainda não acabou.
Fizeram a mesma coisa em 2003, quando tomaram Bagdá. Bush foi até o Golfo Pérsico e fez o discurso da vitória a bordo de um porta-aviões, em frente a uma imensa faixa com os dizeres: “Missão Cumprida”. Estamos em 2011 e os americanos ainda estão lá no Iraque, levando bomba a todo momento.
Os americanos prometem uma democracia ideal para o mundo, baseada em um monte de mentiras. Osama Bin Laden morreu no momento em que as populações árabes desencadearam revoltas para derrubar seus ditadores patrocinados pelo ocidente (leia-se USA). É cômico e trágico que as possíveis democracias que nascerão das revoltas árabes podem (e algumas vão) eleger governos fundamentalistas islâmicos. Iguais ao do Irã – que é o demônio, segundo os EUA.
É claro que não podemos analisar a questão árabe apenas sobre esse prisma – o de que a democracia só traria mais problemas ao mundo islâmico. Mas o fato é que já vimos essa história antes. Democracia não é sinônimo de bem estar – como querem os americanos, quando e onde convém a eles. Hitler, por exemplo, foi eleito pelo povo.
Outro dia eu assisti a um documentário que defendia, com fortíssimos argumentos, que os americanos jamais pisaram na lua. Tratava-se, segundo o filme, do que os americanos sempre fizeram muito bem: um espetáculo para o povo. As imagens da população americana nas ruas e dos fogos para comemorar a conquista da lua foram sobrepostas às dos soviéticos nas ruas soltando fogos para comemorar, em 1961, a ida de Yuri Gagarin ao espaço. Uma competição entre dois times e duas torcidas.
Aos que simpatizam com tudo o que os americanos fazem, minhas sinceras desculpas. Mas a comemoração de uma vitória que não existiu (os EUA estão lá no Afeganistão, tomando tiro), bem no momento em que a corrida pela reeleição de Obama se inicia, só pode ser explicada pela alienação total do povo americano.
Mesmo com todo o conhecimento acumulado por milênios, com toda a ciência e a tecnologia avançadas que o homem desenvolveu, a nação mais importante do mundo se comporta como um bando de bárbaros comemorando um saque.

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Operação antiterrorismo na Inguchétia mata vários líderes de guerrilhas


29/03/2011 – 04h00

Doku Umarov: terrorista mais procurado da Rússia, auto proclamado emir do cáucaso.

DA EFE
Folha de São Paulo

Vários chefes de guerrilhas islâmicas morreram em uma operação antiterrorista empreendida na segunda-feira na Inguchétia, declarou nesta terça o presidente da república do norte do Cáucaso, Yunus-Bek Yevkúrov.
“Sabemos que havia ali uma série de líderes”, disse Yevkúrov à agência Interfax ao comentar a destruição de um acampamento guerrilheiro em território inguche.
Segundo boletim do Centro Nacional Antiterrorista (CNA) da Rússia, as forças de segurança mataram 17 guerrilheiros em uma operação que incluiu um ataque aéreo de alta precisão e ações em terra.
De acordo com o relatório oficial, dois agentes do Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) e um policial morreram na operação.
Fontes do Ministério do Interior inguche não descartaram a possibilidade de que entre os guerrilheiros mortos esteja o terrorista número um da Rússia, Doku Umárov, que se autoproclama o “Emir do Cáucaso” e que reivindicou a autoria de vários atentados terroristas.
“Desde as primeiras horas da manhã os investigadores trabalham no local (da operação). Já se verá”, disse o presidente inguche, respondendo a pergunta que contestava se Umárov está entre os guerrilheiros mortos no acampamento, onde segundo o CNA os terroristas recebiam treinamento terrorista suicida.
Na segunda-feira (28), as forças de segurança também capturaram na Inguchétia dois homens envolvidos no atentado suicida contra o aeroporto moscovita de Domodedovo, que em 24 de janeiro deixou 37 mortos e quase 200 feridos.
O ataque terrorista foi perpetrado por Magomed Yevlóev, um estudante de contabilidade de 20 anos oriundo da Inguchétia que detonou uma potente bomba que levava consigo no terminal de chegadas internacionais de Domodedovo, o maior aeroporto de Moscou.
A Justiça russa já acusou formalmente de terrorismo os irmãos e um amigo do terrorista suicida.
O atentado em Domodedovo foi reivindicado por Umárov em um vídeo divulgado através da internet no qual assegura que o terrorista suicida agiu sob suas ordens e promete uma nova onda de ataques na Rússia.

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Líder tchetcheno reivindica atentado em aeroporto de Moscou


07/02/2011 – 22h55

Vista da capital da Tchetchênia, Grosny, bombardeada pelos russos em várias ocasiões.

Nota do D’Incao

Por Luís Paulo Domingues

A Tchetchênia (também pode ser escrito Chechênia) é uma das repúblicas autônomas que pertencem à federação russa. Assim como seus vizinhos do Daguestão, Kabardino-Balkhária, Abkásia e parte da população das duas Ossétias (do sul e do norte), a Tchetchênia localiza-se na região do Cáucaso, que é a rota de passagem dos maiores oleodutos de petróleo e gás que escoam toda a produção de combustível da Rússia. A região do Cáucaso também produz esses combustíveis.

Porém, a população da região é de predominância islâmica, uma herança dos séculos de dominação turca, antes de esses territórios passarem para a administração russa. Os clamores separatistas começaram com mais intensidade após o colapso da União Soviética e o terrorismo foi a estratégia encontrada pelos que desejam a independência desses países.

Folha de São Paulo
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O líder do grupo rebelde islâmico Emirado do Cáucaso, o tchetcheno Doku Umarov, reivindicou na noite desta segunda-feira o atentado suicida do mês passado no principal aeroporto de Moscou que deixou 35 mortos, em um vídeo postado no site do porta-voz do grupo.

“Esta operação foi realizada sob minha ordem”, afirmou em um vídeo publicado nesta segunda-feira no site kavkazcenter.com, se referindo ao ataque suicida do dia 24 de janeiro no aeroporto de Domodedovo.
Na última semana, o líder autoproclamado do chamado “Emirado do Cáucaso” prometeu em um vídeo tornar 2011 no ano “do sangue e das lágrimas”.
ATENTADO
A bomba foi detonada em um atentado suicida nas esteiras de bagagem do terminal de chegadas internacionais às 16h40 locais (11h40 no horário de Brasília), deixando vários corpos no chão e cobrindo o local de fumaça. A lista de vítimas atualizada inclui dois austríacos, dois cidadãos do Tadjiquistão, um britânico, um alemão e um cidadão da Ucrânia e um do Uzbequistão.
Um dia após o ataque, o presidente russo culpou os responsáveis pela segurança do aeroporto Domodedovo e exigiu demissão dos responsáveis pela segurança dos meios de transporte.
Dmitri Medvedev disse que a gerência do Aeroporto Domodedovo deve responder pelo ataque, já que o terrorista suicida conseguiu passar pela segurança. “O que aconteceu mostra que há claras violações na segurança”, disse, acrescentando que as medidas foram reforçadas depois de terroristas explodirem dois aviões que decolaram do mesmo aeroporto em 2004, matando 90 pessoas.
O Aeroporto de Domodedovo negou no mesmo dia responsabilidade pela explosão. “O aeroporto sustenta que não deve ser responsabilizado pela explosão, porque, repito, estamos cumprindo plenamente todos os requisitos de segurança do transporte aéreo pelos quais somos responsáveis”, disse a porta-voz Yelena Galanova.

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Ambulância-bomba mata ao menos 12 em ataque contra polícia no Iraque


19/01/2011 – 07h38

Os EUA ocuparam o Iraque em 2003, mas vão se retirar sem atingir atingir seus objetivos políticos e econômicos.

Nota do D’Incao (por Luís Paulo Domingues)

Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA partiram para uma política de forte intervencionismo militar em suas áreas de interesse no mapa mundial. Contudo, essa política revelou-se um fracasso contínuo. A divisão da Coreia em dois países, a derrota e fuga no Vietnã e no Camboja nos anos 1970, a Revolução Islâmica no Irã e a estúpida reação pós 11 de Setembro no Afeganistão e no Iraque desenham um triste panorama para a política internacional desastrosa dos americanos. É certo que eles conseguiram impor seus interesses em alguns momentos em diversas localidades onde atuaram, mas também é difícil para os líderes dos EUA admitirem que perderam todas as guerras que travaram após 1945 – como ninguém mais duvida que será o destino da intervenção no Afeganistão e no Iraque.

Folha de São Paulo

Um suicida dirigindo uma ambulância matou ao menos 12 pessoas e feriu mais de 50 em um ataque nesta quarta-feira contra um centro de treinamento da polícia na província de Diyala, no Iraque.
“Há mais corpos soterrados nos escombros”, disse a porta-voz do governo Samira al-Shibli.
Um policial afirmou à agência de notícias Reuters que havia dois terroristas. Um deles matou três guardas a tiros no portão do centro de treinamento em Baquba, abrindo caminho para o motorista da ambulância-bomba.
Já o porta-voz da polícia em Diyala, major Ghalib al-Karkhi, disse que era apenas um veículo-bomba, que explodiu quando os guardas abriram fogo para tentar impedi-lo.
A explosão foi tão forte que causou o desmoronamento de parte da ambulância. “Eu posso ver mãos e pernas de policiais mortos sob os escombros”, relatou o policial.
Este foi o segundo ataque suicida em dois dias contra forças de segurança iraquianas. Pelo menos 49 pessoas foram mortas na véspera na cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein, Tikrit, quando um suicida atacou uma fila formada por recrutas da polícia.

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EUA prendem mais de 30 brasileiros que estudavam aviação no país


08/11/2010

Com medo de novos atentados envolvendo a aviação, EUA prende estudantes de voo brasileiros.


ANDREA MURTA
DE WASHINGTON

Folha de São Paulo

Mais de 30 estudantes de aviação brasileiros e o dono da escola de voo TJ Aviation Flight Academy foram presos nos últimos meses na cidadezinha de Stow, a cerca de 45 km de Boston (Massachusetts), acusados por autoridades americanas de viver ilegalmente nos EUA.
A preocupação do governo americano com alunos de aviação estrangeiros aumentou exponencialmente depois do 11 de Setembro –os terroristas envolvidos nos ataques em 2001 aprenderam a pilotar enquanto eram imigrantes no país.
Atualmente, não americanos precisam pedir autorização especial para fazer aulas de aviação. De acordo com uma afiliada da rede de TV ABC, os estudantes presos receberam autorização do governo federal para aprender a voar apesar das dúvidas sobre seu status legal.
A discrepância chamou a atenção do TSA, a agência americana de aviação.
O dono da escola, o brasileiro Thiago de Jesus, nega ser ilegal no país. “Fiquei surpreso quando descobri [sobre as prisões]“, disse à TV americana Don McPherson, sócio da escola. “Sempre cooperamos e continuaremos a cooperar com as autoridades federais.”
Os presos em Stow não possuem laços conhecidos com terrorismo.
“Você já ouviu falar em terroristas brasileiros?”, indagou Ricardo Pereira, outro brasileiro que trabalha na escola de aviação. “Não estou dizendo que não podem existir um ou dois, mas não é uma coisa brasileira.”
A reportagem da Folha contatou a escola, mas não teve resposta.
LICENÇA ILEGAL
A TSA está investigando se alguém ilegal chegou a receber licença para pilotar. Funcionários da agência afirmaram que vão rever o processo de verificação para autorizações de treinamento de voo.
“Fazemos uma checagem completa de antecedentes em cada pedido e cruzamos com listas sobre terroristas, criminosos e informações disponíveis sobre status legal”, disse a TSA, responsável por verificar estrangeiros que querem treinar aviação.

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Colômbia anuncia prisão de seis terroristas e diz que dois ex-integrantes das Farc se entregaram


Cena do atentado à rádio Caracol, na Colômbia: governo afirma ter prendido terroristas.


Folha de São Paulo

Em menos de 24 horas o Exército da Colômbia afirmou ter prendido seis suspeitos de envolvimento com as guerrilhas que atuam no país. O governo anunciou também que a guerrilha já tinha planos de atacar a Rádio Caracol –alvo de atentado neste ano– ainda em 2008.
Dois dos guerrilheiros que são apontados como membros das Farc foram encontrados usando os uniformes de uso exclusivo dos militares e estavam com dois fuzis. Outros dois teriam se entregado ao governo, que lhes ofereceu proteção na região de Valle del Cauca.
Ainda na terça-feira foram presos mais quatro suspeitos, cujas ligações políticas não foram divulgadas, e apreendidas armas, munições e drogas.
O Exército informou que, nos últimos dias, foram intensificadas as ações de combate às guerrilhas em todo país. Locais considerados acampamentos dos grupos terroristas e arsenais militares foram destruídos, de acordo com dados dos militares.
Há uma semana, ao visitar Brasília e São Paulo, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reiterou que é prioridade do governo o combate aos grupos armados no país.
ATENTADO
De acordo com investigações do governo colombiano, as Farc já planejavam atacar a Rádio Caracol, na capital Bogotá, em 2008. A sede da emissora foi alvo de um ataque a bomba no dia 12 de agosto deste ano.
Segundo o diretor do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), Felipe Muñoz, o chefe de segurança da rádio havia se comunicado com o governo indicando ter pistas de um potencial ataque.
O vigia de um prédio vizinho teria revelado ao chefe de setor da Caracol que havia recebido propostas para “efetuar um atentado terrorista”.
O DAS teria apurado em suas investigações que a proposta foi feita a partir de um presídio de La Picota, no sul de Bogotá, por um condenado “por portar explosivos”, e “obviamente era acusado como sendo guerrilheiro das Farc”, explicou Muñoz.
Apesar de as autoridades terem tido acesso a essas revelações, o diretor do DAS disse que não se pode fazer uma conexão direta com as ameaças de 2008 e os atentados de 12 de agosto.
“Não é evidente que se tente juntar os feitos de 2008. Até o momento a investigação não gera relação de conexão alguma com a investigação que apura o atentado do mês passado”, disse Munõz.
RÁDIO CARACOL
Ainda no dia 12 de agosto um carro-bomba foi detonado em frente à Rádio Caracol, em Bogotá, deixando ao menos nove feridos.
O carro-bomba foi detonado às 5h30 no horário local [7h30 em Brasília], em frente aos estúdios emissora. Não houve mortes, informou a polícia local. Os abalos afetaram ainda escritórios do Bancolombia e da agência de notícias Efe.
O jornal “El Tiempo” informou que o carro era um Chevrolet Swift e citou o general Orlando Paez afirmando que o veículo estava carregado com 50 quilos de explosivos.
O recém-empossado presidente Juan Manuel Santos classificou a ação como um “ato terrorista” e disse que a população não pode se intimidar. Ele foi rapidamente até o local da explosão, onde classificou o suposto atentado como um “ato terrorista” e pediu calma à população

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Grupo militante islâmico assume autoria de atentados em Uganda


Ataque terrorista do Al-Shabbab, ligado à Al-Qaeda, é o primeiro fora da Somália
12 de julho de 2010

Sobrevivente do atentado contra um clube de Rugby e um restaurante em Kampala.

O Estado de S. Paulo
KAMPALA – O grupo militante somali al-Shabbab assumiu a autoria das explosões em Kampala, na Uganda, que deixaram ao menos 74 mortos, segundo as declarações do porta-voz insurgente Ali Mohamud Rage feitas nesta segunda-feira, 12.
As autoridades ugandenses suspeitavam que o grupo poderia estar por trás dos ataques do domingo, que ocorreram enquanto as vítimas assistiam à final da Copa do Mundo. Os atentados foram os primeiros do grupo somali ligado à Al-Qaeda fora da Somália.
Uma das bombas explodiu em um restaurante etíope em Kampala. A segunda explosão ocorreu em outro restaurante chamado “Kyadondo Rugby Club”. Segundo dados da polícia, nas cenas das duas explosões o cenário era de cadeiras reviradas e muito sangue pelo chão.
Uma porta-voz da embaixada americana em Kampala, Joann Lockard, informou que ao menos três americanos – que faziam parte de um grupo religioso da Pensilvânia – ficaram feridos e um outro morreu nos atentados.

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Atentado de separatistas curdos mata ao menos cinco pessoas na Turquia


Folha de São Paulo

Investigador turco analisa ônibus atingido próximo a Ancara, capital da Turquia.

Uma bomba escondida em uma estrada na capital da Turquia matou ao menos cinco pessoas que estavam em um ônibus militar nesta segunda-feira.
A autoria do ataque — o pior ocorrido em Istambul desde 2008, quando duas bombas mataram 17 pessoas — foi assumido por separatistas curdos, que lutam por um Estado independente no sul do país.
O artefato explosivo foi detonado perto de um complexo de alojamentos militares no distrito de Halkali. Entre os mortos estão três sargentos, um soldado e uma garota de 17 anos. Cerca de 14 pessoas ficaram feridas.
“Isto foi um ataque terrorista e seu objetivo é claro — criar divisões, tensões e desespero”, disse Huseyin Avni Mutlu, governador de Istambul.
As autoridades aumentaram a segurança em todo o país, temendo ataques suicidas ou contra turistas, como já aconteceu no passado. O ministro da Energia turco, Taner Yildiz, disse que foi reforçado o controle nos dois maiores oleodutos do país.
Logo após os ataques com bombas o primeiro-ministro turco disse que seu país manterá a “luta contra o terrorismo” com firmeza e insistiu que o governo dará apoio total ao Exército para combater os rebeldes. “Não vamos nos render à esta linguagem de violência”, disse.
Para Erdogan não há dúvidas de que militantes curdos estejam por trás dos atentados. O grupo Falcões da Liberdade do Curdistão assumiu a autoria do ataque.
“Esta ação planejada por nós foi direcionada contra um veículo militar. As forças de segurança turcas já usaram civis como escudos no passado e o Estado turco é completamente responsável pela perda de vidas de civis nesta ação”, disse o grupo em comunicado.
As autoridades acreditam que os extremistas tenha ligação com os militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerados como “terroristas” pela Turquia e pelos EUA.
Ofensiva
Onze soldados turcos morreram neste sábado (19) em dois ataques de rebeldes curdos, os mais intensos dos últimos dois anos. Um primeiro ataque foi praticado por um grupo de rebeldes na noite de sexta-feira (18) contra um posto militar próximo a Semdinli, no extremo sudeste da Turquia, na fronteira iraquiana, matando oito soldados e ferindo 14, segundo um comunicado do Exército.
Caças turcos bombardearam posteriormente diversas posições do PKK no norte do Iraque, onde essa organização possui bases de retaguarda.
Na segunda-feira (21) duas delegacias foram atacadas na noite na província sudeste de Diyarbakir, deixando um soldado morto e outros dois feridos.
As baixas levaram o governo de Ancara a convocar uma reunião de segurança de emergência na segunda, quando foi anunciada a decisão de enviar mais tropas e intensificar a luta contra os militantes do PKK.
De acordo com a agência estatal Anatolian, tropas de elite do Exército turco cercaram rebeldes curdos numa operação ao longo da fronteira com o norte do Iraque, onde fica localizada a maioria das bases dos militantes curdos.
A operação turca incluiu o bombardeio com metralhadoras na região montanhosa das Províncias de Hakkari e Sirnak, onde há suspeitas de núcleos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), indicaram fontes militares. “O PKK é um inimigo comum da Turquia e dos Estados Unidos”, disse o embaixador americano na Turquia, James Jeffrey.
Minoria
Erdogan sinalizou que mais direitos culturais devem ser garantidos à minoria curda. Recentemente o governo turco permitiu cursos de idiomas, abriu escolas e permitiu a transmissão de programas da televisão estatal turca em curdo.
“Nós vamos continuar agindo com responsabilidade e bravura pelas próximas gerações. Não faremos concessões quanto à democracia, apesar dos atos terroristas e de sabotagem”, disse o primeiro-ministro.
“Se cancelarmos o processo de abertura, os terroristas, chefes de gangues e vampiros que se alimentam do sangue dos jovens venceriam”, acrescentou.

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Homem em vídeo pode não ser suspeito de ataque frustrado em NY, diz prefeito


03/05/2010 – 11h20


Associated Press, em Nova York (EUA)

Folha On Line

Câmera de segurança de NY mostra van que transportava os explosivos trafegando.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, alertou nesta segunda-feira que o homem filmado por câmeras de segurança deixando o local onde um carro-bomba foi abandonado, no sábado passado (1º), na Times Square, pode não ser suspeito do ataque frustrado, reivindicado pelo grupo islâmico radical Taleban. O homem, branco e com cerca de 40 anos, é alvo de uma operação de busca da polícia de Nova York, que afirmou ver nele uma “pessoa de interesse” para o caso.

“Há milhões de pessoas que passam pela Times Square”, disse Bloomberg, em entrevista à rede ABC. “Esta pessoa estava em uma posição na qual a câmera conseguiu uma boa imagem e pode ser que tenha algo a ver com o ataque, mas há uma grande chance de que ele não tenha. Estamos explorando várias vertentes”.

No vídeo, o homem aparece caminhando para longe da rua West 45th, onde o Nissan foi estacionado. Ele olha por cima do ombro em direção ao local e retira uma camiseta preta, revelando uma blusa de cor vermelha. Ele então colocou a camiseta preta em uma mochila.

As autoridades suspeitam que ele foi quem abandonou o Nissan Pathfinder repleto de explosivos.

Segundo Raymond W. Kelly, o comissário de polícia de Nova York, o carro tinha gasolina, propano, fogos de artifício, relógios despertadores simples e oito sacos de fertilizante, tudo dentro de um armário de metal.

O dispositivo causou pânico na cidade. As autoridades consideraram o plano de atentado mais grave com carro-bomba desde o primeiro ataque ao World Trade Center, em 1993, no qual seis morreram e mais de mil ficaram feridos.

“É evidente que foi a intenção de quem fez isso para provocar confusão, criar vítimas”, disse Kelly, alertando que a bomba “teria causado vítimas, uma bola de fogo significativa” em um dos pontos turísticos mais famosos do mundo.

Paul J. Browne, porta-voz do Departamento de Polícia, disse que a explosão teria deixado vítimas e vidros quebrados, mas ressaltou que não havia risco de desmoronamento dos prédios.

Terrorismo

As autoridades tratam a tentativa de ataque como um ato terrorista, mas dizem que não há evidência alguma que possa sustentar a autoria dos talebans paquistaneses.

Bloomberg reiterou na entrevista que não há “evidência legítima” de que terroristas estrangeiros estão conectados ao ataque.

Em um vídeo divulgado na internet, o grupo taleban assume a responsabilidade pelo carro-bomba estacionado na Times Square, segundo o serviço SITE de monitoramento das redes extremistas na Web.

O vídeo afirma que o atentado foi realizado em represália à morte recente de dois líderes da rede terrorista Al Qaeda no Iraque e aos ataques de aviões não tripulados no Paquistão.

Kelly afirmou ainda que não há risco para a cidade, embora patrulhas adicionais tenham sido deslocadas para Midtown.

Suspeito

Agentes do FBI (Polícia Federal americana) identificaram e buscam também o dono do carro, cujo nome não foi divulgado. O carro foi rastreado a Connecticut.

O dono do carro foi encontrado pelo número de identificação do Nissan, que foi retirado do painel, mas estava estampado em outras partes, como o motor.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo em visita à Louisiana que o país fará justiça com quem “está por trás” da tentativa de atentado e garantiu que o governo e os serviços de inteligência já estão trabalhando para encontrar os responsáveis.


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